quarta-feira, 31 de julho de 2013

QUEM ERA CRAQUE - LELÉ

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES

Falar o nome de Oriel Marcelino do Nascimento em Campina Grande ou em outras cidades do Nordeste do Brasil  é a mesma ciosa que citar um nome qualquer. Ninguém saberia quem – Mas falar no ex jogador Lelé atacante que jogou  em vários times de pelada de Campina Grande entre eles o Humaitá,  Canários, Milionários. Depois jogou em vários times de profissionais do Nordeste tais como: Paulistano, Treze, Campinense, Botafogo de João Pessoa, Santa Cruz de Recife, ABC, CSA, Ceará, entre outros grandes times.

O  Lelé, era um jogador de rara habilidade, gostava de treinar como ninguém. Foi assim que aprendeu a chutar bem com qualquer dos pés, tornando-se útil também na meia -direita. Veloz, oportunista, ótimo cabeceador e exímio chutador, não acreditava em bola perdida. Preciso nas decisões e foi muito útil em campo. Foi desejado por clubes de fora de Campina Grande. Lelé protagonizou muitas vitórias, onde ele  foi,  um dos mais carismático e bom de bola dentro dos gramados por onde atuou, como atacante de alta qualidade.

Depois de Lelé veio o seu irmão mais novo, o saudoso Edgard, centro avante  de classe e muita categoria, infelizmente morreu de cirrose hepática. Foi Campeão pelo Campinense, outro irmão Poroca jogou em vários times de pelada de nossa cidade e no Trezinho e no Treze.  Podemos citar ainda da família o Lulinha e o Mirandinha filhos do Lelé, que também brilharam defendendo o clube do Galo da Borborema.  A Família que se tornou famosa em nossa cidade pelo futebol praticado pelos seus membros ímpares.

Portador de Alzheimer, antigo ídolo luta contra a implacável marcação do tempo

Lelé hoje vive momentos difíceis na sua vida. Desolado e abatido em consequência do Mal de Alzheimer, o ex - atleta precisa de cuidados especiais de sua família. A realidade de Lelé não é muito diferente de outros ídolos que padecem no sofrimento de isolo e falta de reconhecimento no "fim da vida", ele que sem dúvida foi um grande jogador de futebol do Nordeste, hoje está no anonimato e vivendo esta difícil situação.

Noticias muito triste e acredito que será recebida com pesar para aqueles que acompanham o museu do esporte de nossa cidade  depois desta homenagem levantada um pouco da longa história de glorias e também tristeza do ex-atleta.

O que é Alzheimer?

A doença de Alzheimer é a mais freqüente forma de demência entre idosos. É caracterizada por um progressivo e irreversível declínio em certas funções intelectuais: memória, orientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato, aprendizado, incapacidade de realizar cálculos simples, distúrbios da linguagem, da comunicação e da capacidade de realizar as tarefas cotidianas. Outros sintomas incluem, mudança da personalidade e da capacidade de julgamento.

É uma enfermidade progressiva e os sintomas agravam-se à medida que o tempo passa. Mas é também uma doença cujos sintomas, sua gravidade e velocidade variam de pessoa para pessoa.

Algumas fotos do ex-jogador em vários times de pelada de nossa cidade e profissionais:



















quinta-feira, 25 de julho de 2013

QUEM ERA CRAQUE - WALDEVAN

POR:JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES


Neste momento no centro pensante de Campina Grande se de repente alguém perguntar por WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, pouca gente aqui em nossa cidade teria condições de responder acertadamente de quem se trata. A não ser que a indagação seja feita a algum antigo atleta ou  amigos do passado mais chegados que o conhece e sobre ele dá as melhores informações.

Pois é amigos a década de 60  entrou para a história como um dos momentos mais turbulentos da política brasileira. O resto do mundo também vivia uma série de revoluções. Mas para um jovem paraibano, natural de São João do Cariri, a efervescência pela qual o planeta passava estava em segundo plano. Veio morar em Campina Grande e aqui começou sua  história de vida.

Pois é amigos trazer o histórico esportivo de grandes atletas como o homenageado desta semana é trazer um pouco da memória de nossa cidade. É assim que conhecemos um passado que não deve ser esquecido e que felizmente pode ser contemplado através de incríveis fotografias e histórias de que vem à tona em meio descobertas  agradáveis como este  grande ex-atleta do passado de nossa cidade.

O nosso personagem desta semana já fazia muito tempo que eu queria homenageá-lo mas devido a falta de informações e fotografias de seu tempo de atleta só agora com ajuda de seus amigos Macola e João Mario Correia Costa consegui ir em frente.

