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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

MEMORIAS ESPORTIVAS

Voltando ao tempo, mais uma vez, Recordamos, portanto, do fundo do baú, esta relíquia de fotografia, exaltando o time e do Campinense da década de 50 (do acervo fotográfico de Renato Ribeiro, irmão de um dos maiores goleiros de futebol de salão de nossa cidade o Zaquinha) remetido por email pelo desportista e grande jogador do passado de nossa cidade João Mario Correia Costa que tem dado uma grande contribuição no resgate de nossa história fotográfica.

Do fundo do baú (mesmo!), esta preciosidade abaixo




terça-feira, 6 de setembro de 2011

Memória Esportiva - Aniversario do Treze FC



POR:  JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES






A edição desta semana do Museu Virtual do Esporte Amador CG é para parabenizar um clube que é um símbolo da nossa cidade - O Treze Futebol Clube, que comemora nesta terça feira dia 7 de setembro de 2011, 86 anos de sua fundação. Ao longo das últimas oito décadas e meia, o ”Galo da Borborema” se consolidou como um dos mais importantes times do futebol do Nordeste. Quem poderia imaginar que aquela associação modesta, idealizada por Antonio Fernandes Bioca e 12 amigos iria sobreviver todos esses anos?
O Galo da Borborema desde sua fundação mostrou ser um clube voltado à massa popular, com uma torcida fanática e apaixonada. O time enfrentou todas as adversidades, marcou seu nome, alternou períodos, viveu e venceu. Acompanhou a transformação da cidade e do mundo no mais avançado século de todos os tempos, vendo o crescimento do homem através da tecnologia. Conquistou grandes vitórias e grandes títulos, tendo jogadores formados em seus quadros ou que vestiram a sua camisa, brilhando pelos campos espalhados pelo Brasil e do mundo. O tempo foi passando e o Treze foi se superando, muitas vezes com dificuldade ele sobreviveu.

O Treze Futebol Clube tem uma história que orgulha os seus torcedores e a cidade de Campina Grande.  Neste espaço pretendo recordar personagens da história do famoso “Galo da Borborema”, como grandes jogadores que passaram pelo Galo e grandes dirigentes que ficaram marcantes na vida do Clube. Esta coluna visa em primeira linha despertar recordações, mas também desta forma contribuir para a preservação da memória do grande time.

Com muito respeito e reconhecimento, a todos aqueles que trabalharam e que ainda trabalham pelo clube, aos diretores do passado e aos atuais dirigentes, aos funcionários aposentados e os da ativa, aos ídolos antigos e a todos os jogadores que pelo Treze  passaram, aos treinadores, auxiliares, massagistas, médicos, roupeiros, aos gandulas, as lavadeiras, cozinheiras, faxineiras, aos vigias do campo,  aos porteiros e aos maqueiros, aos cronistas esportivos dos jornais, rádio e televisão, destacando sempre o Treze Futebol Clube. Aos inúmeros torcedores que desse mundo já partiram, aos dirigentes e políticos que entenderam que o 
Treze é um patrimônio da cidade, e finalmente a todos que de alguma forma apoiaram,  apóiam, respeitam e admiram o glorioso Galo da Borborema. Um clube de expressão,  que superou o tempo com tradição, com garra e com determinação. Um clube vitorioso e que sobreviveu algumas derrota e que enfrentou fortes adversidades.

Hoje nos seus 86 anos, pouca coisa se compara ao futebol de alguns anos atrás. Vivemos uma realidade diferente, tempos em que o investimento e supervalorização passaram a ser fatores marcantes no futebol.  Hoje os Treze não têm mais um simples time de futebol, mas um patrimônio da cidade. Tem um campo moderno e aconchegante, um dos maiores motivos de orgulho dos torcedores que o ajudaram a construir.

Os dirigentes e jogadores não precisam mais correr atrás de campo e descobrir onde será o treino, o Treze tem um centro de treinamentos “modelo” dentro da cidade, também um dos seus grandes orgulhos. Lá se foi o tempo em que tinha uma torcida eufórica e barulhenta, hoje tem muito mais que isso, tem uma grande nação, responsável também por grandes feitos e grandes realizações do  clube, aliás, vale destacar que a torcida é fantástica.

Grandes  jogadores, dirigentes e treinadores

Ao longo de 85 anos, grandes times foram formados no Treze FC e extraordinários jogadores defenderam a camisa preta e branca. O clube sempre foi um celeiro de craques, revelando para o futebol Brasileiro uma gama de jogadores de excelente nível técnico. O time do Treze teve gerações fantásticas. Na década de 50 (Quem é desse tempo não esquece) o clube criou mitos entre os quais o goleiro Harry Carrey,  e o zagueiros Uray.  O pouco que sei do antigo Treze Futebol Clube é o que me foi contado episódicas vezes por irmãos e amigos  mais velhos. Sobre o  goleiro Harry Carrey todos que o viram jogar afirmam que foi o maior de todos, um verdadeiro fenômeno, ágil, elegante e agarrava tudo. São poucos os da nova geração que têm conhecimento de quem tenha sido esta figura que marcou época no futebol campinense. O máximo que sabem é que foi o maior goleiro do Treze. Outro mito é o zagueiro Uray, que até hoje é lembrado como símbolo da garra e da virilidade do futebol paraibano, conquistou vários títulos  profissionais pelo time.
O Treze tinha tambem na sua zaga com Arrupiado e Zé Pequeno, um meio-campo formado por João Luiz e Ruivo. Este abastecia o ataque e tornava os atacantes artilheiros nas vezes que jogassem. Um grande ataque com o ponteiro Marinho  com seu futebol alegre e eficiente, partindo com a bola dominada, rápido, pra frente, vigoroso, decidido, incomparável nessa característica. Tinha tabem o "genial goleador" Mario Buchudo e os lendários Araújo e Josias . Esse era o ataque dos sonhos que fez história na década de 50. Desequilibravam qualquer zaga. Teve tambem o habilidoso Nego Bé (jogou no Santos com Pelé) o ponteiro esquerdo Hercílio de chute forte, drible simples e vistoso, a criação repentina.

