domingo, 21 de agosto de 2011

A História do Campinense Clube

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES


Em 12 de Abril de 1915, vinte e oito pessoas deram origem ao Campinense Clube, era a nata da sociedade de Campina Grande/PB, fundaram como uma sociedade dançante, com o nome de  CAMPINENSE CLUB, que teve como fundadores os senhores: Elias Montenegro, Dino Belo, Antonio Lima, Sebastião Capiba, João Honório, Horácio Cavalcanti, Manoel Colaço, Luiz Soares, Antonio Cavalcanti, César Ribeiro, Valdemar Candeia, Nhô Campos, Sindô Ribeiro, Severino Capiba, Adauto Belo, Basílio Agostinho de Araújo, José Amorim, Tertuliano Souto, Gumercindo Leite, Martiniano Lins, José Aranha, Alberto Saldanha, Acácio de Figueiredo, Arnaldo Albuquerque, Gilberto Leite, José Câmara, Alexandrino e Adauto Melo. Como ainda não contava com sede própria, o novo clube passou a funcionar no Colégio Campinense, cujo diretor Gilberto Leite, um dos fundadores. Estes senhores não  sabiam eles que, mais tarde, o Campinense Clube viria se tornar um dos times mais queridos da Paraíba.

A primeira sede Social
Foi instalada no Colégio Campinense, que era administrada por um de seus fundadores, cujo diretor Gilberto Leite, um dos fundadores.

Escolha do Nome Campinense

Detalhe digno de assinalar foi a escolha do nome do novo sodalício. Reuniões e mais reuniões se sucediam e não se chegava a um acordo. Finalmente, o jovem e brilhante advogado Hortênsio Ribeiro, numa “quente” reunião propôs que o clube passaria a se chamar Campinense. Esse nome retratava tudo, inclusive o bairrismo dos seus fundadores. E obteve votação unânime. O Dr. José Câmara presidiu a diretoria provisória, no entanto, o primeiro presidente eleito no ano seguinte. A posse foi solenizada com um jornal falado, o “Campinense Clube”. A solenidade foi no palco do Cine Teatro Apolo, Rua Maciel Pinheiro, onde era a Livraria Pedrosa ( a velha ). Este grupo de amigos não sabiam eles que, mais tarde, o Campinense Clube viria se tornar um dois times mais queridos da Paraíba.
Nasceu aristocrata. Não por acaso, a CARTOLA foi escolhida como símbolo. Nos seus salões a sociedade vivia o progresso dos áureos tempos. A majestosa sede da Praça Antônio Pessoa era palco de eventos importantes, onde desfilavam atrações nacionais do universo artístico e político. Ser sócio do CAMPINENSE CLUBE era símbolo na época, de status e escalada social. E foi do quadro de sócios a origem da idéia de criação de um departamento de esportes para jovens adeptos, principalmente do futebol.

Como nasceu o futebol no Campinense

O então presidente do Campinense, Arnaldo Albuquerque (No rastro do América e motivado pelo crescente interesse dos jovens na época pelo jogo de bola, a diretoria do Campinense Clube (clube social fundado em 1915), fundou o departamento de esportes (1917) e criou o primeiro time de futebol do clube para a prática entre seus associados  e adeptos do novo esporte.  

Para concretizar este projeto, a diretoria rubro-negra aproveitou o entusiasmo de alguns sócios que já praticavam futebol. Alguns eram integrantes dos quadros do América. Outros não sócios também foram convidados para auxiliar na formação do time, entre eles Antônio Fernandes Bióca.

                            Primeira equipe do Campinense

Para a formação da primeira equipe, alguns sócios do clube que atuavam no América e demais clubes da cidade, migraram para a formação do novo time.


