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segunda-feira, 28 de maio de 2012

QUEM FOI CRAQUE - PAULINHO VIRGOLINO

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES



Dr: Paulino Virgolino. Se perguntar por esse nome no meio esportivo de Campina Grande hoje, certamente poucos vai saber dar informações, seria um sujeito desconhecido. Mas se falar no Paulinho Virgulino, ex- jogador de futebol de salão e de pelada do passado de alguns times de nossa cidade, qualquer desportista que defendeu e jogou contra ou a favor o conhece ou conheceu.



Nascido em Campina Grande no bairro da Prata, Paulinho foi mais um grande jogador  que veio para acrescentar e muito no desenvolvimento do esporte de nossa da cidade no passado. No caso dele, quem foi coroado com sua chegada foi o esporte campinense o futebol de salão e o de pelada. Sempre presente mas  das praças esportivas, Sempre apaixonado pelo esporte, o agora “Dr:  Paulo Virgolino” passou a infância no bairro da Prata e jogou em varios times de nossa cidade entre eles o Real Campina,  Estudantes,Colégio Estadual da Prata, Caçadores e a seleção Universitaria da sua faculdade de medicina, entre outros.. Determinado e ciente do que queria, estudou e se formou em medicina. Sempre prestativo e competente no que faz, o ‘esportista’ já atuou em competições de nível municipal e  estadual.
Paulinho não colheu todas as glórias que um craque como ele poderia colher. Mas obteve uma glória que poucos jogadores obtiveram na carreira: o respeito como médico e cidadão. Em meio a tantos jogadores que com ele jogou bola. Paulinho teve a coragem de lutar, ainda mais... naquela época. 
É um profissional que está sempre disposto a ajudar quem precisa de seus conhecimentos e experiência.


ALGUMAS FOTOS DO PAULINHO


ESTADUAL DA PRATA CAMPEÃO JUVENIL DOS JOGOS COLEGIAIS


ESTUDANTES DE FUTEBOL DE SALÃO
PAULINHO ZACARIAS E JOBEDIS  EMBAIXO: JORGE E GIL SILVA 

                                                                          ESTUDANTES
PAULINHO ESTA DEPKONTA DIREITA E DE BASQUETERIA





sexta-feira, 25 de maio de 2012

QUEM FOI CRAQUE - ROBERTO GUARABIRA

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES



Existem três condições básicas, ao meu ver, que definem a personalidade de um líder: inteligência, capacidade de tomar decisões e ser compreensivo. O Meu homenageado desta semana preenche todas elas, complementando-as com uma firmeza de caráter admirável, uma consistência teórica cheia de brilhantismo e uma serenidade afetuosa que conquistava e ainda conquista amizades fortes, isenta de sedução ou maneirismos fúteis.

Era e ainda é um homem verdadeiro, e, por isso mesmo, um verdadeiro HOMEM. 

Se há algo que lamento, na minha relação com ele, é não tê-lo conhecido mais cedo. Por lhe ser profundamente grato, quero registrar aqui meu depoimento sobre o percurso que me levou a conhecer a ele.

Conheci Guarabira no final da década de sessenta , quando ele veio estudar no Colégio Estadual da Prata o “Gigantão” (Marcou minha vida, ofereceu-me rumos num momento em que me sentia muito desorientado (estudávamos no Hotel da mãe do grande Ademir e Ademildo) diante da acelerada sucessão de acontecimentos históricos que nos atropelavam na época de Colégio).  Eram anos agitados aqueles ( emplena ditadura militar), durante os quais a configuração política, econômica e ideológica do o país  estava se transformando rapidamente.

O amigo Roberto  futebolista conhecido no meio esportivo e amigos como "Guarabira" figura carimbada nas escalações da equipe do juvenil do Colegio Estadual da Prata nos jogos colegiais nos anos 60 na nossa cidade  quando era comandada pelo  grande amigo Lula Cabral (foto)

Guarabira  era presença garantida no time campeão nos jogos de 1967  sempre com competência auxiliava seus colegas no posicionamento e nas conquistas. Mais não só no Estadual da Prata se fez presente no amador e veterano em outras agremiações mais iniciou sua trajetória esportiva no Atlético da Prata sobre o comando de “Fernando Pingüim” também atuou no time do Estudantes ( foi no alvirrubro que ficou marcado seu nome  onde chegou a presidente do time, e com ele também eram figuras marcante que alem de amigos entre si, mantinham o maior respeito ao glorioso time . Quando se formou começou a participar de diversos rachas na nossa cidade com destaque para o Rovsa, Ou Vai ou Racha e o Bola de Ouro, saudades deste tempo do passado...

