Um
Bairro, mais de uma centena de pessoas convivendo como irmãos, buscando na
união a alegria de viver, forças para seguir em frente, buscando dias melhores,
novos horizontes.
Falar
do São José é também falar do banco da Praça do Trabalho onde hoje moram muitos
dos filhos, netos e bisnetos dos primeiros moradores do Bairro.
Pessoas
que continuam firme as suas raízes e que não largam por nada este cantinho de
Campina Grande.
Desde a sua fundação, muita gente nasceu, cresceu, viveu e passou pelo bairro. Já outros, buscaram novos rumos para vencer na vida e estão por este imenso País, tentando a sorte. Outros já venceram e voltaram para nossa amada terra, muitos aqui mesmo conseguiram crescer e estão construindo uma vida melhor para si e seus filhos e familiares. Mas certamente todos carregam em si um profundo amor e respeito pelo bairro e por seus moradores e amigos.
A
influência da nossa galera no bairro
Se não houvesse a amizade sincera da
galera, acredito que a maioria daqueles grupinhos de jovens não teria muita
perspectiva de crescimento. A não ser o fato de serem pessoas de família, de
terem pais e mães como modelo de vida.
Com aquela orientação de nossos pais e amigos mais velhos que a gente recebia,
fomos amadurecendo, colocando nas nossas cabeças que não era só aquilo, que a
gente poderia trilhar um caminho melhor. Vimos que tínhamos que estudar
progredir, buscar um objetivo maior de vida. Para a maioria da galera, isso foi
muito importante porque eramos filhos de família pobre e nossos pais tinham pouca
condição financeira.
A
integração que o grupo proporcionou entre os jovens e suas famílias foram muito
importantes para o bairro. Todos os jovens se conheciam, iam à casa uns dos outros
e não havia distância entre eles e os adultos.
No
nosso grupo, a maior liderança, a mais expressiva e carismática era a nossa forma
de vontade. Ela era muito dinâmica, e tinha o diferencial para a época. Outros
também exerciam uma liderança, como capitão do time do Everton, o dono do Bar
Cristal (onde bebíamos fiado), que não era do bairro, mas acabou o adotando como
seu. Zé Nogueira (presidente do time, por exemplo, era um líder, uma
pessoa carismática, simpática e amiga).
Há
muitos anos, já eram comuns, os moradores se unirem para lutar por melhorias
para o bairro.
Temos
inúmeras estórias engraçadas e pitorescas, de pessoas que viveram no bairro do São
José, nas décadas passadas. São personagens e fatos que não mais encontram
ambiente de reprodução nos dias atuais.
A
vida relativamente calma daquela época propiciava às pessoas o preenchimento do
seu tempo com conversas, ações e atitudes, nas quais pontilhava o senso de
humor, a presença de espírito, a ironia.
As “rodas de calçada” ou no “banco de
praça” eram o cenário ideal de inúmeras estórias contadas e, muitas vezes,
vividas. A televisão e a informática definitivamente baniram das nossas
dia-a-dia essas conversas e o ambiente para o surgimento de novos personagens.
BAR CRISTAL O POINT DA NOSSA JUVENTUDE
Indiscutivelmente o “point” mais famoso do bairro do São José foi o Bar Cristal, ponto de encontro da galera nas décadas de 70. No período em que esteve sob o comando de Wamberto Pinto Rocha, o Bar era bastante animado.
No Bar Cristal nos finais de semana, logo a partir das dez horas começava a chegada dos habituês, aos poucos iam tomando conta das mesas, e por vota do meio-dia não se conseguia mais uma cadeira. Wamberto e seu irmão João se desdobravam para atender a demanda dos clientes, servido um tira-gosto pra, uma cerveja pra outro, apostados na porrinha.
Depois surgiu o Bar o Bocão. Foi um dos primeiros locais a usar decoração e iluminação próprias das boates, onde a juventude da época podia curtir um “cuba libre” ao som inesquecível dos embalos de sucessos da época.
Recordo que naquele tempo paredes internas do bar eram revestidas com esteiras feitas de fibra do tronco de bananeiras, o que associado a uma iluminação luz negra, dava aspecto agradável, tranqüilo e ao mesmo tempo romântico ao local.
Em dias de festas – natal, ano-novo, São José, jogos e vitorias do Everton, a movimentação se tornava intensa.. Só tive conhecimento de apenas um incidente ocorrido daquele Bar (um vagabundo de fora) mas não com a entre a juventude freqüentadora.
É verdade que naqueles tempos de grana curta, não se podia exagerar, mas sempre se arranjava um jeitinho de curtir um final de tarde naquele que era o melhor ambiente da cidade: o “Bar Cristal” da nossa juventude.
São
figuras que agregavam uma série de detalhes de personalidade que poderiam
constar como personagens de muitos livros. Todos eles são de uma riqueza que as
gerações atuais não fazem a menor idéia. Numa mesma época, o bairro do São José
foi repleto de pessoas ilustres, inteligentes, literatos, historiadores, grandes
atletas, críticos, poliglotas, questionadores, vadios etc.
BAR CRISTAL O POINT DA NOSSA JUVENTUDE
Indiscutivelmente o “point” mais famoso do bairro do São José foi o Bar Cristal, ponto de encontro da galera nas décadas de 70. No período em que esteve sob o comando de Wamberto Pinto Rocha, o Bar era bastante animado.
No Bar Cristal nos finais de semana, logo a partir das dez horas começava a chegada dos habituês, aos poucos iam tomando conta das mesas, e por vota do meio-dia não se conseguia mais uma cadeira. Wamberto e seu irmão João se desdobravam para atender a demanda dos clientes, servido um tira-gosto pra, uma cerveja pra outro, apostados na porrinha.
Depois surgiu o Bar o Bocão. Foi um dos primeiros locais a usar decoração e iluminação próprias das boates, onde a juventude da época podia curtir um “cuba libre” ao som inesquecível dos embalos de sucessos da época.
Recordo que naquele tempo paredes internas do bar eram revestidas com esteiras feitas de fibra do tronco de bananeiras, o que associado a uma iluminação luz negra, dava aspecto agradável, tranqüilo e ao mesmo tempo romântico ao local.
Em dias de festas – natal, ano-novo, São José, jogos e vitorias do Everton, a movimentação se tornava intensa.. Só tive conhecimento de apenas um incidente ocorrido daquele Bar (um vagabundo de fora) mas não com a entre a juventude freqüentadora.
É verdade que naqueles tempos de grana curta, não se podia exagerar, mas sempre se arranjava um jeitinho de curtir um final de tarde naquele que era o melhor ambiente da cidade: o “Bar Cristal” da nossa juventude.
E
o mais grave e triste: estão volatilizando os últimos vestígios desta
verdadeira seleção, com o natural desaparecimento desses personagens e daqueles
que conviveram com eles.
Eram
tempos felizes, nos quais as pessoas viviam com mais espontaneidade,
encontrando satisfação nas coisas simples do cotidiano.
Aliás,
esta tradição de ser um povo espirituoso, ter sempre uma resposta pronta, é
antiga.
Tinha pessoas de aguçada
inteligência, memória privilegiada e grande senso de humor, tinha sempre um
prato feito para animar qualquer reunião. A estas qualidades já citadas,
acrescente-se o grande dom de contar estórias, dando-lhes um sabor todo especial.
FOTOS DE NOSSA JUVENTUDE DE ANTIGAMENTE: