quinta-feira, 9 de maio de 2013

ANOS 70 - ANOS INESQUECIVÉIS

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES




Lá pelo começo da década de 70  em  Campina Grande ia começar o Campeonato suburbano da cidade  com quase todos os bairros com seus representantes, o povo disputava lugar na beira do campo para acompanhar o campeonato. Todos bairros tinha seus times, a rivalidade era imensa. Algumas equipes marcaram época: Botafogo, Oriente, Comércio, Auto Esporte, Grêmio, Humaitá, Cenourinha, Leão, Têxtil, Olaria do Catolé, Estudantes, Guarani entre outros.

Uma equipe melhor que a outra. Ninguém arriscava dizer quem ia levantar o caneco. Pois, lá em Maio de 1971, os boleiros e os torcedores da cidade ficaram de queixo caído, surpresos, com a campanha do Everton Esporte Clube. A equipe que tinha alguns jogadores veteranos que já não rendiam o suficiente (foram substituídos por alguns jogadores mais jovens) deixou de ser coadjuvante e se tornou campeão campinense de forma invicta.

A decisão foi no Estádio Plínio Lemos. E o rubro Verde do Bairro do São José sobrou em campo: Na decisão do campeonato com apenas os representantes campeões de seus grupos de numero de 20 o Everton foi eliminando todos os seus componentes e meteu 3 a 1 no favoritíssimo Botafogo da Liberdade ( conforme foto histórica abaixo):
Revelou um grande treinador: “Fuba Vei” e, que mais tarde faria outras campanhas vitoriosa como técnico nas conquistas de 73 e de 87.

                           Everton Bi Campeão 1973
                             Everton Tri Campeão 1987 

Quando o time ficou famoso, atropelando os adversários na década de 70, os torcedores apaixonados se encontravam no Bar Cristal do Wamberto Pinto Rocha. De lá, a galera saía para acompanhar partidas em campos da cidade toda. Os atletas viajavam de ônibus ou de carona.

O desafio de conquistar a Paraíba - Depois de tiradas todas as dúvidas de quem é o melhor time amador de Campina Grande, o Everton partia para a conquista da Paraiba. O primeiro desafio é em Alagoa Grande, onde o glorioso rubro-verde enfrentaria a equipe local,  que era a atual campeã paraibana de Seleções. Essa primeira jornada, apesar de não ser das mais fáceis, foi vencida pelo Everton por 3x2.

Os Artistas da Bola -  O futebol entre nós era um jogo bonito, agradável, artístico e bem a gosto da alma sonhadora do brasileiro. E naquela época, a cidade de Campina Grande possuía um das maiores equipes amadora de todos os tempos da cidade. Nele estava o futebol inteligente, habilidoso e técnico. O time era realmente maravilhoso com a bola nos pés. A maioria jogando pelo Everton e pela seleção Universitária,  eles faziam  coisas que somente os  craques podem fazer. Durante muitos anos se mantiveram nesta condição com a mesma eficiência. Muitos foram os convites para deixar o Everton e jogar nos grandes clubes da Paraíba  e, até mesmo, em famosas agremiações de outros Estados. Certa vez, quase todo time do Everton foram chamados para o Treze (Son, Fernando, Jobedis, nenê, João Batista entre outros), na época, O Treze era um  time cheio de grandes jogadores. João Batista, Son e Fernando ficaram jogando no Treze. Jóbedis desistiu e foi jogar no Campinense (que pagava sua faculdade e lhe dava um bom salário). Ainda hoje não se arrepende da grande oportunidade que deixou de aproveitar.

O Everton era imbatível: "Ficamos sem adversário" -  Os grandes adversários do Everton foram alguns clubes de Campina mesmo, como o Têxtil, Guarani, Leão, Botafogo, Olaria do Catolé, Estudantes, Linense entre outros. Nessa época o Everton  era praticamente imbatível, e o entusiasmo logicamente era cada vez maior; nós percebíamos que os demais clubes ao contrário, se desanimavam e em pouco tempo acabavam por não convidar o Everton para o confronto. Então nós não tínhamos mais adversários que pudéssemos enfrentar, fomos obrigados a viajar para outras cidades para jogar e nestes dias nestas cidades era uma verdadeira festa, havia até banda de música e carro de som fazendo propaganda do acontecimento. Crescíamos mais e mais a cada jogo.

