segunda-feira, 8 de abril de 2013

CANTINHO DA SAUDADE - ZÉ IRENO

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES


Continuando com a memória do esporte de Campina Grande vamos comentar a vida futebolística de Zé Ireno, o inesquecível e vigoroso atacante que marcou na história do futebol profissional da nossa cidade. No Museu procuro enaltecer pessoas que tiveram grande importância dentro do esporte de Campina Grande na minha ótica, faço de coração pois muitas vezes acompanhei de perto a história destas pessoas e nada mais justo de se fazer as homenagem, não importando o tamanho de sua contribuição ao nosso esporte, ou a camisa que vestiu se foi ou não jogadores do Treze, Campinense ou outro qualquer todos tem sua importância no contexto esportivo e merecedores de elogios.


Ze Ireno era de Natal/ RN que ainda jovem chegou a nossa cidade disposto a fazer história. Por ser baixo e  inquieto com a bola e de grande rapidez o Zé Ireno se consagrou na raposa sendo um dos grandes jogadores na conquista do hexa campeão na década de 60.


O craque surgiu no bairro das Rocas em Natal/RN. Na década de 60 foi considerado um dos melhores atacantes do futebol do Nordeste. Na época atuou nas equipes do Globo, América, Ferroviário e Campinense (PB). No auge da carreira foi um dos componentes de um dos melhores meio de campo do futebol do Nordeste, formado por: Tonho Zeca, Araponga e Zé Ireno. Até hoje, permanece na memória dos torcedores Paraibanos.


Disciplinado, ninguém se lembra de tê-lo visto ser expulso por algum árbitro. Nem mesmo advertido pelo cartão amarelo. Tampouco vibrava com os  bonitos gols que fazia. Começou nas Rocas, e sua carreira não foi das mais movimentadas. Começou no Globo, depois Campinense Clube/PB, onde fez grande sucesso, ganhando alguns  títulos estaduais, EC  Bahia, ABC, América e novamente o Ferroviário, em 73. 

José Ireno, nome simples de um craque simples, de vida simples, com passagem  no futebol do Rio Grande do Norte. No dia 16/05/13/, se estivesse vivo vivo completaria setenta e três anos. Zé Ireno despediu-se do mundo. Do futebol, já havia se  despedido no final de 73, jogando pelo Ferroviário/RN, sua última camisa, quando parou de jogar. E, pelo visto, tratou muito cedo de esquecer o tempo que perdeu chutando uma bola de couro. A prova é que, nunca mais ninguém o viu num estádio. Um dos últimos serviços na tentativa de sobreviver era vendendo bebida e tira-gosto num pequeno quiosque  próximo à Assembléia Legislativa, no centro da cidade. Detestava conversar sobre futebol. “Hoje, só jogam por muito dinheiro”, repetia sempre. Chegou a tentar uma pequena marcenaria, ofício sobre o qual tinha algum a experiência. Chegado à bebida, a cirrose acabou fazendo  mais uma vítima. 

Já passando dos 67 anos, com problemas devido o vício da bebida, vivia caladão e isolado. Numa segunda-feira de 2012 no mês de maio  faleceu aos 68 anos. Morreu pobre, provavelmente até mesmo sem uma aposentadoria, pois na vida só  aprendeu mesmo a jogar bola quando jovem. 

Com certeza Zé Ireno foi um vencedor e um herói para quem o conheceu, e só temos que elogiar e agradecer por tudo que fez em prol do esporte da nossa cidade e a imagem positiva que sempre esteve vinculada ao seu trabalho.


Descanse em paz amigo. 


Algumas fotos do craque no seu tempo de atleta:




 




 






Fonte Pesquisada:

Tribuna do Norte
RHCG
Diario da Borborema



Um comentário:

Helio Carlos Honório disse...

Grande Jobedis,

Seu trabalho de resgate da história do futebol de Campina Grande como um todo destacando os pequenos gigantes é importante demais. Parabéns, cara, muito bom mesmo. Belíssimo post! Valeeeu!!!

Abração
Helio Carlos Honório

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