Queria homenageá-lo por uma série de motivos. Primeiro, pelo extraordinário futebol que jogou, e numa posição altamente delicada de atacante em que conseguiu construir uma carreira ainda que curta, mas de tal brilho que justifica qualquer homenagem que a ele por alguém que por ventura o conheça e viu jogar, possa falar ou comentar. Segundo pelo seu sucesso como advogado e como empreendedor no mundo dos negócios empresariais e de pecuarista  de grande sucesso.

Waldevan desde cedo começou a disputar partidas de futebol nos cPortuguesa. Era “viciado” pelo jogo de bola. Ás vezes, até deixava seus afazeres, para ver jogar uma partida e jogar, mesmo sem o consentimento de seu pai, que não entendia o porque do amor daquele menino pelo futebol. 

Muito  interessado logo tornou-se uma liderança entre os demais garotos do seu time. Participou de várias formações de equipes, quando juvenil, mas seu sonho era jogar num time “bom”, ter prestígio,  ser reconhecido como jogador de futebol. Era seu sonho de infância.

Dentro de campo destacava-se por suas características e teve muita importância para os times que jogou em nossa cidade na década de 50 e 60. Depois do início de sua trajetória como atleta nos gramados foi jogar em um clube chamado Internacional de Zé Coringa no bairro da Prata conforme foto abaixo, onde atuou alguns tempos.


Transferiu-se para jogar e trabalhar na Sanbra após seu promissor início de carreira e ficou na fabrica clube por dois anos. Nos jogos operários de Campina Grande o Waldevam participou e jogou no time da Sanbra futebol de salão e de campo conforme fotos abaixo:


Defendeu o Fracalanza e o Nacional equipes de futebol amador da cidade comandada por Zezé. Depois quase foi jogar no Raposinha a convite de seu amigo Macola que jogava lá.  Era um time afamado e respeitado nos quatro cantos da cidade, e já arrebanhava um bom número de torcedores. Além  dele, jogavam também outros bons jogadores.  Mas não defendeu as cores deste clube, quase assinou contrato de profissional mas desistiu, pois preferiu trabalhar na Sanbra  pois se preparava para encerrar sua carreira como atleta e ir morar e estudar em Brasília.

Waldevan era um atacante que marcava muitos gols,  rapidamente ganhou notoriedade e foi destaque em jogos importantes e nos títulos que seus times conquistaram na década de 1950 e começo de 60. Depois, ao longo de uma passagem pelo futebol, como jogador, em que melhor que muita gente fez prevalecer a qualidade e a maestria, e fazendo absoluta questão de demonstrar que nunca foi preciso se recorrer à truculência para alcançar etapas mais elevadas de qualquer estágio, no tocante ao jogo da bola.


Pouco conhecido nos dias de hoje aqui na nossa cidade, talvez por não tiver conquistado muitos títulos nos anos em que jogou Waldevan nunca deixou de ser citado pelos antigos atletas como um grande jogador principalmente pela refinada técnica e domínio de bola que tinha e, por isso, sempre esteve presente nos debates sobre os bons jogadores do passado de nossa cidade.

Waldevan deu provas incontestáveis de que futebol, seja profissional, amador, ou apenas como mero divertimento, para a própria preservação do seu encanto, tem que ser tratado e praticado como algo que vai além da imaginação de quem o aprecia e adota como esporte. E nesse aspecto ele foi praticamente imbatível. Obedeceu a regras, impôs condições, e onde quer que tenha jogado, nos campos, nas areias, na terra batida, nas quadras ou no time da fabrica, não importava, os métodos eram sempre os mesmos. Dava aos jogos a mesma importância com que encarava os jogos oficiais, e da mesma forma, tratava os companheiros dos “rachas” com o mesmo reconhecimento que dispensava comumente aos jogadores casualmente mais afamados e badalados. Sempre foi assim, autêntico, sincero, decente, correto, em tudo que faz.

Aos 23 anos, Waldevan Oliveira havia decidido sair de Campina Grande para conquistar Brasília (recém construída) no Planalto Central. Dezembro de 1968 entrou para a história como um dos momentos mais turbulentos da política brasileira. O resto do mundo também vivia uma série de revoluções. Mas para um jovem paraibano, a efervescência pela qual o planeta passava estava em segundo plano).

Se há uma coisa que Waldevan não conseguiu construir e jamais construirá na vida, foi inimigo. Não teve e não terá como fazê-lo. Gente da marca dele não se indispõe nunca. Está sempre aberto ao diálogo. Tudo por conta do respeito ao semelhante, indistintamente.

Tentei traduzir em escrito, um pouco, não apenas como bom jogador amador que foi, mas sobretudo como ser humano dotado de incontáveis qualidades, que tem dado ao longo dos tempos contribuições extremamente significativas para o progresso da nossa nação.

O esporte sempre foi um elemento que ajudou os antigos atletas de nossa cidade a ser isso que ela é, e eu tenho muito orgulho de saber que este nosso homenageado participou da vida esportiva de nossa cidade com tanta dedicação e entusiasmo.

Os ares de tranqüilidade desfrutados hoje pelo ex-jogador de futebol de campo e de salão quando atuava com grande destaque em nossa cidade nos anos 50 e começo de 60, remetem às memórias e lembranças de um tempo que ficou imortalizado para o futebol de nossa cidade. A curta carreira como jogador de futebol de Waldevan, foi marcante e é lembrada até hoje pelos ex atletas de seu tempo e pelos amantes do esporte que, naquele tempo, já era considerado o “ópio do povo”.

Aproveito para dizer da minha admiração pelo homem, pelo atleta que foi e pelo pai e profissional maravilhoso (grande advogado e pecuarista) que ele é hoje.

Na capital federal, enfrentou a saudade, o preconceito, as dificuldades e sobreviveu. Mais que isso, fez o tão sonhado curso de Direito, casou-se com D. Rosa Marta, teve três filhos – Leonardo, Eduardo e Ricardo- e conquistou uma carreira profissional admirável.

Como terras desconhecidas nunca foram obstáculos, Waldevan, sem qualquer tradição familiar na pecuária, começou a investir em animais. Em dezembro de 2004, outra espécie de revolução começava a acontecer na Fazenda Asa Branca, a 50 km de Brasília.

Aproveitando o momento, que não era dos melhores para a pecuária bovina, e graças ao interesse do filho Eduardo Henrique, o Dudu, que também é formado em advocacia, e renunciou a profissão para se dedicar exclusivamente a Fazenda, o paraibano passou a criar ovinos e caprinos de forma profissional. Hoje, dispõe de um rebanho aproximado de 500 ovinos Santa Inês, e 120 caprinos da raça Bôer, em sua grande maioria pura de origem, com excelente genética dos principais rebanhos brasileiros – FCV, Coroatá, SIP, JG e Europa.

Apesar do pouco tempo, o rebanho tem conseguido marcar presença em diversas exposições em Brasília, Goiânia, Barra do Garça, fazendo alguns Grandes Campeões, além da Feinco, onde teve excelente participação. Conquistar os mercados do Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, parte de São Paulo, Tocantins e Pará estão nos planos da Asa Branca.

Se no esporte “Waldevan” foi um autêntico exemplo de vida, fora dele, no convívio com os vários amigos estrada a fora, foi e ainda é um ser humano de níveis elevadíssimo de qualidades difíceis de serem comparadas às de qualquer outro.

A história de Waldevan representa um aprendizado precioso para toda uma geração, que perdeu por não tê-lo conhecido. Pelo que fez e ainda faz levando o nome de Campina Grande para todo canto do Brasil recebeu o título de CIDADÃO CAMPINENSE, que foi outorgado pela Câmara Municipal de Campina Grande, Casa Felix Araujo, mais que uma homenagem, é um marco extremamente significativo na sua vida. A proposta do Vereador PAULINHO DA CARANGUEJO, acolhida por unanimidade de votos, deu a exata dimensão da generosidade do povo Campinense. (discurso em anexo).

Estou honrado de ter podido fazer essa homenagem a uma das pessoas que depois que conhece sua história admira a vida, e que me enriqueceu com a sua significativa amizade!

Que Deus o conserve assim por muito tempo “Waldevan”!

Fotos do Waldevan com atleta em nossa cidade, como desportista,  advogado e grande pecuarista:             
                                                       

                                     INTERNACIONAL
                                WALDEVAM É O QUINTO JOGADOR EM PÉ
                    WALDEVAN NO INTERNACIONAL É O   QUARTO AGACHADO

                                                  NACIONAL DE ZEZÉ
                                      WALDEVAM É O QUARTO AGACHADO




                                            WALDEVAN NA SUA FAZENDA
 


fotos de Waldevam no encontro de amigos de CampinaGrande


                                  MACOLA, ADJARDES, ? E WALDEVAM
                                                          WALDEVAN E MACOLA
                                               WALDEVAM E AMIGOS
                                Waldevan, Cartcho e Macola


                                 Zeca, Dinaldo Trezinho , Waldevan e Landa
    Dinaldo Trezinho, Alex Lelys, Vadico, Waldevam, Macola e Betinho Mota




                                     SABARA, WALDEVAM E MACOLA

                                          WALDEVAM E BOLA TARGINO


                                            WALDEVAM E MACOLA

Discurso de Waldevan quando recebeu o titulo de cidadão campinense



DISCURSO DO WALDEVAN QUANDO RECEBEU O TÍTULO CIDADÃO CAMPINENSE


Este é, sem dúvida, um dos momentos mais felizes da minha vida. O título de CIDADÃO CAMPINENSE, que  me foi outorgado pela Câmara Municipal de Campina Grande, Casa Felix Araujo, mais que uma homenagem, é um marco extremamente significativo na minha vida.


