quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MEMÓRIA ESPORTIVA - UMA VIAGEM E UMA PARTIDA INESQUECÍVEL

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES




Na saudosa década de 70 vários episódios de pessoas vinculadas ao esporte amador de Campina Grande e muitas historias interessante aconteceram, umas delas contarei aqui. Uma equipe amadora formada por amigo de Campina Grande deslocou-se até Paulo Afonso para enfrentar um time da cidade e o time de engenheiros da Chesf no Futebol de salão, a motivação dos atletas e era enorme, pois o nome do Campinense Profissional estava vinculado na mídia da cidade e agente não sabia disto pensávamos que era um amistoso com o pessoal de uma Empresa da cidade.

 A viagem foi realizada um dia anterior com ônibus sem leito, tudo no “planejado” ou como dizem por ai” tudo nos conformes “. Ficamos instalados num pequeno hotel no centro da cidade e na manhã do sábado os noticiários já destacavam e apontavam que o jogo seria contra a equipe profissional da cidade e não contra funcionários da Chesf, esses comentário e noticiários deixaram nossos atletas revoltados pela falta de respeito da imprensa e dos diretores que contrataram para os jogos. Neste foto paramos no meio da “reta do Mirim” para tirar "a água do joelho":



Mas a historia estava para acontecer, deixamos o hotel ( na foto abaixo).

Nos  se  deslocamos para o clube dos engenheiros e a rapaziada “encheu a Lata” de Run com coca. Nesta foto no clube se preparando para ir ao clube se divertir.


Só fomos para o jogo depois de muita insistência dos mais sobrios na ultima hora e com alguns jogadores sem a mínima condição de jogo, pois estavam lateralmente “bêbados. Tivemos que improvisar alguns jogadores para completar o nosso time. Chegamos ao vestiário e a tensão foi aumentando ouvíamos o barulho da torcida nas arquibancadas, os jogadores “mais sóbrios” só nos olhávamos e víamos na face de cada um o nervosismo, principalmente os mais “improvisados” jogadores: Cocada no ataque Galego Renato na lateral esquerda e Zeca Gabiru de ponta esquerda. Mas a coisa mudou quando subimos os degraus para adentrar ao gramado, entramos todos mais rápido possíveis e começamos a nos movimentar com bastante intensidade para nos aquecer e derreter a birita, pois era um dia com muito sol. Foi ali que senti que a historia e o dia estava no nosso lado, foi uma partida sublime de todos os atletas que entraram e jogamos os noventa minutos sem medo do adversário que tinha como estrela um famoso jogador da cidade de nome Fernando Baiano (que depois veio brilhar no Campinense. Levamos um gol nos minutos inicias e este gol levantou nossa moral e conseguimos equilibrar a partida. Empatamos com o ponteiro Chiquinho e com gol meu (Jobedis) e outro de Marcilio Soares vencemos a partida e ganhamos um troféu da imprensa local.

Nossa equipe era formada dos seguintes jogadores:

Chó, Joca Buraco - Robertão - Wagner - Galego Renato(manso)
Geraldo - Nego Gilson – Marcílio Soares, Chiquinho - Jobedis - Zeca Gabiru

Os nossos torcedores e jogadores que estavam biritados e não jogaram invadiram o gramado com todo entusiasmo na maior empolgação. Depois daí começamos a festa e as risadas pelo fato ocorrido. Biritamos a noite inteira e cadê o dinheiro para pagar a conta, tivemos que acordar os amigos Toinho Buraco, Tadeu Couto e Alexandre Miranda, engenheiros da Chesf para pagar as despesas. Chegamos a Campina Grande com buzinaço e grande carnaval com tudo isso para saudar os heróis campinenses nos campos de Paulo Afonso, ate hoje comentamos o acontecido naquele dia histórico. Essa foi uma historia inesquecível que “eu vi e vivi junto com meus amigos do esporte.

Algumas fotos deste inesquecível acontecimento.





MEMORIA DO ESPORTE DE CAMPINA GRANDE -TREZE CAMPINENSE JUNTOS?