Outros craques

Quem esquece craques como: O grande ponteiro Gilvam, a  dupla Bola Sete e Pedro Neguinho; o rápido Rui; os  artilheiros Saquinho,  Delgado  e Santos que jogava simples e objetivo na direção do gol. O Galo teve artilheiros de campeonatos brasileiros e paraibanos, grandes goleiros, zagueiros lendários e inclusive, jogadores que chegaram a atuar pela Seleção Brasileira de Futebol - o  Rinaldo, que saiu do PV para fazer fama no Palmeiras e logo em seguida na Seleção Brasileira, grande jogador. Tinha o  Germano, que foi um dos volantes mais técnicos que passaram pelo futebol paraibano. Desarmava como poucos e jogava de cabeça erguida.  RAUL BETANCOURT meia esquerda dos bons. Quem  o viu jogar vestindo a camisa do Galo atesta que o uruguaio Raul Betancourt, foi um dos grandes jogadores de fora que  atuou no futebol paraibano. Armador cerebral, Betancourt dava o tom do jogo, dosava o ritmo do time e, além disso, liderava a equipe, pela seriedade e serenidade. Atuou pelo Treze nos anos 60. O grande Soares meia esquerda dos bons. Miruca grande ponteiro que depois brilhou no São Paulo, O Assis Paraíba jogador de elegância e precisão, um leve toque por baixo da bola, que caia dentro do gol. Os goleadores João Paulo ( Raçudo, catimbeiro e muito habilidoso, João Paulo chegou no PV na decada de 70 e logo se tornou artilheiro e  ídolo da torcida) e  Adelino - o Leão do Galo, os grandalhões Fernando Canguru e Joãozinho Paulista, que fizeram belos gols de cabeça. Os bons laterais Som e Heliomar, entre outros. Da era contemporânea o principal sem dúvida nenhuma foi o artilheiro Rocha, que ajudou o Treze a conquistar o título em 1989, e firmou-se como o principal artilheiro de estaduais deste mesmo ano. Bem depois, vieram outros bons jogadores, como os goleiros Azul e Erico, Beto, Wagner Diniz, Allison. Do time atual o melhor jogador para mim é o baixinho Cléo. Apesar de baixinho sempre dar trabalho aos zagueiros adversários. É tanto que balançou as redes adversárias muitas vezes pelo galo), entre outros.

Foram personagens de momentos únicos que andavam quase esquecidos, principalmente nestes tempos onde se fala tanto em atacantes e esquemas de ataque mais ofensivo nos clubes. Verdadeiros heróis no ato de jogar bola  ou impedir a bola de entrar no gol,  surgiram ao longo da história do Galo da Borborema.

Grandes Treinadores

Dos treinadores, eu era muito miúdo, mas lembro-me muito bem do  Alvaro Barbosa, uma simpatia para a criançada. Mas no aspecto desportivo, o melhor. Tenho lido e ouvido na rádio muitas histórias contadas a seu respeito. Não vou aqui reproduzir nenhuma, vou só dizer ele era o treinador principal, treinador de goleiro, preparador físico, psicólogo, olheiro, e ainda transportava o saco das bolas nos treinamentos. Mas também passaram outros grandes treinadores como: Eurivaldo Guerra (Vavá), Janos, Manoel Veiga (Mané),  Astrogildo Nery (Astrô), Pedrinho Rodrigues e Audírio Nogueira.  No seculo atual quem realmente mostrou trabalho foram o Mauricio Simões e Marcelo Vilar.  Houve também aqueles treinadores que tiveram seus 90 minutos de fama, para, depois, serem esquecidos pela história.

Grandes dirigentes:

Hermínio Soares de Carvalho, Otacílio Timóteo de Souza,  Raimundo de Melo Luz, João Lyra Braga, Genésio Soares de Carvalho, Dr. Sebastião Pedrosa,  Dr. Raiff Ramalho, José de Almeida Torreão, Dr. Edvaldo de Souza do Ó, Dr. José Cavalcanti de Figueiredo, Almiro Cavalcante, Cristóvão Victor dos Santos, Mariano Torreão Vilarim, Dr. José de Araújo Agra, Evandro Sabino, Evaldo Sabino, Flávio Almeida, Olavo Rodrigues, Petrônio Gadelha, Marcelo Nóbrega entre  outros.

Obs:Essas fotos abaixos algumas forma me mandado pelo amigo e colaborador  João Mario Correia Costa do acervo do desportista Renato Ribeiro,  outras fazem parte do meu arquivo pessoal. Algumas estão sem a devida identificação do fotografo e de atletas. Quem souber o nome de alguns sem a identificação e até mesmo a época em que foi feito o registro deixe um comentário na postagem.Alguns dos grandes times







FONTE: 
Esta matéria ja foi publicada por mim no RHCG em 2010