A proposta do Vereador PAULINHO DA CARANGUEJO, acolhida por unanimidade de votos, deu a exata dimensão da generosidade do povo Campinense. Tenham certeza  Senhor Presidente e demais Vereadores, do tamanho da honraria que me foi conferida, assim como tenham convicção absoluta de minha gratidão por tão eminente homenagem.


Ainda criança, juntamente com três irmãos, procedente de São José dos Cordeiros, trazidos pelos meus pais para esta cidade, aqui chegamos em 1947, seguindo os passos dos tropeiros, seduzidos pelos encantos da Serra da Borborema, vislumbrando melhores oportunidades de trabalho e de estudos para a família.


Iniciava-se naquela oportunidade uma nova vida para os Oliveira. Passagem rápida pelo Bairro de Santo Antonio, fixamos residência no Bairro de José Pinheiro, hoje carinhosamente chamado de VELHO ZEPA.


Despertava para a vida, jogando bola de meia, time de botão e rodando pião, inspirado pelas mensagens sonoras da difusora de Gaúcho, ao mesmo tempo em que cursava o primário no Grupo Escolar Assis Chateaubriand.


Sensibilizado pelas dificuldades enfrentadas pelos meus pais, surgia ali a responsabilidade pelos estudos e o desejo maior de ajudá-los de maneira efetiva. Passei a confeccionar  sacos de papel vendendo-os no mercado central, ao mesmo tempo em que  carregava água e feira para os vizinhos.


Em 1960, meu pai, finalmente, realizou o sonho da casa própria. Graças a financiamento da Caixa Econômica Federal, passamos a residir na Vila dos Motoristas, Bairro Centenário, rua Delmiro Gouveia, nº 77.


Mais uma etapa da minha vida. Havia sido aprovado no exame de Admissão enfrentando banca examinadora presidida pelo saudoso professor Anésio Leão, um dos maiores conhecedores da Língua Portuguesa que se tem notícia. Grande patrimônio moral e Cultural de Campina Grande.


No ano seguinte, 1961, fui admitido como funcionário da SANBRA - Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro S/A, onde trabalharia como Office Boy. Todavia, fui levado a prestar serviços como catador de corpos estranhos em pilhas de algodão em rama, somente efetivado na função de origem no final da safra daquele ano.


No Escritório do Parque Industrial da Liberdade, percorri diversas carteiras, chegando a chefe de Maparia da Usina de Algodão. Foi a experiência profissional mais profícua da minha vida.  Aquela saudosa empresa também foi de muita importância para Campina Grande, prestando valorosa contribuição para o desenvolvimento econômico da região, mormente nos anos 60.




Não obstante isso, meu pai, Antonio Alves de Oliveira, (Antonio Pequeno) resolveu tentar melhor sorte em São Paulo, oportunidade em que, assumi a responsabilidade pela família. As dificuldades financeiras eram muitas, todavia, a força e a resignação de minha mãe, Matilde Farias de Oliveira, superavam todos os obstáculos que se nos apresentavam.

Nesse período, continuava trabalhando com muita dedicação e estudava à noite. Por incrível que pareça, começava a despontar no cenário esportivo campinense como jogador de futebol. Acreditem se quiserem. A imprensa, generosa, enchia minha bola, não o suficiente para que abandonasse meu projeto de vida. Sonhava ingressar na Universidade e fazer concursos públicos.

Em 1967, resolvi conhecer Brasília. Encantado com a Capital do Brasil, retornei determinado a partir naquela direção em busca de novos horizontes. Concluindo o curso de Técnico em Contabilidade na então Escola Técnica do Comércio Municipal de Campina Grande, em dezembro de 1968, pedi desligamento da Sanbra, pus a viola no saco, peguei o primeiro pau de arara e parti.

Cheguei a Brasília para ficar. A saudade de Campina Grande, dos familiares e amigos foi o primeiro obstáculo  a ser ultrapassado. A economia em crise reduzira as oportunidades de trabalho. O preconceito contra os nordestinos ainda se fazia presente.  Foi muito difícil, mas sobrevivi.

Brasília reservara-me a oportunidade de fazer o curso de Direito e, mais que isso, de conhecer Rosa Marta, minha esposa, e com ela constituir essa maravilhosa família, com os filhos Leonardo, Eduardo e Rycardo. Surgia a oportunidade de desenvolver uma razoável carreira profissional, a opção pelo Direito Tributário, a indicação para o Conselho de Contribuintes, onde fui Conselheiro, Vice-presidente durante 24 anos, Câmara Superior de Recursos Fiscais e, mais tarde, para ser Juiz Arbitral da AMERICAN ASSOCIATION ARBITRATION no Brasil.


