terça-feira, 6 de agosto de 2013

A HISTÓRIA DO AUTO ESPORTE DA LIBERDADE

POR: MARINALDO MELO
EX ATLETA

Motoristas de táxis e empregados de oficinas mecânicas, residentes no bairro da liberdade, que aproveitavam os finais de semana para baterem uma bola no campo do América da liberdade, que se localizava nas imediações de onde se situa atual mercado da liberdade, fundaram em 20 de Maio de 1955 o Auto Esporte Clube que como o seu homônimo de João Pessoa passou a utilizar as cores vermelha e branca.

Os fundadores dessa associação esportiva foram os desportistas: Epitácio, Patrício e Nego Lalá. Sendo Patrício o seu primeiro presidente. 

A equipe do Auto Esporte começou a empolgar e a realizar grandes jogos nos campos de pelada em Campina Grande e cidades circunvizinhas. Em 1963 conseguiu o título de campeão suburbano da cidade.

Os jogos iniciais foram no campo do próprio América do bairro da liberdade. Com a construção do Mercado Público do Bairro da Liberdade e a conseqüente desativação desse campo de pelada, o Auto construiu o seu próprio campo, que ficava na Rua Almirante Barroso, por trás do antigo Moinho de Macedo.  Novamente a cidade expandia-se levando o Auto a fazer um acordo com o Comércio F.C para utilização de seu campo. Este foi o local onde o Auto passou o maior período de sua existência.

A sua primeira sede social localizou-se na Rua Rio de Janeiro esquina com a Santa Catarina. Era um “quartinho” bastante estreito, aproximadamente 3 m de largura, muito comprido com bancos de madeira nas laterais.


O Auto Esporte foi o primeiro time do bairro da liberdade a jogar no Bacião, campo do Grêmio, quando enfrentou e venceu o time de Roberto. Vitória do Auto por 1X zero, gol de Zé da Guia (FOTO ABAIXO).





Segundo o Adilson Barros em um e mail que mandou o Museu por longos anos foi  jogador e diretor, muitos baluartes que deram sangue e suor pelo Auto Esporte. Pessoas  como o  Pessoas como - Chiquinho da Movelaria (In memorian - craque na acepção da palavra, diretor e batalhador pelo AEC), Zezito (In memorian), Nem Quengão (Baluarte que dava a vida pelo AEC), Carlos do Crrreio, Nego Neudo, Valter do Sitio, Azenaldo (In memorian - Ex-Treze), Pericles de Oliveira, Nego Supipa, Marquinho da Cagepa, Vital, Teixeirinha, Antonio Adeil, Gustavo do BB, Hermano, Zé Targino, Brian, Valdir Picanha, Osvaldo Advogado, Xuru, Jailton Advogado e dezenas de colegas deste período inicial do time.

No final da década de 60 e início dos anos 70, época onde muitos bingos eram realizados em Campina Grande, os dirigentes do Auto aproveitaram a ocasião e realizaram bingos que juntava muitos campinenses na Rua Rio de Janeiro. Com o lucro das vendas das cartelas conseguiram construir a sede/boate do Auto Esporte, Rio de Janeiro/ Espírito Santo. Nessa boate, ao som dos Apaches, Vikings e outros conjuntos da época a rapaziada divertia-se aos domingos a noite.

A partir de meados da década de 70, os dirigentes do Auto tomaram decisões que mudariam por completo o ambiente do clube. A primeira foi a de dar mais oportunidade para os atletas que moravam no bairro da liberdade; a segunda a obrigatoriedade de todos “participarem das reuniões”. Na época alguns jogadores eram pagos para jogar!  Nesse momento de transição, oriundos do Oriente F. C chegam ao Auto Sr Nezinho e Marinaldo.