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES


Quem conhece a rivalidade entre Treze e Campinense, jamais pensaria em ver os dois unidos. Todavia, em 05 de Maio de 1964 tal fato ocorreu. Acreditem, Treze e Campinense se uniram para um jogo amistoso, festivo, contra a então sensação do campeonato Carioca a Portuguesa que estava em excursão pelo nordeste do Brasil.

Antigamente eram muito comuns as excursões de clubes pelos gramados do Brasil e do exterior. E a Paraíba e em especial Campina Grande não ficava fora do roteiro. Por aqui passaram grandes times e muitos ídolos, sem a necessidade do torcedor campinense ficar esperando, uma vez por ano, quem vai ser o adversário que vem jogar pela Copa do Brasil.

Foi neste embalo das excursões que a Portuguesa carioca, do Rio de janeiro, jogou contra o Combinado Treze Campinense em 05 maio de 1964, no Estádio Presidente Vargas em uma quarta feira à noite. O jogo marcou o encontro de dois dos maiores jogadores de nossa cidade o Ponteiro Zé Luiz pelo Campinense e Soares pelo Treze.
Além de Soares o Treze cedeu do seu time profissional o zagueiro Lopes (Corrô),  do seu time de amadores foi chamado os seguintes jogadores: o zagueiro João Mario, o lateral Helio Sodré e o ponteiro esquerdo Zé Soares. O Campinense cedeu do seu elenco principal o Goleiro Augusto, o lateral direito Janca, do seu elenco de amadores cedeu o Zagueiro Juju, o meia esquerda Humberto Mota e Mazinho. O elenco principal do Treze e Campinense estavam jogando em outro estado.

Pelo fato de reunir jogadores de Trezinho e Raposinha, já era uma grande atração. Pela primeira vez, alguns jogadores do Treze vestiriam a camisa do Campinense, o uniforme utilizado nos primeiros 45 minutos e vice - versa. Sem falar que os torcedores de Treze e do Campinense também teriam a oportunidade de ver, juntos, do mesmo lado, dois de seus principais ídolos – Soares e Zé Luiz Junior, que não puderam viajar com o elenco titular. Crforme foto abaixo:

Quando a bola rolou, diante de 10 mil pagantes, o que se viu foi um jogo bem equilibrado no primeiro tempo, quando o combinado vestia o uniforme do Campinense. Na fase final, porém, já com o uniforme do Treze não temos a foto histórica pra mostar, o combinado tomou conta do jogo e quase abriu a contagem. No final deu empate de  0 x 0, mas foi um grande jogo. Outros jogadores foram chamados dos dois times amadores, infelizmente também não dispomos de maiores informações.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

MEMORIA DO ESPORTE DE CAMPINA GRANDE - RACHA DO COLÉGIO ESTADUAL DA PRATA

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES




Por um bom tempo, tive a satisfação de participar de um racha no Colégio Estadual da Prata com uma turma peladeiros muito especial e cheia de Craques.


O Colégio Estadual ainda não possuía a estrutura que tem hoje, mas era suficiente para aglutinar pessoas da mais alta qualidade em torno do racha. Sempre eram promovidos no final de semana, que atraíam uma boa quantidade de boleiros bons de bola da nossa cidade e um bom numero de torcedores para assisti-los. 


O pessoal também se reunia sempre para disputar partidas de futebol contra times de cidades vizinhas, como para a cidade de Paulo Afonso, sempre acompanhadas de farras homéricas (era comum a nossa participação em partidas de futebol de salão em cidades vizinhas que, invariavelmente, terminavam em farras muito animadas. Em uma dessas oportunidades, fomos jogar em Paulo Afonso, no clube dos engenheiros de lá, e após a partida, claro, houve aquela cervejada. Não me lembro do resultado do jogo nem do time adversário, mas isso é o que menos nos importava. O legal mesmo era fazer amizades, bater uma bolinha e logo depois, tomar muita cerveja com a turma que nos recepcionava com muito carinho e consideração. 