Como profissional, comecei a prestar serviços advocatícios para alguns conterrâneos e atendia com a presteza peculiar aos campinenses.  O sentimento telúrico e as obrigações profissionais reacenderam o desejo de retornar a Campina Grande para conviver mais com os amigos, o que me levou a ser agraciado com o título de Cidadão Campinense.

A cidadania que ora recebo como muita honra e orgulho, tem para mim conotações muito especiais. Nivela-me a uma estirpe diferenciada de homens, cujos exemplos de altivez, coragem, firmeza, sentimento cívico e moral dignificam a história de Campina Grande, da Paraíba e do Brasil.

E foram esses homens, a partir dos Tropeiros da Borborema, que construíram Campina Grande, hoje reconhecido pólo de informática, símbolo de desenvolvimento do comercio e da Industria, referência de qualidade do ensino superior, prestes a ser contemplada com a Universidade Federal de Campina Grande, em processo de criação bem adiantado, graças aos competentes representantes desta cidade no Congresso Nacional.

Cantada em prosa e versos pelas suas tradicionais festas: o maior São João do Mundo, as Vaquejadas, a Micarande, relembram as saudosas quermesses e tradicionais pastoris nas festas da Matriz.   Alegre, criativa, acolhedora e generosa com os seus filhos. Esta é Campina Grande.

Meus amigos,

Para mim, efetivamente, o momento é de grande emoção. Lembra-me a infância, as peladas de rua, os banhos no açude velho, as pescarias na lagoa dos canários, os filmes do Cine Ideal e os seriados dos cinemas Capitólio e Babilônia. Do futebol do Internacional de Zé Coringa, Grêmio da Sanbra e Nacional de Zezé. São lembranças cultivadas como parte muito importante do meu patrimônio e que jamais esquecerei.



Essas lembranças, certamente, não são só minhas. Esses fatos foram edificados juntamente com amigos, aqui presentes ou não, com quem gostaria de dividir esta homenagem. E o faço convocando a todos, na pessoa do Dr. Marcola, compadre e amigo, presente em toda a minha vida, exemplo de companheirismo, síntese de lealdade, profissional competente, profundo conhecedor do Direito, a quem gostaria de manifestar o meu especial agradecimento e, quem sabe, cobrar honorários pelo comercial.

Ao Dr. Ivandro da Cunha Lima, extraordinário político, pai de família exemplar, símbolo de dignidade, o meu muito obrigado pela solidariedade emprestada, quer em Brasília como Senador e Deputado Federal, quer nesta cidade, como anfitrião e amigo. Receba, Dr. Ivandro, o meu abraço fraterno e o carinho de minha família.

Às autoridades aqui presentes o meu agradecimento.
Aos amigos de outras cidades e de outros Estados, que deixaram os seus compromissos para se fazerem presentes a esta solenidade, o meu agradecimento.

Aos Excelentíssimos Senhores Presidente e Vereadores da Câmara Municipal de Campina Grande, legítimos representantes do povo campinense, reitero a minha mais profunda gratidão por tão significativa outorga.

Aos meus pais, esposa e filhos, aqui presentes, a minha gratidão pelo apoio recebido em todas as horas, sem o qual, jamais seria possível tamanha realização.

Que Deus nos ilumine.



Muito obrigado.

Link da  fazenda do Waldevan
Clic ai

segunda-feira, 22 de julho de 2013

MEMÓRIA ESPORTIVA EM FOTO

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES

A memória esportiva se alicerça acompanhando os acontecimentos esportivos e fatos que consolidaram o esporte de nossa cidade do passado  como área do conhecimento humano. Neste sentido, documentos, registros oficiais de competições e instituições, fotografias, súmulas, diários, reportagens e depoimentos dos agentes dessa história vão integrando aqui no Museu do Esporte de Campina Grande um importante acervo a ser legado às gerações futuras. O Museu  foi criado com o objetivo de reunir essas informações e têm ainda a função de reconhecer e criar mecanismos que favoreçam e impulsionem a transformação do conhecimento, disponibilizando-o à pesquisa e à visitação.

Voltando ao tempo, mais uma vez, Recordamos, portanto, do fundo do baú, esta relíquia de fotografia, exaltando dois grandes atletas do esporte de nossa cidade quando jogavam no time do Treze Futebol Clube nos anos 60 (do acervo fotográfico  da família de Helio Sodré um dos  grandes laterias esquerdo do nosso futebol do passado e do multi atleta e grande jogador do passado de nossa cidade João Mario Correia Costa que tem dado uma grande contribuição no resgate de nossa história fotográfica.

