quinta-feira, 10 de outubro de 2013

CALÇADÃO DE CAMPINA GRANDE E SEUS PERSONAGENS

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES

Um dos locais mais famosos de Campina Grande é o Calçadão “Jimmy de Oliveira” ou “Calçadão da Cardoso Vieira”, como é mais conhecido esse “centro efervescente” da cidadeO Calçadão tem personalidades e personagens pitorescas que são o charme do lugar. Tem algumas figuras inesquecíveis que vivem e numa simplicidade tão grande que marcaram a vida dos campinenses. O Calçadão da Cardoso Vieira é a “capital da república de Campina Grande”. É lá que a pilhéria, a compulsão, a molecagem encontra seus maiores representantes nos tipos populares originados das camadas mais pobres ou ainda na boêmia. 

Não há preocupação de classe ou posição social; desembargadores, militares, políticos, ex-jogadores de futebol, comerciantes, caixeiros, gente de rua, respeitosos senhores, engraxates, pais de família, todos enfim, guardam em si uma “molecagenzinha” para disparar quando menos se espera.

O Calçadão tem os cantos especiais onde os frequentadores se agrupam, local onde os desportistas bate o ponto, o lugar onde artistas de rua costumam se apresentar, a ponta da feira de troca. Cada categoria tem seu canto de bate papo e negociações.

Não se pode esquecer também, dos aposentados, os personagens folclóricos, daqueles que fazem da “vida alheia”, o melhor tema do mundo. Enfim, uma variedade de personalidades. É o canto do fuxico e da fofoca de uma rua estreita e pequena, com alguns bancos para sentar e pequenos comércios. Pelo local diariamente passam milhares de pessoas.

AS PERSONALIDADES E AS PESSOAS FOLCLÓRICAS

Todas as cidades têm suas figuras de rua. Umas mais, outras menos. Em Campina Grande também não é diferente. Quem conhece o Calçadão e o freqüenta, sabe perfeitamente do que estou falando. Certamente se lembrará de muitas figuras que circulam por lá. Estes personagens que marcam a paisagem e os acontecimentos do local. Algumas são pessoas sérias, outras são engraçadas, extrovertidas, algumas brincalhonas, outras bravas, temperamentais, piadistas, irreverentes, que circulam pela redondezas do Calçadão. 

AS PERSONALIDADES

Uma figura ímpar que vai quase todos os dias ao Calçadão é o Dr: Glauco Kardec (exemplo de homem público, louvável em todo o cenário futebolístico campinense). O futebol de Campina Grande e em especial o bairro do São José deve muito a esse abnegado filho da terra que, até com sacrifícios financeiros, muito contribuiu e ainda contribui para o seu engrandecimento. É quase impossível encontrar alguém que não goste e não guarde profunda admiração pelo médico. Ao ter seu nome pautado para tema desta matéria, toda nossa galera foi unânime, afinal, Dr. Glauco, como é conhecido, carrega na bagagem da vida, inúmeras atividades bem sucedidas, o que lhe rende muitos elogios e grande admiração de quem o conhece.


Outro grande personagem do Calçadão e o Antonio Hamilton Fechine. Muito conhecido em Campina, através das relações no meio empresarial, político, notarial e social. Advogado, empresário, Tabelião Público e Político, foi classificado como um dos “Tropeiros da Borborema”, trabalhador, visionário e comprometido com a terra que adotou como sua na década de 1950. É tabelião público do 4º serviço notarial, um dos cartórios mais antigos e movimentados da cidade. Fechine tem de projetos mirabolantes e ao mesmo tempo significativos para o engrandecimento de Campina (quer que a Paraiba seja dividida e o a Capital seja Campina). Independentemente das idéias desse grande homem, ele é um grande ser humano, disso ninguém pode duvidar.

Outra personalidade que está quase todos os dias no Calçadão e conhecidíssimo jornlista Juarez Amaral (é um nomes mais fortes da imprensa campinense. Há 30 anos atuando na mídia, é um profissional que fez sua história com muito trabalho e dedicação. Atualmente, destaca-se também desempenhando seu papel de radialista e trazendo assuntos de grande interesse ao dia a dia da população).