Algumas fotos do atleta e desportista:








                                  Guarabira entregando um trofeu a o atleta Almeida

O Felecido Kabel e Guarabira

Guarabira e sua Dignissima esposa



quarta-feira, 23 de maio de 2012

QUEM FOI CRAQUE - HERALDO BORBOREMA

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES

O que eu ouvir falar de Heraldo foi através de meu irmão Nilson Feitoza e de João Mario era que ele era um grande jogador de futebol e jogava de atacante, era firme, e às vezes quando precisava ele mostrava sua habilidade. Naquela época eles jogavam bola no final de semana, a maioria eram estudantes e esforçados assim foram seguindo até chegar aonde chegaram quase todos formados e bem de vida.

Apesar de que hoje o futebol possui uma melhor estrutura com campos gramados, bolas, chuteiras e tecnologia que auxilia o atleta a desempenhar o seu potencial, na sua época, jogar futebol era mais gostoso. Em seu tempo se jogava futebol nos campos de terra (Campo do Estadual, do Têxtil do Botafogo entre outros, em Campina Grande não tinha campos de futebol com grama (só os dos times profissionais Plínio Lemos, Paulistano e o PV do Treze).

O ex-craque fez muitas amizades durante a sua carreira no futebol amador de nossa cidade, sempre teve um grupo forte de companheiros, e as brincadeiras faziam parte de seu dia-a-dia (Conforme veremos adiante em seu depoimento ao museu).

Grandes Craques do Passado
Naquela época eu gostava de ver em campo o Estudante era um dos melhores times da cidade. “No ataque tive o prazer de ver o jogador “Sebastião Vieira”, igual a ele não apareceu outro na posição, era um grande jogador”. Pará recorda que na época do Eraldo, a equipe tradicional de Estudantes que fez história ao lado de outras grandes equipes citadas por ele no seu depoimento na década de 50/60, o futebol campinense se destacava com grandes jogadores, entre eles o zagueiro Humberto de Campos, além dos zagueiros: João Mario e Ersão, um baixinho valente o Pirrita e com uma impulsão que impressionava, além da firmeza e da forte marcação que exerciam sobre os atacantes dentro de campo.

Abaixo o email de João Mario e alguns depoimento do Heraldo



Jóbedis, em anexo o resumo do curriculum de Heraldo e suas cronicas e foto  no ESC !
Sugiro colocar oa foto dele sózinho, as cronicas e logo abaixo a foto da casa onde foram realizadas as primeiras sessões do Estudantes e abaixo a fot dele no ESC.
A casa ficava em frente a Prç.Alfredo Dantas, onde é hoje o Bco. Santader.
Tenho certeza que ele vai ter uma grande surpresa !
Mas fica ao seu critério quando ao layt out .
abçs
João Mario

Resumo do meu currículo.

Heraldo Borborema Henriques, campinense, peladeiro juramentado na adolescência e na juventude, amante de sua terra natal. Advogado pela Faculdade de Direito do Recife - Universidade Federal. Vida profissional: Advogado da Celpe, Presidente da Celpe, Presidente da Companhia de Abastecimento do Recife, Secretário da Fazenda de Pernambuco, Presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado, Secretário de Governo de Pernambuco, Secretário de Serviços Públicos do Município do Recife. Aposentado e curtindo os netos.
Abs.

