sábado, 22 de junho de 2013

DE VOLTA PARA A SAUDADE - ANOS 60 E 70

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES

Escrevo regularmente neste  espaço algumas crónicas que descreviam os principais eventos que presenciei em décadas passadas em Campina Grande. É a minha vida, mas também é o retrato de uma época. 

Alguns amigos ajudaram-me com algumas fotos nessa tarefa e este espaço estará sempre aberto a novas partilhas. Muitas histórias e crónicas daquilo que eu queria ter contado ainda não terminaram  e continuará a ser contada para ser eternizadas no Museu para sempre.

A década de 60 e 70 ficou muito presente dentro de mim e não sai da minha lembrança. Com os meus 16  anos de idade, aluno do Colégio Estadual da Prata. No ano de 1970  já era atleta de varias modalidades no esporte e participava de tudo, que era organizado pelo meu  querido colégio.

Ali nós realizávamos os treinamentos para jogar os jogos colegiais da cidade, que eram muito concorridas pelos alunos, com treinamentos de atletismo e de handebol, futebol de campo e de salão, basquete, tanto masculino como feminino. O feminino sim era atração, porque além de tudo era um desfile de alunas maravilhosas, para não dizer mais. 

Nesta foto: Fernando Canguru, Alex Lelis, Jobedis, e Marconi  ostentamos as nossa medalhas.

O diretor, Dr: Assis Martins, parecia muito durão, mas era só aparência, pois ele sabia como controlar os alunos mais exaltados ou bagunceiros mesmo, turma da qual eu fazia parte.


No meu dia-a-dia além de esportes, gostava de música, ouvia sempre rádio e não perdia um assustados (nós invadíamos as casas alheias, sem nos preocuparmos com a cara feia dos seus donos)e festas nos clubes sociais   de nossa cidade desta  época. Gostava tambem de brincar o canaval junto aos amigos do bairro conforme fotos de um carnaval na AABB. Nesta foto vemos: Wallace (I.M), Jobedis, Naldo, Hermani e Lula (I.MM


Cada ano que passa vamos somando particularidades em nossas vidas. As vezes são coisas marcantes, outras vezes são apenas gestos, palavras, músicas, olhares, costumes, fotos, ... enfim,   o nosso dia-a-dia que parece não ter importância alguma. Como é bom fazer o correto no presente, pois sempre teremos algo para recordar no futuro. Quanto mais velho ficamos percebemos como todas estas coisas fazem parte de nossas vidas e se trouxer coisas boas, isto será saudade.

Foi nesta época que a nossa cidade, Campina Grande estava com um interventor Federal o Luiz Mota Filho e revolucionou a cidade com obras de  asfalto nas principais avenidas, especialmente no bairro do São José onde eu morava. O primeiro asfalto foi da Rua Lino Gomes até a Praça do Trabalho.

Nesta época o homem pisaria na lua, o Brasil seria campeão em 1970, o som das radiolas, tertúlias, serenatas, as primeiras paixões, as primeiras músicas e poesias. Imagine tudo isso acontecendo na nossa cidade.

Enfim, era uma forma diferente de entretenimento na vida simples de nossa galera. É verdade! Como não podemos congelar o tempo e nem reviver os bons tempos idos, pelo menos, temos o pensamento que nos transporta e as imagens como registro do que aconteceu de bom no nosso passado.

Os tempos passaram, me formei e eu optei por  morar em nossa cidade mas em outro bairro, no ano de 1980, onde estou até hoje. Aqui constitui família. Vou ao meu bairro do São José pelo menos a cada duass semanas visitar os familiares e amigos que deixei com muitas saudades e que me recebem com muita festa e muita cerveja também.

Tenho saudades de tudo que deixei, por isso acompanho diariamente, através da internet (facebook, MSN, Twitter etc) tudo o que acontece no nosso querido bairro, além de falar via redes sociais com os familiares e amigos, muitos deles morando em outros recantos do Brasil e do mundo, Ainda bato papos com os  que moram em nossa cidade  que se reúnem todo o final de semana ou no Calçadão  da Cardoso Vieira (na foto Sabara, Jobedis, Glauco e Jorio), em algum boteco da cidade, ou na casa de meu irmão Hérmani para tomar umas e outras com outros irmãos e familiares.


Acredito que tenha contado pelo menos um pedaço da minha história e algumas  recordações de alguns amigos.

Abraços a todos os conterrâneos.


Um comentário:

Anônimo disse...

Jobão amigo meu irmão...são "pedaços" de vc, da sua e da nossa felicidade...ver vc feliz, a gente tb fica feliz.
A saudade fica mais bonita, abs

Jonas didi

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