Do fundo do baú (mesmo!), esta preciosidade acima:

sexta-feira, 19 de julho de 2013

CANTINHO DA SAUDADE - EDÉSIO LEITÃO

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES



Há anos atrás não se via falar deste nome. Mas quando ele entrou no cenário campinense foi fazendo alarde como treinador de futebol. Uns duvidaram, outros nem ligaram, mas ele foi ganhando espaço dentro e fora de campo. Com sua humildade, entendimento técnico e tático, responsabilidade participativa aonde trabalhava fez dele um vencedor.


Com o resultado positivo do Campinense  no Campeonato Paraibano onde foi o primeiro técnico campeão da volta do Campinense no campeonato Paraíba, a imprensa, torcedores e os próprios diretores avalizaram que Edesio Leitão foi o responsável pelo padrão de jogo, que levou o Campinense  disputar o campeonato e sair campeão estadual conforme foto histórica abaixo:


O clube saiu com saldo positivo depois do término da sua participação. Com vários jogadores revelados como atrações em seus jogos, de bem com a sua torcida, que se mostrou recompensada e com toda energia para ajudar o clube na na sua volta aos campos da Paraiba. Tudo esse entusiasmo, graças a boa participação do campinense  nas competições que passou vencendo, e um dos principais colaboradores para esse sucesso se chama Edésio Leitão.

Voltou para ser novamente campeão estadual pelo Campinense no titulo de 1967 conforme foto abaixo:
Chegou também a ser dirigente (olheiro) do Sport Clube de Recife. Depois de anos, com sérios problemas de saúde, estava afastado completamente dos meios esportivos, faleceu mas não é esquecido pelos amigos.


Na temporada de 1969, o velho Galo da Borborema montou uma de suas melhores equipes. Nomes como o de Zé Luiz, Janca, Zé Pequeno entre outros, faziam parte da equipe comandada pelo técnico Edésio Leitão. Assim, tudo levaria a crer que o dia 13 de julho entraria para a história do Treze como um dia de alegria, já que uma simples vitória contra o Botafogo de João Pessoa faria o Treze o campeão estadual de 1969.

Infelizmente, o pior aconteceu. Ao se dirigir a capital do Estado, o ônibus da empresa “Seridó”, com a equipe do Treze a bordo, capotou três vezes na temida “Curva da Piedade”, após uma tentativa de se desviar de um ônibus.

Quinze pessoas ficaram feridas, com o treinador da equipe trezeana, Edésio Leitão, sendo o caso que mais precisou de cuidados.

Edésio Leitão, técnico

O ex vice-prefeito de Campina Grande, Zé Luís, fraturou a clavícula, Zé Preto, deslocou o ombro, Mané  sofreu traumatismo torácico, ou seja, toda a equipe do Treze foi prejudicada de alguma forma no ocorrido, que felizmente, não produziu vítimas fatais. 

Com certeza, a decisão mais sensata era que o campeonato fosse paralisado até a recuperação total dos jogadores do Galo, até o presidente do Botafogo de João Pessoa, o senhor Herder Henrique, concordava com tal decisão: "Não nos interessa sermos campeões com o infortúnio do adversário!”.

Recorte de jornal da época:


Depois se afastou do futebol, e ficou morando em nossa cidade até seu falecimento pot problemas cardíacos, deixou saudades.

Outra foto do Edesio Campeão




terça-feira, 16 de julho de 2013

CRAQUE DO PASSADO - MIRUCA

POR: JOBEIS MAGNO DE BRITO NEVES


Quem viu o jogar, não tem dúvida que ele está na galeria dos jogadores que passaram em nossa cidade como um atacante fora de série. Os mais velhos comentam: nunca mais aparecerá em Campina Grande, um jogador com tamanha habilidade, rapidez, velocidade e finalização exata dentro da área inimiga. Ele foi o desejo das grandes torcidas, o esperado de cada diretor, pelo futebol de primeira e humildade, acima de tudo. Este atleta exemplar é Waltemiro Fernandes Pessoa, o popularíssimo Miruca.

Nascido em 22 de junho 1942 em João Pessoa (PB), começou no Santos de João Pessoa em 1960. Passou depois por União (João Pessoa), Treze (Campina Grande), onde foi campeão paraibano em 1966, Náutico, onde foi campeão pernambucano em 1966, 1967 e 1968, São Paulo, Noroeste, Santa Cruz, onde foi campeão pernambucano em 1971, e Maguary, do Ceará.