A estrada que nos liga a Paulo Afonso ainda era de terra, nada de asfalto) era famosa “Reta do Mirim”.   Então, depois de muita confraternização, resolvemos que era hora de nos mandar de volta à Campina Grande,. Muitos dos participantes desta turma já não jogam mais futebol. Outros tantos se mudaram da cidade. Mas os momentos de alegria e felicidade vividos juntos jamais sairão da memória. A fotografia abaixo, mostra a turma de Craques em que alguns participaram um jogo de futebol na cidade de Paulo Afonso-BA. Quem nos convidava para jogar lá era o antigos jogadores de futebol de salão, Toinho Buraco, Alexandre Miranda e outros . Tem outra historia inesquecível será tema de um futuro pôster, aguardem!!!


Foto da galera de um dos Rachas





GRANDE DESPORTISTA DE CAMPINA GRANDE - NOBA

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES








O esporte às vezes se torna ingrato, principalmente com o passar dos anos, deixamos de lembrarmos-nos dos desportistas que tiveram papel importante na história de esporte amador de nossa cidade. E Arnóbio Bezerra o “Noba” é uma dessas pessoas que se tornaram esquecidas. Tanto esforço no passado para erguer o futebol amador de sua cidade e cair no esquecimento. Tive algumas oportunidades de conversar com “Noba” assim era conhecido na cidade, quando joguei no time de futebol de salão do Estudantes,  onde ele era um dos diretores  na década de 70 (conforme jornalzinho o Pernalonga em Anexo). 


Noba é engenheiro civil há muito tempo radicado em João Pessoa. Ele foi um pouco de tudo no ESC. Organizado, disciplinador, e era muito respeitado. Às vezes criava arestas com os colegas, mas sempre passageiras. Tinha um amor muito grande pelo ESC e ajudou em muito o Estudantes ser um time organizado e respeitado.

Jogava o 2o quadro e era quem distribuía as camisas e aí daqueles que chegasse atrasado ou tivesse faltado o jogo anterior sem justa causa, não entrava de primeira de jeito nenhum!

Também a rapaziada do 1o. Quadro “sofria” quando era Noba que entrega as camisas. “Ninguim” de ressaca...era banco !!!

O Noba era um cara simpático que contava suas aventuras no futebol com desenvoltura, perto dele rodeado de simpatizantes que escutavam sem piscar as referencia desportivas que saia dos lábios ressecados do ilustre homenageado. Os relatos eram empolgantes a saga do passado, contava que foi de muita luta erguer o futebol amador na cidade, poucas equipes existiam na época, ele próprio junto com outros amigos fundaram o Estudantes que durou muito tempo, depois tiveram outra batalha a enfrentar a pedido do dos sócios para arranjar um campo de futebol e uma sede para o clube. Ele e os diretores da época arregaçaram as mangas e foram arrumando o campo de futebol e sua sede social. Alguns diretores  com muitas dificuldades e ele próprio bancou financeiramente a limpeza do campo.

Pessoas como Noba no meio esportivo são difícil de encontrar, pessoas que dedicam parte de sua vida se entregando de corpo e alma as entidades que representam, vestem a camisa e nos momentos difíceis abrem também a carteira, não por egocentrismo e sim por acreditar com pouco de apoio que der pode estar melhorando o esporte na sua comunidade... Assim foi ”Noba”.

Abaixo algumas informações e fotos do Noba:


Jornal o Pernalonga quando Noba participava com um dos primeiros diretores do time na decada de 60















segunda-feira, 28 de novembro de 2011

SAUDOSISTA E FELIZ - ANOS 70

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES






Você lembra de uma música que marcou algum momento de sua vida e até hoje, sempre que pode, tenta escutá-la? Tem um filme que por algum motivo ficou marcado na sua vida e você vive procurando na locadora? Tem algum lugar que você gosta de ir somente para relembrar algum fato marcante acontecido com você? Então você é saudosista.

Geralmente temos uma certa timidez em assumir esse saudosismo perante outras pessoas. Às vezes temos a impressão de que nosso saudosismo pode se converter em "teimosia". Eu sou saudosista. Uma vez disse e continuo achando que a década de 70 foi a melhor década do esporte amador de nossa cidade, das melhores músicas nacional e internacional. Afinal de contas, eu cresci jogando quase todos os esportes e convivendo com grandes atletas, ouvindo e dançando muitas músicas, dançando nas muitas discotecas da cidade quer mais?

lembro-me de assistir filmes de bang-bang no cinema efiquei maravilhado quando vi pela primeira vez um televisor em preto e branco e por aí vai...

