quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

PORTEIRA DO TÚNEL DO TEMPO PARA O FUTEBOL DE PELADA DE CAMPINA GRANDE

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES


Vamos abrir a porteira do túnel do tempo para o passado do futebol de pelada de e Campina Grande. A geração de agora ironiza lembranças encharcadas de saudosismo, dos tempos idos, alguns são filhos de antigos atletas de nossa cidade e muitos não sabem as jornadas esportivas de seus pais ou parentes e nunca perceberam que guardam tesouros no fundo do baú de suas casas que são parte da memória esportiva de nossa cidade. 

Só então descobrirão a alegria de poderem dizer “meu pai fez isto e aquilo no esporte de Campina Grande no passado” ou “ele estava lá”. Claro, algumas fotos e lembranças são de uso e gosto pessoal, intimas. Falo das outras que formam a base da memória coletiva que fazem parte de um projeto com mais gente na garupa. Devem ser compartilhadas de parte a parte, mais ou menos como os guris trocam figurinhas para completar seus álbuns. É até obrigação. 

Os antigos moradores de Campina Grande do passado podem não ter muito em comum para conversar, até alguém lembrar um jogador com apelido de Nego Bé. Em segundos uma explosão de lances geniais de “Nego Bé”, com ou sem bola, revelará uma amizade íntima de que nunca desconfiaram antes. 

O mundo mágico do futebol se abre instantaneamente, à simples menção do nome de um jogador ou de um clube. Ates de Jogar no Santos de Pelé Nego Bé segundo dizem os mais antigos presenteou um futebol mais inteligente e bonito ainda vivo em em suas retinas. Não é só isso. Como em um filme, rodopia o carrossel das emoções que vivíamos as aventuras, as amizades, os sonhos. Tendo campo do Bordeu ou o do Colégio Estadual da Prata de então como cenário. Depois Bé jogou no Treze Futebol Clube e no Sport Clube do Recife. 

O futebol no meu tempo azia girar o carrossel e montados nele pintávamos a visão que tínhamos de nós mesmos e dos outros. O futebol nos “amansou”. Garotões tinhosos que éramos dentro e fora do campo. Nós e toda uma geração. Foi uma escola de vida que completava as lições de casa e do Colégio. Era o fecho de nossa identidade, a certeza de pertencimento a uma comunidade, a uma cidade, a uma sociedade. Independente de clubes, éramos e somos gratos a quem fazia o carrossel girar, mesmo sem nunca trocarmos uma palavra. 

O futebol nos igualava na tristeza e na alegria. Certo, aceito que foi assim porque era o jeito de as coisas acontecerem. Outra época, outro jeito, de pleno acordo. Só me pergunto o que aconteceu? – melhor o que não aconteceu com a geração que veio depois, quando o futebol se refugiou nas canchas (quadras) de futsal??. 

Nesta época de hoje o futebol de campo está quase morto em nossa cidade . Quase não existem campos e times de futebol. Em certa passagem ´por alguns bairro de nossa cidade perguntei por antigos times e muitos foram extintos, uma perda trágica para o encontro da cidade consigo mesma. 

Eles se fora e por que? e até hoje tateio em busca da resposta. Só fico torcendo para que os garotões que nos sucederam tenham encontrado outro modo de serem felizes como nós fomos em volta de uma bola.

Eles se foram e por que? e até hoje tateio em busca da resposta. Só fico torcendo para que os garotões que nos sucederam tenham encontrado outro modo de serem felizes como nós fomos em volta de uma bola.

ALGUNS TIMES INESQUECÍVEIS EXTINTOS DE NOSSA CIDADE:















2 comentários:

Wilson Dinis (wilson cabeção) disse...

Pela sua capacidade de narrar a história de uma cidade, de jovens que faziam de um pequeno espaço da rua um Macaranã, eu particularmente, agradeço sua contribuição para cultura. Se eu estivesse em Campina Grande, com o mesmo espaço político que conquistei no Rio, com certeza você estaria no comando de alguma pasta ligado ao esporte ou cultura. Ser de esquerda no espectro político é saber fazer leitura do social com sensibilidade humana. Isso eu percebo que você tem. Parabéns, . de Wilson Diniz, economista, analista político do jornal O Dia, assessor do vice-governador e professor.

Osvaldo Pereira Vadinho disse...

O ínicio de uma jornada vitoriosa em nosso futebol amador.Bate uma saudade maior ao rever colegas de antão. Dos que se ausentaram mais cedos e daqueles que o cotidiano dificulta a convivência.Jobão, valeu!!!

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