terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

GRANDE NOTICIA DOS TEMPOS ATUAIS DO ESPORTE DE CAMPINA GRANDE

POR JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES


Depois de muitos anos sem ir ao estádio Presidente Vargas do Treze Futebol Clube para ver uma partida de futebol profissional ou amador, fiquei feliz do que vi e vibrei das modificações na estrutura do Campo, nas arquibancadas e na entrada, como também no alojamento dos jogadores e da imprensa.

Pois é amigos depois de alguns anos resolvi ir matar a saudade, ou sei lá, talvez, “reviver a saudade”, como querem alguns, até com certa razão. Foi bom o tempo passado, não há o porquê matar aquela se considera que não tem idade (e é imortal). O propósito deste preâmbulo na verdade é para falar de uma coisa que me deixou feliz e contente.

Ante da partida que seria disputada naquela noite, fiquei lembrando como foi importante a fase de adolescente quando disputávamos os torneios de futebol juvenil da cidade pelo time do Boa-vistense que tinha como base a grande equipe do Everton do Bairro do São José e pela equipe da Raposinha. Muitas e boas lembranças começaram a ficar vivas.

Bastava olhar para dentro do gramado do Estádio Presidente Vargas, o campo do Treze, carinhosamente chamado de PV, palco de tantas emoções.  Imaginar quantas vezes pisamos naquele gramado, uma viagem no tempo.

Encontrar velhos amigos à beira do alambrado ou nas arquibancadas, falar sobre época do time Everton, Trezinho, Nacional de Zezê, Fracalanza, Internacional, do Juvenil do Treze e do Campinense, Ipiranga, Flamengo de Zé Pinheiro e outros. Cada um dos presentes tentando trazer para o momento um time de sua preferência e fatos marcantes na sua juventude.

Relembrando os bons momentos no papo que rolava, eu percebia que a saudade permeava fortemente entre amigos da juventude, amizade que perdura até hoje. Perdurar pode até parecer uma expressão sem muita importância... Na verdade ao longo dos anos essas amizades foram reforçadas e criaram-se até outros laços, e esses sim, em que pese às vicissitudes, continuam firmes e fortes.

Antes de a bola começar a rolar nesta tarde ensolarada, era um olho no gramado e nas equipes formadas para as fotos que iriam imortalizar as equipes e o trabalho desenvolvido, e o outro na galera da arquibancada.

Vejo ao lado direito aqui na arquibancada alguns amigos que não via há algum tempo, Dando asas a imaginação, olho mais distante e quase posso rever os velhos e aguerridos torcedores do passado alguns já falecidos como: Fuba Véi, Nego Amauri, Gilvani Barbosa, Zé Preá, e muitos outros, alguns ainda vivos, outros já no outro lado da vida.

O juiz soou o apito autorizando o início da partida... Uma emoção percorreu todo o meu corpo, como se uma brisa suave vinda da Serra da Borborema passasse sobre o estádio. Era como se estivesse dentro do gramado participando do jogo.

Passaram-se os primeiros minutos, então pude perceber alguns ex-jogadores que passavam pela arquibancada e o desgaste provocado pelo tempo, naqueles que um dia foi ídolos do Campinense, não havia como não observar que o tempo tinha feito seu trabalho.  A condição física de alguns atletas estava, vamos dizer assim, sem nenhum receio de provocar constrangimento, muito aquém das condições ideais para um ex-atleta do passado daquele nível. Mas, tudo bem, já que eram já uns veteranos. O que não invalidava a observação é o fato de que na sua maioria, dava para se perceber que o estilo de andar de boleiro que foram detentores um dia, ou mesmo, o estilo a de um atacante ou defensor não havia se apagado.

Como dizia o antigo técnico de futebol do juvenil do Campinense e grande ídolo do Treze o ex-jogador Ruivo: - “Futebol é como andar de bicicleta, uma vez aprendido, não se esquece. Entretanto, há que se manter a condição física para uma corrida ou mesmo um passeio”. Esta verdade imbatível nos esportes, a da condição física já ficara demonstrada e um cansaço estampado na face e algumas pernas trôpegas. Além da idade a comprometer o desempenho de andar, existe o fato de que alguns já estão aposentados e outros ainda enfrentam o dia dia para ganhar o pão de cada dia.

