quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CAMPINA GRANDE – UMA CIDADE E A GUERRA MUNDIAL (1937/45)

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Não foi pequena a participação de Campina Grande na História da Paraíba do período 1937/45. A Interventoria Federal foi, inicialmente, ocupada por um seu representante, mediante o que o grupo algodoeiro campinense que encontrava-se no poder.

Alguns Grêmios Recreativos exibiam coleções de livros. Outros lugares de discussão da guerra eram farmácias e cabarés. Entre as primeiras distinguiam-se as Confiança, de Luiz Juvêncio, São José, de Júlio Aprigio, e as de nome Azevedo e Osvaldo Cruz. O cabaré mais famoso da história de Campina – o Eldorado – era freqüentado pela elite da oligarquia algodoeiro-pecuário. Os clientes de extração social mais modesta contentavam-se com as pensões de nome Moderna, de Zefa Triburtino, e de Maria Paulino. O principal hospital da época era o Pedro I.

Entre os clubes sociais pontificavam os Campinense Clube, Ypiranga, na José Tavares, Paulistano Sport Clube, na rua Major Belmiro no bairro do São José, e Éden Clube, na Maciel Pinheiro. Flamengo de José Pinheiro e o “Forrô de Alcatrão” na Liberdade entre outros pequenos clubes.

O Treze Futebol Clube dedicava-se apenas ao futebol cujas disputas se verificavam no antigo campo do Paulistano onde anos após se instalaria a SANBRA.

Duas décadas depois, o futebol já dava sinais de franca popularização em Campina Grande

Fato é que em pouquíssimo tempo o esporte alcançou êxito entre as camadas menos favorecidas da população. Por ser de fácil assimilação, o futebol de pelada era praticado de improviso, com qualquer número de jogadores, mesmo de idades diferentes; uma partida podia ser disputada ao ar livre e com qualquer tempo, com bola de couro, de meia ou de borracha. Assim, numa Campina Grande que crescia rapidamente (com o ciclo do Algodão), o futebol transformava-se em lazer acessível e preferido dos meninos descalços da periferia. O gosto pelo novo esporte fez meninos e rapazes limparem e ocuparem lugares ermos e baldios para a sua prática. Os campos de pelada alastraram-se pela cidade e, sobretudo na periferia, foram surgindo outros clubes que, além da prática do futebol, promoviam rifas, bingos, atividades estas que ajudavam no sustento dos times. Os meninos brincavam pelas ruas, pelos quintais e terrenos vazios do bairro, tendo às mãos pipas, peões, bolinhas de gude, carrinhos de madeira, velocípedes e bicicletas. Muitas vezes reuniam-se nesses espaços públicos para disputarem partidas de futebol, as quais davam o nome de peladas.


Fontes pesquisadas:

·         José Octávio de ARRUDA MELLO na revista Alfarrabio do curso de História da UEPB
·     Livro dos 50 anos do Treze Futebol Clube
·     Arquivos Pessoais
·     "80 anos da historia do Treze futebol Clube" (do escritor Mário Vinicius Carneiro)
  

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