A adesão do Campinense ao Futebol aconteceu em 1917 e durou até 1920, quando os sócios da época criaram a seção esportiva do clube. Como a equipe era considerada  “causadora de confusões”  e por ordem do bacharel de justiça, Drº. Severino Procópio (que era um dos diretores do clube) e o presidente Arnaldo Albuquerque Cavalcanti decidiram banir a prática do esporte nos quadros do clube,  as atividades do futebol foram extintas

Divergências e Rivalidades

Divergências entre Bióca e alguns membros do clube culminou na exclusão dele da fundação do time rubro-negro. Ressentido, Bióca retomou suas atividades no América. O clube americano passou a rivalizar dentro e fora de campo contra a equipe do Campinense. Não tardou para América x Campinense se tornar a partida de maior rivalidade da cidade, confronto tão acirrado que acabava decidido nas mesas da delegacia. Em 1920, a rivalidade acabou gerando uma morte por esfaqueamento entre os torcedores. Como punição, o time do Campinense foi dissolvido por sua diretoria, extinguindo o clássico entre alvinegros e rubro-negros, porém, os ressentimentos prevaleceram e muitos ex-jogadores do Campinense passaram a integrar as equipes do Ypirang, Palestra e Comerciários.

Rivalidades - Tradicionalmente, a partir da política, tudo na cidade desenvolvia-se com intensa rivalidade e, assim no futebol, pela própria natureza desse esporte, não poderia ser diferente. O grande rival da equipe de futebol do Campinense era o Clube América e no dia em que os dois pelejavam era briga certa, como diz a expressão popular: o cacete comia no centro entre as duas torcidas. Não raramente o que inicialmente era uma disputa com a bola terminava na bala.

As rivalidades pessoais acabaram decididas dentro das quatro linhas e o confronto entre América e Campinense ganhou rapidamente condição de clássico. O jogo entre alvinegros e rubro-negros se tornou tão tenso que as duas equipes passaram a brigar durante e após as partidas, resultando na morte de um torcedor durante um dos confrontos.

O problema ficou tão sério que a diretoria cartola resolveu acabar oficialmente com o time de futebol (1919). Preocupados em garantir seu prestigio de clube social, a diretoria do Campinense decidiu fechar o departamento de futebol em 1921, pondo fim a rivalidade. Muitas divergências entre os membros durante a formação acabaram gerando atritos pessoais e parte dos jogadores que migraram para o Campinense, retornaram magoados para o América.
A extinção do  Futebol do Campinense

No entanto, em 1920, a diretoria (Preocupados em garantir seu prestigio de clube social, a diretoria do Campinense decidiu fechar o departamento de futebol em 1921, pondo fim a rivalidade), apoiada pelo bacharel Severino Procópio, decidiu desativar o departamento, devido a uma série de incidentes e brigas após as partidas.

A Volta do Futebol

Trinta e cinco anos depois (1954), quando o saudoso médico Gilvan Barbosa assumiu a nova diretoria do Campinense Clube, contando com a ajuda de muitos sócios, entre eles Wilson Leitão, Evaldo Cruz, Washington Morais, Miro Herculano, Souto Filho, Wilson Rodrigues e vários outros, tomaram a iniciativa de suspender a norma que estava em vigor desde de 1919, restaurando a prática do futebol nos quadros do clube. Assim, em seção de 12 de março de 1954 do Campinense Clube, ficou fundado o departamento esportivo do Campinense sob a denominação de "Centro Esportivo Campinense Clube".

O C.E.C.C., supervisionado pela diretoria e às expensas do clube, teria por finalidade incentivar a prática de esportes como futebol, basquete, voley, tênis, ping-pong etc, entre seus associados em pleno gozo de seus direitos e seus filhos menores. No ano seguinte (1955) foi inscrito o primeiro time de futebol da Raposa em uma competição oficial, pela liga campinense de futebol.

Inicialmente a equipe funcionaria de forma amadora, apenas para o lazer dos associados. No mês de julho, o segundo time de futebol do Campinense travou uma batalha contra o Ferroviário do bairro da Liberdade. A estréia foi marcada por grande equilíbrio por parte dos esquadrões, era assim que se chamavam os times que se enfrentavam na época, terminando a partida empatada sem abertura do marcador.

Em 13 de março de 1958, os dirigentes e alguns associados do Campinense discutiram a probabilidade da profissionalização da equipe amadora de futebol do clube, pois o esquadrão tinha conquistado os três últimos vice-campeonatos da cidade (1955/1956/1957). Neste momento, havia uma grande expectativa em criar uma equipe de futebol capaz de competir de igual para igual com o Treze.

Os atletas começaram a chegar (1958) para reforçar o quadro de jogadores do clube. As primeiras contratações do Campinense foram o goleiro Josil e o meio-esquerda Bruno. Seguiu-se uma série de contratações: o meia-direita Tim, o centro-médio Jaime, do Esporte, e o apoiador Zito, que atuava na cidade de Patos. A equipe também contava com nomes conhecidos como Marinho, Eudes, Paulo, Gilvandro, Murilo, ex-atletas do Guarany, do Senhor Elias Mota, principal equipe de futebol amadora dos anos 50 da cidade de Campina Grande. O primeiro artilheiro do Campinense foi Miro Chapeado. A média salarial de tão brilhantes profissionais girava em torno de mil cruzeiros por mês. A partir de 1960, passou a disputar o Campeonato Paraibano de Futebol. Neste mesmo ano conquistou o primeiro título estadual. A vitória abriu a série do hexacampeonato estadual, feito inédito e até hoje não repetido pelos clubes paraibanos.

Em 1961, foi a primeira equipe do Estado a participar de uma competição nacional, a Taça Brasil. Repetindo o feito em 1971, quando disputou a Série B do Campeonato Brasileiro. Em 1972, conquistou o vice-campeonato nacional da Segunda Divisão, o maior feito de um clube paraibano na história do futebol brasileiro. Também conseguiu, em 1975, ser a primeira equipe paraibana na Série A do Campeonato Brasileiro.

Somente em 1954 foi que o médico Gilvan Barbosa conseguiu convencer os conselheiros a reativar o futebol para os sócios. Em 1958, o Campinense profissionalizou-se e, somente a partir de 1960, passou a disputar o Campeonato Paraibano de Futebol, com a conquista do primeiro campeonato, que abriu a série do hexa-campeonato estadual, feito inédito e até hoje, não repetido pelos clubes paraibanos.
No ano de 1919, para dar opção desportiva a seus associados, o clube institui a prática do futebol. Mas por ordem do bacharel de justiça, Drº. Severino Procópio (que era um dos diretores do clube), as atividades do futebol foram extintas.

A Espera
Trinta e cinco anos depois (1954), quando o saudoso médico Gilvan Barbosa assumiu a nova diretoria do Campinense Clube, contando com a ajuda de muitos sócios, entre eles Wilson Leitão, Evaldo Cruz, Washington Morais, Miro Herculano, Souto Filho, Wilson Rodrigues e vários outros, tomaram a iniciativa de suspender a norma que estava em vigor desde de 1919, restaurando a prática do futebol nos quadros do clube. Assim, em seção de 12 de março de 1954 do Campinense Clube, ficou fundado o departamento esportivo do Campinense sob a denominação de "Centro Esportivo Campinense Clube".

O C.E.C.C., supervisionado pela diretoria e às expensas do clube, teria por finalidade incentivar a prática de esportes como futebol, basquete, voley, tênis, ping-pong etc, entre seus associados em pleno gozo de seus direitos e seus filhos menores. No ano seguinte (1955) foi inscrito o primeiro time de futebol da Raposa em uma competição oficial, pela liga campinense de futebol.

Inicialmente a equipe funcionaria de forma amadora, apenas para o lazer dos associados. No mês de julho, o segundo time de futebol do Campinense travou uma batalha contra o Ferroviário do bairro da Liberdade. A estréia foi marcada por grande equilíbrio por parte dos esquadrões, era assim que se chamavam os times que se enfrentavam na época, terminando a partida empatada sem abertura do marcador.