As novas decisões foram ampliadas por Nézinho com a criação de um time infantil, que o mesmo fazia questão de ministrar seus ensinamentos. E estes meninos passaram para os aspirantes e titulares, entre eles: Tina, Will, Beto, Helder, Gilmar, Givaildo, Marquinhos, Zezinho, Robertinho, Duda, Wedson, Babau, Careca, entre outros. Seu Nezinho aproveitava para falar com esses meninos, sobre droga, uso abusivo do álcool e a necessidade de todos estudarem e conseguirem um emprego. Os jogadores mais antigos, também realizavam palestras e iam em busca de empregos para aqueles que necessitavam.


Durante mais de três décadas o Auto manteve uma base que era formada por Osvaldo, Adeildo, Petrônio e Jerônimo, toda a defesa. No meio de campo Marinaldo e no ataque Nem, a estes se agregaram, neste período, alguns poucos jogadores vindos de outros bairros, entre eles Zé Carlos Moura, Supipa, Celino, Totonho, Sérgio, Carlinhos da Campinense e Bráulio. Os demais eram também nativos do bairro da liberdade como: Zeno, Jaildo, Elizeu, Ribamar, Renato, Péricles,Waldir “Picanha”, Neudo, Pio, Hermano, Marcelo, Tina, Amarílio, Zezinho Galdino, Toinho,Totonho, Gutierres, Didi, Léo, entre outros.

Por que acabou????

Falar sobre os motivos que forçaram o final do AEC e de outras tradicionais equipes de C. Grande, fica para o meu amigo, Jóbedis Magno, que já teceu vários comentários sobre os motivos dos “desaparecimentos” das equipes de futebol de Campina Grande, em seu blog: museu virtual do esporte de Campina Grande. Graças a Jóbedis os “times desaparecidos” eternizaram-se em seu museu.

Algumas fotos do Auto Esporte no seu tempo de glorias:

 O Cabeludo Marinaldo é o autor desta historia







Na foto abaixo vemos a esquina onde tudo começou, com alguns que fizeram a história do Auto.

Esta esquina durante muito tempo passou a ser o local preferido pelos atletas, torcedores e dirigentes do Auto, para longas conversas.







14 comentários:

Hildeman disse...

Dos atletas acima, lembro-me do Patronio, fomos colegas bancários "Banco Mineiro do Oeste, êsse incorporado pelo Bradesco", tenho grande admiração pelo ex- colega Patronio, hoje um grande empresário em Campina grande.Todas as vezes que vou a minha terra, tenho quase como obrigação a visitá-lo, devido ao grande enlace de amizade que nós temos.

Anônimo disse...

Tenho boas recordações dessa agremiação. Primeiro por ser um time aguerrido e de difícil derrota. Tinha atletas muito bons de bola. Exemplos de: Petrônio, Marinaldo, Osvaldo, Pio, Carlinhos, Bráulio e tantos outros. E possuía um sede própria. Que lhe dava um status diferenciado dos demais. Jogando pelo Everton, tive a oportunidade de enfrentar vários desses atletas postados nas fotos acima.
Mantenho amizade com Petrônio (meu concorrente) que tem um loja aqui em CG e outros que nos encontramos, colocamos os assuntos em dias. Muito bom esse entrelaçamento.

Vadinho

Adauto Barros disse...

Legal conheci a maioria, gente boa, ótimas pessoas, grande Marinaldo engenheiro.

Anônimo disse...

"Dia de domingo"...com chuva ou sem chuva, descer a rua Aristides Lôbo, cruzar os trilhos, subir a rua Martins Júnior e seguir pela rua Rio de Janeiro, destino...enfrentar esse time, eita como era difícil jogar contra esse time,jogar contra quem sabe ficava...ficava não, fica: mais fácil.
Essa história nos remete sim... a um passado de amor e alegria, que são elementos básicos para conquistarmos amizades e as conservarmos.

Parabéns...Jobão e Marinaldo, abs

Jonas didi

Glauco Kardec disse...

PARABENS JOBÂO PELA HOMENAGEM A ESTA GRANDE EQUIPE DO FUTEBOL DE PELADA DE C.GRANDE,ONDE REVELOU BONS ATLETAS E GRANDES AMIGOS.