O tempo passa, nós crescemos, ficamos velhos, a "barriguinha" aparece (no meu caso), o cabelo ou fica branco ou desaparece (como em alguns amigos), ou são disfaçados  (pintados por alguns) mas aquele sentimento bom permanece em nós, como se fosse nosso tesouro pessoal armazenado no lugar mais seguro do mundo: dentro de nós. Bom, depois de todo esse discurso, lembrei-me de algumas músicas da minha juventude dos anos 70. E pensei: -E por quê não mostrá-las a alguém? Quem sabe não despertem lembranças preciosas esquecidas em você?

Quando tenho oportunidade, escuto minhas músicas preferidas e fico feliz por "me encontrar" de novo. Sinto que ainda estou muito vivo apesar do ritmo de vida que levamos não nos permitir isso e nos transformar quase que em robôs a serviço de sei lá o quê!

Por isso mando em anexo as musicas que tocavam na nossa juventude nos anos 70 nas Boates de Campina Grande: Skina, Maria Fumaça, AABB, Cartola, Preto e Branco, Wiskisito, Uba Ula entre outras de saudosas memórias.

Curtam as belas musicas dos anos 70 nas discotecas


Clic

RETRATO DO PASSADO - RACING de 1953

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES




Dos arquivos do veterano João Mario Corréia Costa, recebemos essa relíquia do tempo do futebol amador campinense dos anos cinquenta, época romântica, quando o futebol ainda engatilhava na nossa cidade.

Nesse retrato, podemos reconhecer alguns craques daquele momento, fazendo o futebol acontecer na Rainha da Borborema, são eles Lulu (grande jogador que jogou no Treze, Nautico de Recife e Nacional de Patos),  o Delinha (jogou no Everton e em alguns times de futebol de salão entre outros de saudosas jornadas esportivas.


Obs: Neste time tambem jogaram entre outros: Nego Bé, Macola, Ivon, Jair, Pirrita, Ivanildo, Marcos Soares entre outro.. 




Seria de suma importância, se a Prefeitura de Campina Grande através da secretaria de esportes pudesse resgatar novamente o futebol amador da cidade, buscando parcerias com as escolas, associações de bairro e grupos interessados em desenvolver o esporte em nossa cidade. Teríamos muitas dificuldades no início de ordem diversas, mas com o tempo, a coisa iria se encaixando  de forma que poderíamos muito bem reviver a fase áurea que foi o nosso futebol
.

domingo, 27 de novembro de 2011

QUEM ERA CRAQUE - JÓRIO

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES

Um grande time começa com um bom goleiro, bom zagueiro..., e ai vai montando um bom elenco, o rubro verde do bairro do São José o Everton Esporte Clube teve a felicidades nos seus primeiros jogos ter no seu plantel um competente atleta que arrumou a parte defensiva da equipe. Alguns atletas do bairro já sabiam do potencial e do histórico deste grande jogador, iniciou sua carreira no Cacareco depois foi para o São Josém jogou no Juventus também do Bairro, fez parte das primeiras boas safras daquelas equipes que era referencial na formação de craques.

Chegou ao nosso bairro e mostrou o que se esperava dele, foi um grande zagueiro, tinha classe, lutava bastante defendendo sua equipe, sabia dominar a bola com perfeição, alem de sair jogando com a pelota rente ao gramado, salvava gols que era importante na sua posição de defensor mais quando se arriscava ao ataque fazia seus gols, pois era um exímio cabeceador, pois treinava demais este fundamento. Depois foi jogar no Treze e seguiu a carreira com brilhantismo (no Santa Craz de Recife onde foi seleção do campeonato e foi convocado para a seleção pernambcana (Seleção Cacareco). Rodou ainda pelo futebol da Bahia, Jogou no Campinense e no Botafogo de João Pessoa e encerrou a sua brilhante carreira. Assim era nosso amigo Jorivaldo Taveira o “Jorio”.

 O grande atleta   não jogou muito tempo no Everton, mas o pouco tempo anos que vestiu a camisa do clube o fez com muita personalidade, classe e categoria. Foi um jogador brilhante, refinado, clássico e objetivo e com apenas 17 anos já era titular do Treze Futebol Clube conforme fotos no painel e abaixo. 