Em 13 de março de 1958, os dirigentes e alguns associados do Campinense discutiram a probabilidade da profissionalização da equipe amadora de futebol do clube, pois o esquadrão tinha conquistado os três últimos vice-campeonatos da cidade (1955/1956/1957). Neste momento, havia uma grande expectativa em criar uma equipe de futebol capaz de competir de igual para igual com o Treze.

Os atletas começaram a chegar (1958) para reforçar o quadro de jogadores do clube. As primeiras contratações do Campinense foram o goleiro Josil e o meio-esquerda Bruno. Seguiu-se uma série de contratações: o meia-direita Tim, o centro-médio Jaime, do Esporte, e o apoiador Zito, que atuava na cidade de Patos. A equipe também contava com nomes conhecidos como Marinho, Eudes, Paulo, Gilvandro, Murilo, ex-atletas do Guarany, do Senhor Elias Mota, principal equipe de futebol amadora dos anos 50 da cidade de Campina Grande. O primeiro artilheiro do Campinense foi Miro. A média salarial de tão brilhantes profissionais girava em torno de mil cruzeiros por mês. A partir de 1960, passou a disputar o Campeonato Paraibano de Futebol. Neste mesmo ano conquistou o primeiro título estadual. A vitória abriu a série do hexacampeonato estadual, feito inédito e até hoje não repetido pelos clubes paraibanos.

Em 1961, foi a primeira equipe do Estado a participar de uma competição nacional, a Taça Brasil. Repetindo o feito em 1971, quando disputou a Série B do Campeonato Brasileiro. Em 1972, conquistou o vice-campeonato nacional da Segunda Divisão, o maior feito de um clube paraibano na história do futebol brasileiro. Também conseguiu, em 1975, ser a primeira equipe paraibana na Série A do Campeonato Brasileiro.

O Campinense Clube é considerado um dos maiores clubes de futebol do estado, possuindo sua sede social em Campina Grande, no bairro da Bela Vista, onde já foi construído seu centro de treinamento, ou seja, o estádio Renatão. Carinhosamente chamada pela imprensa paraibana de "Equipe Cartola", o Campinense consegue agregar a juventude com os mais veteranos em seus quadros. As categorias de base do time tem servido de espelho para grandes clubes.

Pelo time já passaram grandes nomes do cenário esportivo estadual e nacional, a exemplo de Pedrinho Cangula, Gabriel, Rinaldo Fernandes, Marcelinho Paraíba e Beto, estes dois últimos ainda em atividades no futebol, com passagens por grandes times do Brasil e do exterior.
Único hexacampeão da Paraíba
Dos títulos estaduais que coleciona, o mais importante foi conquistado em 1965. A vitória diante do Botafogo (1x0) deu aos rubro-negros o hexacampeonato. O Campinense chegou à grande final após humilhar o Auto Esporte (6x2) e o 5 de Agosto (8x0). O único adversário que poderia estragar a festa era o Botafogo. Foi justamente contra ele que o rubro-negro decidiu a melhor de três, O "Belo" tinha conquistado o primeiro turno enquanto o Campinense o segundo. Na primeira partida a raposa sagrou-se vitoriosa por 1x0, gol de Debinha.

No segundo confronto, no estádio da Graça, em João Pessoa, um disputado 0x0. Na terceira e última partida, o Plínio Lemos estava lotado e a partida disputadíssima. O Botafogo havia erguido um sistema defensivo duro de ser batido. O goleiro botafoguense estava firme no jogo, defendia tudo, foi quando Debinha após receber um lançamento perfeito de Ireno, dominou a bola no peito e após livra-se do zagueiro fuzilou a meia altura marcando o gol do hexacampeonato. Dudinha; Janca, Zé Preto, Ticarlos, Gilvan, Simplicio, Zezito, Paulinho, Ireno, Tonho Zeca e Debinha foram os grandes nomes daquele inesquecível título.