Outra presença é a do empresário Aparicio Junior do Coffee & Chopp. Com o nome e o charme dos cafés parisienses é um dos locais mais frequentados do Calçadão. É um espaço muito aconchegante e ideal para um bate-papo com amigos, onde se pode saborear várias opções de café e lanches, Alem do cafezinho oferece ainda almoço e outros tipos de lanches ou chocolate quente acompanhados por pães de queijo recheados, folhados, sanduíches naturais ou quentes, entre outras delícias.
O Calçadão tem também algumas personagens que são o charme do lugar. Tem algumas figuras inesquecíveis que vivem e numa simplicidade tão grande que marcaram a vida dos campinenses. O Calçadão da Cardoso Vieira é a “capital da república de Campina Grande”. É lá que a pilhéria, a compulsão, a molecagem encontra seus maiores representantes nos tipos populares originados das camadas mais pobres ou ainda na boêmia.

Outra grande personalidade que frequenta o Calçadão é o grande arquiteto Geraldino Pereira Duda. Engenheiro civil por formação, mas arquiteto por vocação, Geraldino, conhecido na sociedade campinense como Duda, foi o responsável pelo desenvolvimento deste projeto arquitetônico do Teatro Municipal de Campina Grande. Em seu extenso currículo profissional figuram obras importantes para a cidade como a Igreja de Nossa Senhora da Guia, a Escola da Jovem, a reforma realizada na década de 60 no Cine Babilônia - que transformou o local como em das mais modernas salas de projeção da época, e um sem número de residências de empresarios e de figuras políticas de destaque na sociedade local. Nos exemplares de sua arquitetura espalhados pela cidade, nota-se a preocupação com a funcionalidade e o conforto dos ambientes. Seus projetos, seguem os pressupostos modernos, adaptando-os às 

O Advogado Wellington Barbosa do Nascimento, mais conhecido como Wellington do Queijo.Ele é um dos mais antigos ocupantes da área e sua barraca é ponto de referência.Sempre bem frequentada (foto abaixo)


Não há preocupação de classe ou posição social; desembargadores, militares, políticos, ex-jogadores de futebol, comerciantes, caixeiros, gente de rua, respeitosos senhores, engraxates, pais de família, todos enfim, guardam em si uma “molecagenzinha” para disparar quando menos se espera.

O Calçadão tem os cantos especiais onde os frequentadores se agrupam, local onde os desportistas bate o ponto, o lugar onde artistas de rua costumam se apresentar, a ponta da feira de troca. Cada categoria tem seu canto de bate papo e negociações.

Não se pode esquecer também, dos aposentados, os personagens folclóricos, daqueles que fazem da “vida alheia”, o melhor tema do mundo. Enfim, uma variedade de personalidades. É o canto do fuxico e da fofoca de uma rua estreita e pequena, com alguns bancos para sentar e pequenos comércios. Pelo local diariamente passam milhares de pessoas.

No local tem outros personagens que são o charme do lugar

Francisco Mendes, o conhecidíssimo Sassá, que apesar de ser torcedor ferrenho do Campinense, reconhece que o Treze é um grande time. Sassá queria jogar futebol. Um sonho que tentava ensaiar nas peladas com a galera do bairro do São José e os meninos da vizinhança. O “jogador”, no entanto não vingou, passou a bola. E foi jogar em outra área: A de dirigente esportivo e dos comerciantes. Era seu sonho, mas não deu certo. Sua participação na diretoria da Everton (foi o primeiro secretario do grande time do bairro do São José) garantiu a organização que serviu de exemplo para os outros times amadores da Cidade. Como “historiador” desenrola nos bancos todos os pepinos aos desmemorizados sobre o esporte de nossa cidade sobre algum fatos das antigas que freqüentadores da área lhe pedem.

Severino Xavier de Sousa o conhecidíssimo Biliu de Campina. Advogado de formação, música por vocação. Filho de Campina Grande é ferrenho defensor de sua terra e de nossas tradições. 

É um austero crítico das variações da música nordestina, como os chamados forró estilizado, forró universitário, etc. Biliu é um exemplo do artista que não se vendeu para as gravadoras e assim manteve a coerência musical em seus álbuns.




Outra grande figura conhecida de nossa cidade e o conhecidíssimo de Sabará (Quem vê hoje este senhor de idade já avançada, cabelos e sobrancelhas brancas, sentado num banco no Calçadão, não é capaz de imaginar que se trata de um ex-jogador de futebol dos mais folclóricos e engraçados que já pintou nos gramados do futebol da Paraíba. Adora ser reconhecido por torcedores mais velhos e, sempre com sua “simplicidade e sua cancha”. Talvez poucos saibam seu nome verdadeiro. Com seu jeitão boêmio, típico de carioca e gingado de malandro, de espírito brincalhão, sempre aprontando das suas, não perde uma oportunidade de fazer uma piada ou pregar uma boa peça. Ainda hoje é uma figura folclórica em Campina Grande e em outras cidades onde ficou conhecido em décadas passadas: muito esperto e sempre com uma tirada fantástica para sair dos apuros. Tiramos uma foto para registro desta matéria:



Sabará construiria em torno de si um rico repertório de histórias folclóricas e uma sucessão de piadas e lendas. Segundo contam, Sabará seria no fundo uma espécie de “comediante” dos clubes em que jogou habituado a divertir os corredores das concentrações onde contava piadas engraçadas. Nos ônibus, nos hotéis e nos vestiários. Alegre e boêmio, apreciador de uma cervejinha, preferia gozar seus pequenos prazeres a levar a sério a sua profissão. Jogou vários anos no futebol profissional.

Outras figuras que dão graça no Calçadão

uem também gosta de trabalhar pelo calçadão são as garçonetes das lanchonetes foto abaixo:


(que, apesar de serem abordadas por pessoas com os mais diferentes tipos de humor, consegue encontrar e aproveitar as vantagens de se trabalhar na rua, em pleno comércio). São figuras constantes no Calçadão e que estão lá diariamente ganhando honestamente o pão de cada dia no seu trabalhar e conhecer os novos amigos conquistados no local.

Figuras folcloricas e de Ruas


Biu do Violão é um dos personagens pitoresco que circula Calçadão da Cardoso Vieira. Figura conhecidíssima em nossa cidade Talvez poucos saibam seu nome verdadeiro. Biu, fã ardoroso de Roberto Carlos. De chinelo no pé, boné na cabeça, e um violão na mão, dedilhando seu violão enquanto entoa velhas canções do rei aos fregueses que tomam calmamente seu cafezinho e diz sempre “o resto é paia”.



Também chegam por ali os artistas de rua, que conseguem reunir pequenas multidões: alguns são mágicos, outros cantores, pessoas que se juntam para vender CDs, óculos, cafezinhos . Conforme foto:


Não ofuscando os personagens citados, podemos nos lembrar de outras personagalidades e freqüentadores habituais ou semanais do Calçadão , entre as quais temos: O Zé Agra, Nilson de Brito Feitoza, Valdecir Guerra, Dedê Passarinho, Roberto Cacho (fotografo), Roberto Janjor (Meio Kilo), Edvaldo Morais, Antonio Ribeiro da Paz (Tonheca), Ermirio Leite, Nei Alexandre, Jaime Carlos, Pedrão do IPASE, Jarbas Ferreira, professor Almir Belo, João Pinto Rocha, Roberto Cunha Lima, Alexandre Borborema, Geraldino Pereira Duda, Geraldo Enéias, (Lau), Henrique do Vale entre, pois bem, não temos como precisar os inúmeros personagens do nosso Calçadão.

Os assíduos do calçadão são pessoas provenientes dos mais diversos bairros da cidade, comentam os fatos políticos do dia a dia. Ali, políticos são elogiados por suas ações corretas e massacrados por seus erros. Naquele ambiente são divulgadas determinadas candidaturas, gratuitamente, apenas boca a boca, - meio de publicidade considerada excelente pelos marqueteiros.