O resultado da partida não foi o esperado, o meu time venceu, mas não convenceu. De qualquer forma, foi muito bom rever amigos no Estádio Presidente Vargas de minha infância e adolescência e ver que o futebol continua a paixão de muitos dentro ou fora dos gramados. Sem saudosismo, mas, futebol, no nosso tempo era muito melhor...

Algumas fotos da grande reforma do Treze que teve ajuda importante da torcida e desportista da cidade:

                                      

                           Fotos antes e depois 







                                 Fotos  depois da reforma








5 comentários:

Anônimo disse...

Quatro clubes foram considerados campeões da segunda divisão do Campeonato Brasileiro de 1986

O Brasileirão de 1986 foi bem confuso. Participaram 80 clubes, sendo que 44 foram divididos em quatro grupos (A, B, C e D) com 11 times em cada um, na considerada "primeira divisão". Já os outros 36 participantes ficaram em mais quatro grupos (E, F, G e H), com nove clubes em cada um, no "Torneio Paralelo" - uma espécie de "segunda divisão".

Dentro de cada grupo, os clubes jogavam entre si em turno único. Ao fim da primeira fase, os 28 primeiros colocados nos grupos A, B, C e D passaram para a segunda fase. Já no Torneio Paralelo, apenas os vencedores garantiram vaga na segunda fase.

O Central, que estava no Grupo F, foi um desses vencedores, assim como o Treze-PB, a Inter de Limeira-SP e o Criciúma-SC. O clube catarinense, aliás, fez a melhor campanha entre esses quatro clubes (14 pontos). Como o Torneio Paralelo não teve sequência, os quatro clubes foram considerados campeões da segunda divisão de 1986 extraoficialmente por alguns historiadores
Vadinho

Anônimo disse...

“Campo do Treze”
À reforma o transformou para melhor. Acomodações, acessos, arquibancadas e o gramado de excelente qualidade. Que às novas gerações mantenham e saibam do valor sentimental desse estádio que foi o berço de muitos jovens jogadores peladeiros e amantes do futebol. Tem muita história e muitos “causos” ...
Parabéns pela pertinente homenagem.
Vadinho

Anônimo disse...

Que bom ter uma pessoa tão especial como vc amigo Jobão, que diante da sua narrativa, nos fazem lembrar o passado, viver o presente e continuar, como cita o amigo Vadinho, foi um "berço"... estamos felizes.
Parabéns Jobão,

abs Jonas didi

Nadya Farias disse...

Oi professor Jobedis, não vale fazer chorar... muito me emocionei qdo vi o PV TODO REFORMADO DIGNO DE UM CAMPO DE FUTEBOL, QTAS VEZES ADENTREI ALI PARA DESFILAR PARA ABERTURA DOS JOGOS OLÍMPICOS ESTUDANTIS, EU TODA FORMOSA COM A BANDEIRA DO COLÉGIO , ME ACHAVA A PRÓRIAKKKKKKKKKKKKKKKKK E MAIS AINDA QDO OUVIA MEU NOME, AQUELE NOME TÃO LONGE MAIS EU OUVIA , POIS A NOSSA TORCIDA ERA FIEL E LEVAVA ALGO PARECIDO COM UM MEGAFONE... EITA AMIGO A SAUDADE BATEU , E BATEU COM ALGUMAS LINDAS LÁGRIMAS DE TÃO BELAS LEMBRANÇAS. oBRIGADA POR MAIS ESTE MOMENTO.


ABS,


Nadya

almir jose de carvalho disse...

Caro Jobis fiquei encantado com tudo que vi e a forma como me levou ao passado, e que passado, embora seja um trezeano capinagrandense moro em João Pessoa a 36 anos e nunca me senti pessoense mais de Campina, uma das minhas grandes paixões, a quem um dia pretendo retornar, parabéns e continue assim saudosista e leal as suas origens.Almir Caravalho.

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