 História das Sedes
 
Desde sua fundação, o Campinense Clube já "morou em quatro residências". A história destas quatro sedes é o retrato vivo de um clube em constante desenvolvimento. A primeira delas foi uma sede provisória, instalada nas dependências do Colégio Campinense.

O crescimento da cidade, a sua transformação em um importante centro comercial e sua grande evolução social, permitiu que logo se construísse sua sede própria. Um verdadeiro palacete segundo os registros sociais da época. Situava-se ao lado do prédio onde funcionou a antiga Associação dos Moços Católicos e depois a Faculdade de Filosofia, fazendo esquina com a rua Afonso Campos. Este prédio infelizmente não existe mais.

No início da década de trinta, com o constante crescimento do número de sócios, o espaço tornou-se insuficiente para abrigar tamanha quantidade de freqüentadores. Iniciou-se a luta pela construção de uma terceira sede. Nesta empreitada histórica destacou-se o nome do Sr. César Ribeiro, que é de conhecimento geral que graças ao seu empenho e seu amor ao clube, a construção de um novo e amplo edifício logo seria iniciada (1933), em um terreno na Praça Coronel Antônio Pessoa, obra orçada em 100 contos de réis.

O então prefeito da cidade e sócio do clube, Pereira Diniz, que mandara demolir o prédio da Cadeia Velha, situada na hoje Praça Clementino Procópio, doou todo o material resultante da derrubada daquele prédio para a construção da nova sede social. Com 43 contos de réis em dinheiro arrecadados inicialmente de doações dos sócios foi iniciada a edificação que seria inaugurada em 22 de fevereiro de 1936, um sábado de carnaval. Este histórico prédio ainda existe, embora muito modificado internamente pelos novos e sucessivos proprietários. Sua venda até hoje não é consenso entre muitos dos autênticos rubro-negros.

No início da década de 60, o palácio da Antônio Pessoa, tornou-se novamente pequeno para abrigar todo o sodalício rubro-negro. O então presidente Edvaldo do Ó adquiriu uma estratégica área na Rua Rodrigues Alves, no Alto da Bela Vista, na qual construiu um belo espaço dançante para os sócios do clube, o qual ficou famosa por mais de duas décadas com a "Boite Cartola". O presidente seguinte, o bem-sucedido empresário e dirigente futebolista da história campinense, Lamir Mota (foto ao lado), iniciou a construção do Ginásio César Ribeiro, dando aspectos definitivos como a nova e, portanto, quarta sede social do clube. Títulos patrimoniais foram lançados e a campanha teve o êxito previsto, e o prédio do ginásio esportivo foi concluído (1965).

O novo presidente, Paulo Pires, iniciou a construção do Parque Aquático, continuada pelo seu sucessor, Ermírio Leite, e concluída (1973) pelo presidente Maurício Almeida. Este parque aquático, trouxe lazer por mais de vinte anos para os abnegados sócios e seus familiares, que tanto se divertiram nas suas piscinas e usufruindo do serviço de bar ao lado das mesmas, especialmente nas manhãs de domingos e feriados.

Este significativo patrimônio de edificações, que foi iniciado por pouco mais de 20 sócios nos idos de 1915 e que chegou a ser integrado por mais 2 mil contribuintes no início dos anos 80, foi completamente demolido (caso do parque aquático) ou abandonado e sem condições de uso e quase irrecuperável (caso do ginásio) ou ainda tristemente depredado (boate cartola), em conseqüências de seguidas administrações desastrosas e irresponsáveis, promovendo esta catástrofe na história dos verdadeiros "raposeiros". Em 2003 o clube tinha cerca de 40 associados que contribuiam regularmente e que conviviam com a esperança de dias melhores para o Campinense Clube.