Na temporada 1973 o time jogou 45 vezes e não perdeu nenhuma partida – (Isso sem contar uma partida extra em Itaporanga, representando uma seleção Universitária).

Era um tempo diferente. A cidade se identificava com os times amadores. Tinha até os sócios voluntário e alguns desportistas  que doava dinheiro todo mês para comprar jogos de camisa, bolas, chuteiras.

O Everton  representava o bairro do São José. “ Era  um time bom e orgulho para a comunidade, fala Jose Nogueira Sobrinho o Ze Menonca, um senhor de 68 anos, que presidiu a equipe na temporada vencedora.

E entre as raridades também existe, algumas fotos e recortes de jornais homenageando o nosso time pelas conquistas conforme recortes em anexos.

De fato, o homem foi muito importante. Além de fundar e oferecer seus serviços médicos, Glauco foi o presidente  vitalício. Por mais de 16 anos Na prática, ele mandava e ponto final, apesar de existir uma diretoria instituída.

Pois o nosso time fez tanto sucesso na década de 70  que acabou sendo convidado para se apresentar em várias cidade da Paraiba.

O Everton  disputou mais alguns anos e sem reposição de atletas o time foi se desmanchando. Depois, virou um time de amigos, que fez alguns rachas e encerrando sua vitoriosa existência nos campos de nossa cidade.

Hoje, passados 42 anos do evento memorável, os remanescentes daquele timaço e os amigos se encontram, todos os anos e e este ano esta sendo programado 2 encontros: um agora no seu aniversario no dia 18/06 e outro em Dezembro para uma comemoração especial, em algum restaurante a ser escolhido na nossa cidade. Vão passar por lá alguns titulares do rubro verde campeão que ainda estão vivos e localizados. Vai sobrar gente no evento. Pelo menos 100 pessoas serão convidadas, algumas para representar ex-jogadores que já se foram deste mundo.

E o grande encontro promete ser emocionante. Os velhos amigos vão celebrar a memória de um time marcante, de uma época romântica. O Everton Esporte Clube nasceu em 18/06/1966, há pouco mais de 46 anos. A primeira sede da equipe era na casa do primeiro presidente o Genival Praxedes (I.M). 

A idéia de organizar o encontro partiu do Museu do Esporte na minha pessoa e de meu irmão Glauco Kardec (ele, moço também chegou a bater uma bolinha no time do Everton. Não fez parte da geração campeã. Mas, apaixonado por futebol e pelo time do bairro, foi presidente por mais de 17 anos  e guarda fotos, posteres e objetos sobre o time.

Temos a esperança de, quem sabe, rever outros ex-atletas vivos do time sensacional. Os ex - atletas vão lembrar um tempo que não volta mais, quando os times profissionais da cidade iam buscar na própria várzea os jogadores para seus elencos profissionais. Eles sabem: hoje tudo é diferente. Dá para contar nos dedos de uma mão o número de jogadores do Treze e do Campinense que nasceram ou cresceram em Campina Grande. O jogador profissional chega de fora, joga uma temporada, vai embora. Pois ninguém mais se identifica com a camisa que veste.

                                    SAIBA MAIS
Quem tiver informações sobre ex-jogadores do Everton, ou que pretende saber mais sobre o evento marcado para junho podem entrar em contato com o organizador pelo emdereçoletrônico:jobedismagno@hotmail.com

Fotos de encontros de mais de 46 anos:







































RECORTES DE JORNAIS



5 comentários:

Honorio Pedrosa disse...

F O R M I D Á V E L ! ! ! ! ! !
Abrçs.
Noro Pedrosa

Maribondo disse...

Esse Everton vai ficar para sempre em nossas memorias. Jobedes voce que está progamando um encontro para comemorar o aniversário do Everton, acho que voce se enganou e colocou no seu relato acima que será no dia 18.05 O aniversario do Everton é junho? Vai promover o encontro nessa data que cita acima? Aguardo seu pronunciamento a respeito. Abraços

Jobedis Magno disse...

o encontro vai ser no dia 18/06

Maribondo disse...

Jobedis 18/06 é uma terça-feira. Vai ser nesse dia mesmo? Abraços

Jobedis Magno disse...

Maribondo em Campina Grande no mes de junho e ate depois do São João todo dia é dia de festa mas vou combinar com os amigos para dizer o dia mais exato para que todos possam vir

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