Miruca quando veio para o Treze Futebol Clube, já nos primeiros  treinamentos foi lançado como meia direita, logo agradou o treinador, toque de bola preciso e muita habilidade, demonstrou dentro de campo um domínio de bola fantástica e a audácia de ir ao ataque e finalizar com precisão, fato que logo chamou a atenção do técnico. Com o passar do tempo e dos treinamentos, Miruca foi provido para ser ponteiro direito titular do Galo da Borborema, ídolo do time, conhecido por sua alta habilidade e dono da camisa 7 do time.

No Treze, Miruca disputou Campeonatos Paraibanos entre os anos de 1964 e 1966, quando foi para Recife, contratado pelo Náutico. Suas boas atuações na equipe pernambucana, fizeram com que o São Paulo o levasse para jogar em campos paulistas. Miruca fez grandes partidas, chegando até, a ser cogitado para jogar na seleção brasileira(em 1969 foi pré-convocado da Seleção Brasileira para a copa de 70, no México).

Voltou ao Nordeste para jogar pelo Santa Cruz, então, umas das grandes equipes da época, até finalmente, abandonar o futebol no ano de 1973, quando jogava pelo Maguari de Fortaleza.

Após abandonar o futebol, Miruca tentou a sorte como treinador de futebol, treinando inclusive, o Treze e a Desportiva Borborema, o famoso "Gavião". No Galo da Borborema, foi campeão paraibano de 1975. Times que jogou : União-PB (1962), Treze-PB (1964 a 1966), Náutico (1966 a 1968), São Paulo: 1968 a 1970, Noroeste, Santa Cruz (1971), Maguary-CE (1973).

Atualmente é aposentado do do DETRAN da Paraíba e reside aqui em  Campina Grande. Nos finais de semana joga no "Racha dos Teimosos", onde bate um bolão.

É casado com a senhora Maria Dulce Albuquerque Pessoa e tem dois filhos:  Viviane e Vagner. Infelizmente, dois outros de seus filhos já nos deixaram, Viviene e Valtemiro Junior.

Algumas fotos do Miruca nos times que jogou:

  


 



 


Miruca hoje


Um causo envolvendo Miruca

Ararium era um forte e caceteiro lateral esquerdo defensor do Vila Nova. Batia até no vento, conforme se dizia na época. Jogo amistoso entre o Treze e Vila. Miruca, procurou o lateral direito do Vila Nova, Valdo do Correio, no intervalo: “Valdo, tem um assassino jogando na lateral esquerda do teu time, vou jogar agora na ponta-esquerda pra ver se escapo”.

Vídeo de Miruca


quinta-feira, 11 de julho de 2013

DE VOLTA PARA A SAUDADE – COLÉGIO ESTADUAL DA PRATA - O GIGANTÃO

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES

Durante  longos anos ( de meados da década de 60 ao começo da década de 70), no auge da ditadura militar, estudei no Colégio Estadual Prata,  o querido “GIGANTÃO. Naquela época, antes do ginásio havia necessidade de fazermos "admissão", e somente após isso teríamos o direito de cursar a primeira série do ginásio.


O que dizer do lugar onde passei bons anos da minha vida? Quem estudou nessa época certamente vai recordar muita coisa. Digo que fui muito feliz neste colégio maravilhoso! Lá conheci amigos e fui acolhido por professores e funcionários sem iguais: Uns amorosos, dedicados e outros popeiros mas preocupados com a efetiva formação de cada aluno.

Sinto muitas saudades deste Colégio, passei ótimos momentos, conheci pessoas maravilhosas e cresci muito com o aprendizado adquirido. Tenho realmente muita saudade do Gigantão, grande espaço, ótimos professores, um campo de futebol bem na frente dele, outra quadra de futebol de salão/basquete e uma de vôlei na areia ao lado e aquele muro gigantesco!

Toda a minha adolescência (nem se usava o termo na época) e juventude está ligada ao Gigantão. Em meados dos anos 60 fiz o curso de Admissão que ficava longe de casa. Eu do São José até o final do bairro da Prata onde ele estava edificado, andava a pé passando pela final da Rua São Joaquim até onde ficava o colégio.


Estudei desde meados dos anos 60 ate o começo dos anos 70. Fiz o curso de Admissão que ficava longe de casa. Eu ia do bairro do São José até o final do bairro da Prata onde ele estava edificado, andava a pé passando pela final da Rua São Joaquim até onde ficava o colégio.
Toda a minha adolescência (nem sei  se usava o termo na época) e juventude está ligada ao Gigantão. 


O Gigantão foi muito importante em minha vida. Freqüentei durante sete anos suas salas, seus corredores, sua quadra de Educação Física, suas escadarias, seus pátios e recreios, seu auditório e sua cantina (tanto antes das aulas como no recreio o local mais freqüentado era a cantina, do colégio, onde corriam as fofocas e paqueras). Era comandado pela família do Professor Suassuna, depois era a quadra de esportes ou o campo de pelada com muitas "rodinhas" de alunos para “brechar" as alunas de educação Físicas.