A volta por cima

A partir de 2006, com a inauguração do Estádio Renatão, e a consequente subida da Série C de 2008 para à Série B em 2009, o clube passa a viver dias de glórias, esperanças e conquistas para o futebol da Paraíba.
Sede Social Desde - A primeira sede do Campinense foi uma sede provisória, instalada nas dependências do Colégio Campinense. O crescimento da cidade, a sua transformação em um importante centro comercial e sua grande evolução social, permitiu que logo se construísse sua sede própria. Um verdadeiro palacete segundo os registro sociais da época. Situava-se ao lado do prédio onde funcionou a antiga Associação dos Moços Católicos e depois a Faculdade de Filosofia, fazendo esquina com a rua Afonso Campos. Este prédio infelizmente não existe mais. No início da década de trinta, com o constante crescimento do número de sócios, o espaço tornou-se insuficiente para abrigar tamanha quantidade de frequentadores. Iniciou-se a luta pela construção de outra Sede Social.  Nesta empreitada histórica destacou-se o nome do Sr. César Ribeiro, que  graças ao seu empenho e seu amor ao clube, a construção de um novo e amplo edifício logo seria iniciada (1933), em um terreno na Praça Coronel Antônio Pessoa, obra orçada em 100 contos de réis.O então prefeito da cidade e sócio do clube, Pereira Diniz, que mandara demolir o prédio da Cadeia Velha, situada na hoje Praça Clementino Procópio, doou todo o material resultante da derrubada daquele prédio para a construção da nova sede social. Com 43 contos de réis em dinheiro arrecadados inicialmente de doações dos sócios foi iniciada a edificação que seria inaugurada em 22 de Fevereiro de 1936, um sábado de Carnaval. Este histórico prédio ainda existe, embora muito modificado internamente pelos novos e sucessivos proprietários. Sua venda até hoje não é consenso entre muitos dos autênticos rubro-negros .

Nasceu aristocrata. Não por acaso, a CARTOLA foi escolhida como símbolo. Nos seus salões a sociedade vivia o progresso dos áureos tempos. A majestosa sede da Praça Antônio Pessoa era palco de eventos importantes, onde desfilavam atrações nacionais do universo artístico e político. Ser sócio do CAMPINENSE CLUBE era símbolo na época, de status e escalada social. E foi do quadro de sócios a origem da idéia de criação de um departamento de esportes para jovens adeptos, principalmente do futebol. Com o passar dos anos a resistência contra a participação do CAMPINENSE em competições oficiais cedia espaço para a determinação do Dr.Gilvan Barbosa em profissionalizar o Clube no final da década de 50. A CARTOLA e a BOLA.
Mistura maravilhosa, que aproximava os salões imponentes com os gramados de Zé Pinheiro. Dali em diante, pobres e ricos, associados em paixão, sofrimento e alegria, compartilhariam suas devoções as cores rubro-negras. Animal astuto, sagaz e tendo ave como prato preferido, a RAPOSA foi imediatamente escolhida como mascote do Time. As conquistas seguidas multiplicavam os adeptos. Títulos inéditos, marcas insuperáveis, ídolos inesquecíveis, transformavam paixão em amor infinito. Agora já de muitos, de milhares...


Fontes: Site do Campinense
Agora Esportes
Site Futebol do Nordeste
Fonte
Acervo: Jornalista Júlio César, publicado no “agora esportes”
Fonte das Informações: www.clicpersonal.com.br/campinenseclube.com.br/historia_sedes.shtml
Pesquisas realizadas por Sidney Barbosa da Silva
Página adicionada em 16 de Dezembro de 2008.



2 comentários:

Jurayanne disse...

Que História a do Campinense!! Esse Blog é CULTURA esportiva em grande classe. Tenho até uma simpatia pelo clube agora. rsrsrs. Parabéns Jobão.

Welson Marques disse...

Muito bom conhecer a história do meu time de coração. Obrigada Jóbedis. Agora posso Falar com mais conhecimento sobre meu timão. Campinense clube.

Postar um comentário