O torcedor do Everton do passado sente saudades daqueles tempos que as equipes da cidade e das cidades do interior  quando enfrentavam o rubro verde tinham o maior respeito, pois nosso time não era fácil se derrotado, principalmente em nossa cidade e também deste grande zagueiro que até hoje é considerado pelo torcedores do bairro do São José como um dos melhores zagueiros que já vestiu a camisa rubro verde. Este fez história por isso ninguem esquece. Hoje mora na Bahia e sempre vem para os festejos de fim de ano rever amigos e familiares. 

Algumas fotos de Jorio:






Jorio no Campinense nesta foto ele é o sexto jogador

Jorio é o lateral esquerdo de cabeça abaixada


Jorio com apenas 17 anos na seleção Cacareco de Pernambuco

















sábado, 26 de novembro de 2011

CANTINHO DA SAUDADE - NANINHO

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES




O futebol campinense se viu, de repente, surpreso, com o prematuro falecimento do craque de  bola Naninho, antes do combinado. Estilista, jogava no meio de campo e no ataque e sabia distribuir bem as jogadas para os centroavantes fazerem os gols. Durante a década de sessenta jogou futebol em vários clubes do bairro do São José inclusive nos juvenis do Treze. 


Foi um dos fundadores do Everton (na foto abaixo jogava com os amigos de época e matava a saudade de suas jogadas antológicas, mágicas e sutis).  Naninho se destacava pelo seu futebol cadenciado e o belo toque de bola.

Uma fatalidade acabou perdendo a vida por atropelamento na rua 13 de Maio de nossa cidade. Perdeu  o futebol do bairro do São José e campinense uma peça rara de se jogar futebol e ficamos mais pobres, órfãos de jogadas bonitas que ficaram eternizadas na memória dos seus amigos e torcedores.

Naninho  - Vendo Naninho correr em campo o torcedor achava que era fácil jogar futebol. Jogava ou na ponta direita, ou no meio campo. No toque de classe e na categoria, foi considerada peça fundamental no time. As principais qualidades de Naninho eram a velocidade, o drible e o passe certo. Era muito difícil reunir essas três qualidades em um só jogador. Ele conseguiu porque era craque. Naninho  não só era veloz, excelente driblador e passador emérito. Ele também chutava com precisão a gol. Suas arrancadas, invadindo a área, eram fatais. Saía um arremesso cruzado, indefensável.  

Foi um jogador que deixou saudade não somente pelo brilhante futebol que apresentava dentro do gramado, como também pelo seu comportamento fora das quatro linhas. Seu futebol refinado, clássico e objetivo encantada a torcida. Foi um craque de mente limpa e atitudes nobres.

Naninho já não se encontra entre nós, mas suas jogadas farão, para sempre, parte dos arquivos do Everton.

Deixou saudades!


Abaixo algumas fotos do Naninho nos campos de nossa cidade










sexta-feira, 25 de novembro de 2011

RETRATO DO PASSADO - EVERTON 67

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES

Como é bom de vez em quando, dar uma repassada nas velhas fotografias e relembrar os bons tempos vividos, em companhia de grandes amigos. Essas fotografia fora tirada  no "desgramado" campo do Botafogo da Liberdade  da cidade, em um dia qualquer do ano de 1967, eu acho. Esse time do aspira Everton era o supra-sumo do futebol-arte na categoria aspirante. Contava com jogadores bem jovens como Jobâo, Robertinho e Maribondo e outros veteranos como  Fuba Vei e Chico Leal e outros já rodados pelos campos de pelada de nossa cidade como: Tom, Mestre, Raul, Oberdam.  Os mais  jovens já mostravam toda as suas qualidades técnica e talento de craques e não eram apenas  coadjuvantes, que depois brilharam no time titular.

Em pé, da esquerda para a direita: Foto Acima vemos: Mestre, Calango (In memoriam),, Fuba (In memoriam),, Raul, Roosevelt,  Raul e Tom. gachados: Paulo Aprígio (In memoriam),, Roberto Burdãozeiro, Chico Leal, Oberdan (In memoriam), e Jóbedis.
                        