Quanta saudade, de tudo! Só tenha a agradecer por todos os ensinamentos recebidos. Lembranças do tempo de atletas de alguns esportes para disputar os jogos colegiais de Campina. Lembranças das aulas de educação física com os Professores onde aprendi todos os esportes (lembro das corridas às 6 horas da manhã).


Hoje é um bairro com boas casas, com grande comércio e muitos hospitais, edifícios com um movimento grandioso conforme foto abaixo , onde mostra o ginásio construído perto da primeira entrada):

                                                               Foto de Edmilson Rodrigues do Ó

Esse bairro na nossa época era servida por apenas uma  linha de ônibus (de Genésio Soares) com seu brabo motorista “Taba Lascada”,  que ia despejando os alunos perto da  porta do Colégio e depois das aulas  ia recolhendo-os numa constância que hoje relembramos com saudades.

Aos poucos os alunos iam chegando, uns vagarosamente, outros apressados, outros ainda comendo algo, livros caindo, a menina se penteando, o jovem arrumando o topete, pois o sinal acabou de tocar e todos tinham que se perfilar no pátio do Colégio para entrar,  enfileirados, um atrás do outro, as meninas moças na frente e os marmanjos atrás, tudo isso sob os olhares dos inspetores de alunos (Divanice, Teodomiro, Manga Rosa,  entre Outros) e às vezes sob o olhar severo e penetrante do Diretor (neste época) Assis Martins, diretor temido, quase não falava, ou seja, falava com o olhar, sempre de terno, que lhe dava um ar de mais seriedade.

Era um diretor que fazia sua ronda escolar, andava em torno das salas de aula, corredores para inspecionar por si só para ver se flagrava alguma indisciplina de alunos, e sempre pegava alguém, e a suspensão era inevitável. Dirigiu o colégio até os anos de 1972, quando foi promovido (era Juiz de Direito) para uma outra repartição.

Ao tocar o sinal, todos os alunos iam para o pátio coberto fazer a fila de entrada com a cadernetinha aberta na mão para ser entregue na porta de entrada um a um e íamos depositando numa caixa com os olhares de outra inspetora de aluno (Dona Eulâmpia França (Lampinha). Após todos entrarem na sala de aula, as caixas com as cadernetas iam para a secretaria para serem carimbadas (CONFORME FOTO)
Só na última aula um inspetor ia levá-las na classe para serem distribuídas pelo líder de classe, isso evitava muito a “gazear as aulas” de aula ou escapadas na hora do recreio.

Como em todos os colégios de qualidade, tinha os brincalhões, os tímidos, os mais inteligentes ou mais “cdf”, os mais Caxias, os que gostavam de entrar na segunda aula, enfim, os que colavam gente de todo tipo, porém uma coisa era fatal: a rigorosa disciplina na maioria das aulas.

Quanto à educação física, tínhamos os experientes e dedicados preparadores físicos "Major Brito e Rafael, Brilhante, Audirio Nogueira, Lula Cabral, Cidilene,  entre outros. O nosso colégio tinha grandes atletas em todas as mdalidades por isso ganhava todos os jogos Ginásios/colegiais, nos treinávamos muito, conforme o jogo saíamos da aula mais cedo para a partida em outro colégio ou clube.

Como em qualquer colégio tinha as famosas rodinhas, mas sempre vigiadas, pelos inspetores. Minha turma era formada por muitos colegas, tinha a turma do futebol, a turma do estudo,os  cdf, a turma da paquera, cinema e havia tempo para tudo.

O Colégio Estadual da Prata e seus colaboradores (desde serventes aos professores) foram, sem dúvida, parte importante na minha formação, não só profissional, mas também de caráter. Colégio que nós ensinou não só as matérias dos colégios convencionais, mas também as que nós ensinaram a viver, a passar os obstáculos, a aprender que um colégio como o Gigantão não foi um grande só aprendizado para o vestibular, mas sim um aprendizado para a sobrevivência, para a vida toda. 

Nunca esquecerei o que passei: as olimpíadas estudantis, as aulas dos profs. Suassuna, D. Doziart, Raimundo Gadelha, Catatau, e de outros igualmente maravilhosos... Nossas paqueras, festinhas, aulão para o vestibular no auditório, etc., etc., etc. Foi sem dúvida uma época inesquecível e que com certeza contribuiu muito para a pessoa que hoje sou. Agradeço ao Colégio e sua equipe pela excelente formação do cidadão em todos os aspectos da vida.

Algumas fotos de alunas e atletas do grande Gigantão:







                                          GRANDE CORREDORA







Banda do Colegio




Outras histórias e comentários vocês podem acessar no site do Colégio. 

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