Anônimo disse...

Amigo Marinaldo, volto aqui para dizer o seguinte, quando usei o termo "esse time"...é porque quando faço meus comentários, o assunto em destaque me remete a um passado maravilhoso, faço de conta que estou numa mesa de bar...aí me perguntam: Jonas didi, vc jogou contra o Auto Esporte, aí de imediato vem e sei que muitos fazem...cara "esse time" era bom demais...eu de uma forma pessoal digo, jogar contra uma defesa dessa do Auto Esporte era sim trabalhoso, tome "cabeça de galo" lá no Bar de Seu Iracy...saudades...sou assim, digo o que vem de dentro do coração, fico alegre na lembrança desse tempo que marcou minha vida e de muitos amigos!

Jonas didi

Wallace Nascimento disse...

Marinaldo Jobdis vocêx conseguiram brilhantemente resumir uma história longa em poucas linhas e bem esclarecedora. Coisas que eu não sabia. Parabéns!
Quarta às 12:47 · Curtir

Acho pertinente, neste momento de relatar histórias, falar como foi importante o Auto Esporte para mim, ainda jovem ter contato com pessoas mais velhas e responsáveis, que foram ex

Worthon Monteiro Lima disse...

Jóbedis e arinaldo Meu irmão maçom, agradeço de coração pela belíssima oportunidade que tive de relembrar os meus tempos de criança e rever uma verdadeira família, familia de verdade, se nós soubéssemos que aquele tempo era o melhor tempo de nossas vidas, teríamos...abraçado mais, conversado mais, nos alegrados mais, convivido mais... meu irmão que coisa linda, que história emocionante, que tempo bom, um tempo que pensávamos menos na ganância do dinheiro e do poder, e nos dedicávamos aos encontros, conversas, bate-papos, as nossas inesquecíveis reuniões, as atas dirigidas po Ribinha e nem quengão, reuniões que tínhamos que assistir senão não jogava no outro dia, meu querido, bondoso e amigo pai, que tanto se dedicou a essa briosa agremiação, nas reuniões nos dava conselhos para não beber e não se envolver com drogas...e dormir cedo...kkkkkk, meu pai que todos os dias nos colocava diante do maior exemplo de jovem que (prá ele) o bairro da liberdade já produziu - marinaldo, prá ele era tudo, marinaldo o inteligente, marinaldo cujo esforço e dedicação aos estudos dava a seu nezinho um profundo orgulho, seu pupilo e maior amigo dentro e fora dos campos, sempre falava em casa prá gente, que marinaldo era um exemplo a ser seguido, dava conselho a beto, helder, "vocês tem que olhar prá o marinaldo, tem que estudar..." estou emocionadíssimo, naquela esquina de Zé da guia se reunia meu pai, Zé da guia, Nem, seu Tota...e outros, eu, ainda criança, me aproximava e permanecia a noite toda ouvindo as histórias, as dicas, as falas com respeito ao jogo de domingo...ah como era bom! obrigado maçom. Abraço!



Comentário postado pelo filho mais novo de Nézinho

Ivete disse...

Parabéns Dedé, Marinaldo Gonçalves, pelo trabalho de resgate de mais uma história, isso é muito importante para os anais!"

Anônimo disse...

parabéns Jóbedis, realmente é muita garra de sua parte manter viva a chama de grandes recordações relevante para os antigos desportistas da paraiba, de forma especial nossa Campina Grande. e mais especifico os bons de bolas da prata. parabéns mesmo. li toda sua reportagem e fiquei muito emocionada quando vi o organograma de visualização mapeado e uma noticia que ficou em 2º lugar no item cometários com 58, foi a morte covarde de um cidadão, cidadão este meu amado irmão.... magazul, noticia esta que não queria jamais está lendo nesta página. Mas enfim amigo vamos continuar a vida e com a recordação da pessoa alegre que foi anselmo. E quanto a vc amigo jobedis parabéns pela conquista e credibilidade de seus amigos. pois fazer tudo isto com pouco recurso tecnológico é uma grande vitória. Nós só temos que te agradecer por deixar viva esta memória em nossas vidas. abraços e fica com DEUS. Berenice Guimarães Figueiredo.