ESTUDANTES FUTEBOL CLUBE

Quantos lembram? Afinal faz algum tempo; meados de 1950.
Na garagem da residência do médico Heleno Henriques, na Praça Alfredo Dantas, um grupo de estudantes adolescentes abriga um clube de futebol. Sem grandes ambições. Todos apaixonados pelo futebol e com fortes qualidades para o seu exercício.
Nos sábados à noite, as reuniões que antecediam os embates da manhã seguinte. Por transporte público de passageiro, o grupo se deslocava para as arenas do combate, os chamados campos de pelada. Bordel, às margens do Açude Velho, Bodocongó, Curtume dos Motas, Zé Pinheiro, Colégio Estadual da Prata, campo sede do Estudantes.
O amor ao esporte e a qualidade técnica de seus integrantes fizeram do Estudantes uma agremiação temida dos adversários, quase imbatível em seus domínios, embora a cidade contasse com outros fortes clubes (Guarany, Flamengo de José Pinheiro, Olaria, Humaitá, São José,...).
O clube deitou fama no futebol amador da cidade.
No entanto, o sonho da juventude  era o curso universitário. O futebol não exercia o fascínio financeiro dos dias atuais. Boa parte do grupo muda-se para o Recife, para a luta do vestibular. Um novo grupo substitui os titulares originais.
Aí começa uma outra história.

Heraldo Borborema 

     SESSÕES DOS SÁBADOS À NOITE

Nem de cinema, nem literária, nem de estudos, mas reunião de adolescentes para organizar e traçar as estratégias da partida de futebol do dia seguinte.
Meados dos anos cinqüenta. Garagem da residência do Dr. Helleno Henriques, pediatra de Campina Grande. Pequena mesa de madeira e dois toscos bancos de tábua de construção formavam o cenário. Horário em torno das 19.30h. Começa a ansiedade  pela presença dos atletas; a ausência à reunião era prenúncio do não comparecimento ao jogo da manhã do domingo. Certos desfalques eram sentidos na formação ideal da equipe.
A ansiedade se transformava em sorrisos, à medida da chegada de Bananeira, meio irresponsável mas grande goleiro, Eraldo Targino,
Hélio Gomes, zagueiro imbatível no jogo aéreo, Sebastião Vieira, Salomão, craque meio-campista que se profissionalizou, chegando a defender grandes equipes brasileiras, Santos, por exemplo, Valfredo Cirne, Raimundo Cirne, detentor de verdadeiro canhão na perna esquerda, João Mário, carregado de firulas e piadas, Roberto  Meio-quilo, Nanza, meio cego mas emérito goleador, Êvio, Garrincha, Cao,  pipoqueiro mas de enorme habilidade na área adversária, entre tantos outros.
Tudo começara como simples brincadeira. Tempo em que a adolescência divertia-se sadiamente ao ar livre. Bola de gude, pião, pipa, patinete de rolimã, bicicleta e, principalmente, futebol. Época em que a televisão, o vídeo-game ou o computador não existiam para segregar e isolar o jovem.
As peladas de meio de rua e dos campos improvisados dos arrabaldes da cidade foram aglutinando os jogadores, a maioria já conhecida dos bancos escolares. Na faixa dos quinze, dezesseis anos. O simples ajuntamento de pessoas começa a se organizar, diante dos excelentes resultados obtidos nas disputas com outros grupos de peladeiros.
Heraldo e Ednaldo juntam-se a Zenon e trazem a modesta sede do clube recém -criado para a garagem da casa da antiga Rua Barão do Abyhay (local hoje ocupado pela agência do Banco Santander Conforme foto abaixo):