 Desse pessoal todo aí, muitos já se foram desta vida,   perdemos o contato com o goleiro Chico Leal  que há muito tempo, uns 25 anos, não vejo. Robertinho Burdãozeiro também deu uma boa sumida. Os outros, graças a Deus, de vez em quando eu encontro aqui em Campina Grande. Um grande abraço a todos esses grandes amigos de infância e de futebol. Os que ja se foram que Deus os proteja!


MEMÓRIA ESPORTIVA - FLAMENGO DE ZÉ PINHEIRO

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES






A equipe Flamengo de Zé Pinheiro era uma grande equipe amadora de nossa cidade do passado, hoje extinto. Formou não só atletas, mas grandes personagens de nossa história. Sua sede social ficava ao lado do Estadio Plinio Lemos e era reduto de grandes festas no passado. Infelizmente hoje está fechado. Uma pena!














Fonte: Futebol de pelada CG




quinta-feira, 24 de novembro de 2011

CANTINHO DA SAUDADE - ALBERTO DE QUEIROZ

   POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES




                        ALBERTO DE QUEIROZ
Ainda na adolescência, no inicio da década 60, quando iniciei praticamente a minha vida esportiva, tive o prazer de conhecer uma das grandes lideranças do esporte amador de Campina Grande. Não tinha ele um porte físico invejável, comandando garotos e adultos nos campos de futebol e nas quadras esportivas.


 Trata-se de Alberto de Queiroz, treinador de futebol de salão , além de locutor e  cronista esportivo. No rádio, era uma potência,  divulgando o esporte amador através os microfones das emissoras que trabalhou, principalmente o futebol de salão.´

 Quanto era o locutor oficial de eventos estudantis e nas paradas de 7 de setembro, a voz do Alberto de Queiroz se tornava um eco entre as multidões. Era uma liderança de fazer inveja. Nasceu com uma estrela na testa para o esporte amador campinense.  Tinha uma voz de comando dentro dos estádios de futebol como locutor ou nas quadras, respeitado por todos os jogadores que passaram pelos seus ensinamentos.

Alberto de Queiroz   tinha uma personalidade fora de série. Entre os seus comandados, dirigia sempre palavras de ordem que significavam vitória. Por onde passou, principalmente no futebol de salão, tinha um currículo de deixar qualquer treinador de água na boca. Na AABB dirigiu, liderou  todas as modalidades amadoristas, deste do infantil até o adulto. Foi campeão de futsal por diversas vezes, levando a equipe a se destacar além fronteira. Um treinador temível por seus adversários.

No Campinense Clube, também se destacou no futebol de salão. Considerado um desportista dedicado, tanto a seus jogadores, como com o seus colega de trabalho (no Banco do Brasil e na Radio Borborema), destacava-se pela organização burocrática e zelo pelo material esportivo. Possuidor do dom da oratória, gostava de demonstrar essa aptidão sempre que surgia uma oportunidade. Em especial, nos campos de futebol.

Alberto,  fez de tudo no esporte, só não foi jogador de futebol, pois faltava-lhe habilidade para a função. Mesmo assim, pode-se dizer que era um desportista quase completo.


Infelizmente foi acometido de uma enfermidade e faleceu. Muito do brilho, visibilidade na mídia e da importância do futebol de salão de nossa cidadese deve ao trabalho de ALBERTO DE QUEIROZ em tempos passados. Foi  uma perda irreparável para os meios de comunicação e para o nosso esporte. Alberto Queiroz  plantou em vida sementes de perseverança e honestidade, sendo importante para todos nós. Os admistradores da cidade e os vereadores poderian fazer uma homenagem ao grande cronista dar  seu nome num equipamento esportivo de nossa cidade para um cidadão que deu tanto pelo nosso esporte.

Alberto de Queiroz  se foi deste mundo mas deixou saudades!



Abaixo algumas fotos do  grande desportista




              O saudoso jornalista Alberto de Queiroz entrevista Garrincha


   ALBERTO DANDO INSTRUÇÃO A ALEXANDRE, MARCILIO E TOINHO BURACO




aLBERTO (COM OCULOS) BI CAMPEÃO DO FUTEBOL DE SALÃO PELO CAMPINENSE