Sérgio Pinto disse...

Ai que saudades mim dá... ou tempo bom. O AUTO ESPORTE completou minha vida! Foi o 1º em tudo, 1º time que joguei calçado, foi o AUTO ESPORTE. O meu 1º emprego no BRADESCO e unico( 35anos) , agradeço a todos do AUTO AUTOESPORTE, ao seu Nezinho treinador e pai da garotada, que lá no céu, ele faça a mesma coisa que fez na terra. e voce dr.marinado nunca deixe de ser professor da gorotada, aprendi muito. obrigado a todos!
Valeu Jóbedis!

adb237@gmail.com disse...

Grande Jobão, a dias atrás coloquei um depoimento sobre o Altinho da Rio de Janeiro, e não sei como foi retirada. Eu falei algo que diz respeito aos atletas que jogaram no inicio da década de setenta até a metade desta década. A homenagem feita ao Auto aqui apresentada, deixou de mencionar muita gente boa mesmo que não foi lembrada. Muita gente não sabe que neste período mencinado acima, existiram pessoas não mencinadas como: Os Finado Chiquinho e Zezito da movelaria, Nem Quengão, Eu, Vital, Marquinho da Cagepa, Brian, Zé Targino, Pericles de Oliveira, Antonio Adeil, Gustavo do BB, Hermano, João Carlos, Xuru, Valter do Sitio, Carlos dos Correio, Veio Tota, e tantos baluartes que realmente foram pessoas que assumiam posições
dentro da diretoria (Cuidar do patrimônio, realizar festas, Lazer, e realmente faziam parte do dia a dia do altinho. Também houve um período que Jogaram no auto, pessoas de qualidade como Pedro da Bentonit (12 anos na equipe) e outros colegas e se quer apareceram no texto das homenagens. Fica aqui meu adendo como informação as pessoas que vão ler estas homenagens ao alto esporte.
Adilson























da movelaria

Jobedis Magno disse...

ADILSON
Interessante é que a maioria das pessoas que você cita já consta no texto original. Ex: Chuiquinho da carioca é Chiquinho, Nen Quengão é Ednaldo, Xurú é Adeildo etc. Realmente faltaram alguns que vc cita! No entanto não foi eu que fiz a historia e sim o grande atleta Marinaldo. Acho que se ele fosse elencar todos os que jogaram no Auto seria um extensa lista. Tanto é que ele fez a ressalva "entre outros".

campina locações disse...

Parabéns Marinaldo por esta iniciativa, fiquei emocionado ao relembrar de tantos amigos que fizeram parte da minha vida, e também de relembrar desta grande equipe de futebol amador, a qual fiz parte. O Auto Esporte Club da liberdade foi muito importante para minha formação moral, intelectual e porque não dizer profissional, pelo fato de mim deparar com um grupo de pessoas que em sua grande maioria já eram bem sucedidos profissionalmente, o que mim levou a me espelhar nestas pessoa. Que bom poder lembrar de seu Nezinho que nos dava tantos conselhos bons, o qual eu tinha um grande respeito. E por que não lembrar das grandes conquista, como o titulo da 1ª Copa União e tantos outros que conquistamos juntos. As grandes partidas no Domingo a tarde, atraindo um grande numero de pessoas que cercavam o campo de jogo para apreciar jovens amadores proporcionando um grande espetáculo com garra e determinação. Que bom lembrar das reuniões aos sábados à noite, da leitura da "ATA" onde era relatado tudo o que tinha acontecido anteriormente. Que saudade... Um graaaaande Abraço a todos! Gilmar.

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