Curioso é que o atleta pagava uma pequena contribuição para participar da equipe. Não havia patrocinador, nem renda. O padrão da vestimenta , alvirrubra - camisas, meiões e calções - era adquirido e mantido com a pequena participação financeira dos atletas. Chuteira cada um comprava a sua.
A sessão do sábado definia a formação do time, discutia a forma de jogar da equipe adversária e arrecadava a contribuição financeira do atleta; normalmente apenas para pagar a lavadeira que se encarregava da limpeza do material. Nas segundas-feiras o varal do quintal da casa do Dr. Helleno estava colorido de peças alvirrubras.
O que começou como brincadeira de adolescentes transformou-se em respeitável equipe amadora de futebol de Campina Grande. Na fase áurea, a sede ocupava um primeiro pavimento em prédio da principal rua comercial da cidade, a Maciel Pinheiro. Agora não era apenas o futebol; outras modalidades esportivas e sociais compunham as atividades do Estudantes (voleibol, basquete, masculinos  e femininos, futebol de salão), afora os famosos encontros dançantes (matinês e carnavais com orquestras ao vivo).
Por deferência da direção do Colégio Estadual, na Prata, o campo de futebol do educandário passou a ser exclusivo do Estudantes nas manhãs de domingo. A maioria dos atletas estudava no colégio.  Isto deu uma nova dimensão ao clube, um novo patamar frente às demais equipes amadoras desprovidas de tal estrutura.
A separação do grupo, por força de deslocamentos para outras cidades, na busca da continuação dos estudos, o passar dos anos dos atletas e a assunção de novas tarefas nas profissões escolhidas tiveram influência marcante para o desaparecimento do clube.
No entanto, os campinenses daquela época  e que apreciavam futebol hão de lembrar a história e a trajetória do saudoso Estudantes, que marcou época no futebol amador de Campina Grande e que forjou sólida amizade entre os seus componentes, a despeito do passar inexorável do tempo.

TARDES NA MACIEL PINHEIRO

Nunca houve necessidade de agenda. O costume incorporou-se ao cotidiano. O encontro era sagrado.
Meado de tarde, tarefa escolar feita, banho tomado. Um a um o grupo de jovens ia se formando, em frente à casa comercial do sr. Nô, na Maciel Pinheiro. Nessa rua estavam localizadas as lojas chiques da cidade, época em que não existiam os “shopping-centers”. Final dos anos cinqüenta. Para essa via acorria a sociedade campinense para suas compras. Lojas de tecidos, de sapatos, de eletrodomésticos, de artigos femininos, joalharias, sorveterias atraiam os habitantes da cidade. Local ideal para se apreciar o burburinho do dia a dia.
Hélio e Hércules (conhecido como Kau), filhos do dono da loja, aguardavam os costumeiros visitantes. Luizinho Ventão, Garrincha, Marco Vinicius, Sebastião Vieira, Eraldo Targino, Nanza, João Mário, Alberto Catão ( Cabeção), Saulo, Marco Dantas, Mariano, Heraldo, Ednaldo formavam no time dos freqüentadores assíduos.
Sem cerimônia o grupo tomava conta da loja de eletrodomésticos de Nô. Afinal os donos da loja participavam da invasão. Daquele momento em diante a radiola somente tocava os long-playings das músicas da preferência dos jovens irreverentes, não da clientela. Em som muito alto, para se ouvir da calçada, desfilavam as vozes de Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Sílvio Caldas, Elizeth Cardoso, Ângela Maria, intérpretes das canções das farras e serenatas; Nat King Cole, Frank Sinatra, Bing Crosby, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, cantores dos encontros românticos; Bill Halley e Elvis Presley, chamados para os embalos do Rock and Roll; Bievenido Granda, Gregorio Barrios, Carlos Alberto, Agustín Lara, presentes nos encontros dançantes movidos a bolero.
No enlevo da música e na visão das jovens que desfilavam na calçada, a tarde se fazia bela. Conversa jogada fora. Encontros rápidos com namoradinhas. Comentários sobre fatos do dia a dia de cada um: estudos, preferências musicais, namoros, política, futebol - elemento aglutinador do grupo, pois integrantes do famoso Estudantes, time amador respeitado na cidade. Tudo era festa. A vida gostosa de ser vivida. Nada de violência. Nada de drogas. Apenas comedida bebedeira nas visitas de final de semana nos cabarés de Moreninha e de Baiana.
Nunca se ouviu uma reclamação de Nô. Paciência de Jó. Era como se ele também participasse, de maneira discreta, da algazarra dos jovens.
Final de tarde. Retorno às casas para vestir a farda do saudoso Colégio Estadual e reencontrar-se nas aulas noturnas do curso científico (hoje ensino médio).
O tempo levou aquelas tardes e até a vida de alguns daqueles jovens, mas não a  lembrança eterna e a amizade dos que restam daqueles encontros vespertinos da Maciel Pinheiro.