domingo, 4 de agosto de 2013

DO PASSADO DE GLÓRIAS AO FUTURO DE INCERTEZAS DO FUTEBOL DE PELADA DE CAMPINA GRANDE

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES


Andando pelas ruas dos bairros e comunidades de Campina  Grande é fácil visualizar como a cidade cresceu desordenadamente, “porém bela”.  De fato, o crescimento desordenado tem varrido os campos de pelada de nossa cidade, e com isso, dificultado o aparecimento de novos “CRAQUES”. Neste final de semana presenciei a equipe de futebol profissional do Treze jogar contra o CRB de Alagoas com seu time titular diante da sua apaixonada torcida, mas o que mais me preocupou foi o enorme número de jogadores “importados” e sem nenhum jogador oriundo do futebol de pelada de nossa cidade. Uma pena.

Na vida muitas amizades nascem nos campos de pelada. Nesses campos encontramos a fonte, o RG do nosso futebol moleque, gaiato, maravilhosamente irresponsável, cheios de dribles e gols espetaculares, mesmo com o esforço dos técnicos e empresários do futebol em europeizar o nosso futebol, é nos campos de pelada que se produzem os verdadeiros CRAQUES.

Os campinhos de pelada estão sumindo, o futebol, maior paixão cultural do povo brasileiro vem sendo privatizado. Há poucos anos depois das 2 horas da tarde era comum vermos os campos de peladas de nossa cidade lotados de jovens e adultos. Hoje bater bola está cada vez mais difícil, os campos de pelada cederam espaços a outras instituições e até mesmo a outros complexos esportivos, infelizmente ineficientes como o Complexo Esportivo Plinio Lemos repleto abandonado e repleto de maconheiros, jogar agora somente nos campos sintéticos ou quadras particulares, ou seja, hoje paga-se para jogar uma pelada.

Essa situação raramente produzirá algum craque devido estes espaços serem elitizados. Assim nem os políticos mais assistencialistas, daqueles que vivem distribuindo dinheiro nas comunidades, que ganhavam votos distribuindo jogos de camisas, chuteiras, bolas e troféus, nem eles se movimentam para frear o fechamento dos campinhos de pelada. Pois estes políticos sempre acham outros modos de corromper consciências e urnas.

O que esse pessoal que não joga bola está fazendo nas tarde de domingo? Assistindo televisão ou passando intermináveis monótonas horas sentados em uma lan house?? Que infelizes os adolescentes de hoje!! Não sabem o prazer de chegar o final do domingo todo estropiado, mas com um sentimento de que tinha dado tudo pelo time e que a vitória não veio por uma desonestidade de uma pessoa que quis apitar o jogo sem ganhar nada alem de muitos palavrões dirigidos a ele e a sua Genitora!!

Saudades das antigas peladas de futebol. Ainda hoje se houve as histórias do futebol de pelada de Campina Grande do passado nas esquinas, nos bares e no Calçadão da Cardoso Vieira. Essas histórias são contadas por antigos jogadores, dirigentes e pessoas da época, elas relatam que, os jogadores das antigas, realizavam jogadas de craques e lances maravilhosos nos campos espalhados em todos os bairro da cidade.


Muitos relatam  fatos da história do futebol desde seu aparecimento e enriquece o encadernado esportivo. Na época, os atletas tinham que jogar futebol, e trabalhar ao mesmo tempo sustentar a família. Isso acontecia por que, os clubes não tinham recursos. O material era de meões e camisas grossas, sem ‘etiquetas’, aliadas às características da cidade antiga. 

São essas, e outras informações que inspiram escritores, a chegarem ao entendimento da realidade, e definir que, esses jogadores (craques do passado), foram importantes para o início do futebol de nossa cidade. Entretanto, “a era amadora passou e com ela o tempo, e hoje proporciona saudades daqueles ‘craques da bola’, sobre tudo, por aqueles que viram, e ainda estão vivos e consideram que, o futebol daquela época, era conhecido como, a idade de ouro do futebol campinense.

3 comentários:

Hildeman disse...

Meu amigo Jobedis, parabenizo-he por recordar tão bem o nosso passado, tudo que dizeste é verdade pura,(ou seja, tu és inteligência pura), como diz a mocinha da novela, kkk. De nossos campinhos de peladas não só saiu craques para o nosso Estado, como tb,para o Brasil e o Mundo. Agora , o que fazermos, não é mesmo. Vamos esperar agora a era da Lua. Como Já dizia o Jackson do Pandeiro, Mamãe eu vou a Lua , eu vou morar lá. Quem sabe se os nosso netos e sobrinhos, não alcançarão essa época e poderão encontrar um campinho por lá e, surgir talvêz novos craques.

Jobinho Vidal disse...

Parabéns Painho... Belo Texto!

Marcos Soares disse...

Jobedis,
Além de os campos de pelada terem sumido, proporcionando o desaparecimento de novos jogadores da terra, os "importados" são todos do Paraguai (falsificados).
Tive a infelicidade de assistir, através do Canal TV Brasil, ontem à noite, o jogo Treze X Brasiliense. Vergonhoso o nível apresentado. Jamais vi o Galo tão despenado como atualmente.
E ainda há canal que transmita ao vivo.
Se o passado foi esplendoroso, o presente é horrível... Como será o futuro?
Abs,
Marcos Soares

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