São estas figuras constantes no calçadão e que mesmo despercebidas estão lá diariamente, seja para trabalhar ou apenas para encontrar os velhos amigos.

Quanto ao comércio, não é só o legal que movimenta o centro da cidade, diversos autônomos que vendem seus produtos, muitos deles ilegais, também já estão enraizados por ali.

São estas PERSONALIDADES constantes no calçadão e que mesmo despercebidas estão lá diariamente, seja para trabalhar ou apenas para encontrar os velhos amigos.

Estou de saída. Vou ao calçadão para a atualização dos acontecimentos e tomar um cafezinho e aproveito para mostrar algumas fotos do Calçadão e seus alguns de seus hatituês frequentadores :



BILIU E SABARA



Marcilio, Soares, Macola e Marcos Soares


                                       SABARA E ZÉ GUEDES


JORIO, ISAIAS (CARÁ) CHINA, SASSÁ, BILIU DE CAMPINA, GLAUCO KARDEC E NALDO FELIX

   JORIO, ISAIAS (cARÁ) CHINA, SASSÁ, GLAUCO, BILIU E NALDO FELIX

Wilson Diniz (Wilson Cabeção), Tonheca, Glauco e o editor Jobedis 








UMA DAS PERSONAIDADES MAIS QUERIDA DE CAMPINA GRANDE QUE GOSTAVA DE IR AO CALÇADÃO ERA O POETA RONALDO CUNHA LIMA CONFORME FOTO ABAIXO AO LADO DE AMIGOS










































































7 comentários:

Hildeman Ribeiro disse...

Meu amigo Jobédis, mate o velho mate. Você não pode fazer isso com os Campinenses (Trezeanos) que vive ausente dêsse calçadão. Apresentastes a vida real de nossa Campina Grande. Meus parabéeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeens

Anônimo disse...

Sendo filho de Campina Grande, mas morando na Bahia há 40 anos, é muito bom ver estas noticias desta terra maravilhosa, e rever algumas pessoas que conviveram conosco na nossa juventude. Estudei no Clkeentino Procópio, com Hermani, gatinho. Conheci o jobedis, o glauco, o Chó , o sabará , o raul, o marcilio soares, o antonio fechine e muitos outros. Lembro quando o sabará foi para o rio e trabalhou na construção da ponte rio-niteroi, na volta ele falou que os tubarões ficavam tudo de boca aberta esperando o pião cair da contrução, para eles se alimentarem. Tempo muito bom que não dá para esquecer. Zezito

Rosa Tania Martinho disse...

Na primeira vez que fui em Campina Grande tinham praticamente acabado de adaptar a rua para ser esse calçadão. Em um thread mais antigo, tem uma foto dessa rua antes dessa adaptação.

É interessante esta "combinação" entre pedestres, mas na primeira vez que vi confesso que estranhei.

Parabéns, Jobedis pela matéria como sempre vc é um mestre

Maria Auxiliadora Menezes (Campinas - SP) disse...

Como sempre o Jobedis e bem organizado nos seus textos sobre nossa Campna Grande, muito prazeroso ler e acompanhar e conhecer o centro desta importante cidade

FRANCISCO MARTINS. disse...

Parabèns ,Jobâo estes homenageados sâo verdadeiramentes bem feitores e tem contribuido em muito com desenvolvimento: cultural,econômico e social da nossa Cidade. jJusta e oportuna a matèria .

Claudio Ximenes disse...

Bons ventos trazem meu eterno idolo Jobao do Colegio Estadual da Prata ao moderno mundo dos blogeiros. Muito importante quando alguém com toda a sua história e com tantas horas de voos resolve compartilhar suas experiências com o público plugado na internet. Com o máximo prazer, estou aqui saudando este fantástico Museu do Esporte de Campina Grande e homenageando o famoso Calçadão e seus personagens neste espaço.
Jobedis parabens pela matéria nota 1000000000000000000000000000000

jJOÂO BATISTA disse...

GRANDES CELEBRIDADES NO FUTEBOL COMÈRCIO RADIOI,NA MUSICALIDADE ,ADVOCACIA E MEDICINA ESTÂO DE PARABÈNS TODOS..

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