domingo, 26 de janeiro de 2014

OS MAIORES ÍDOLOS DO FUTEBOL DE CAMPINA GRANDE

POR: JOBEDE  MAGNO DE BRITO NEVES

Em 100 anos de história do futebol em Campina Grande, os antigos torcedores já viram passarem pelos gramados campinenses vários jogadores que guardaram na memória. Seja aquele goleiro pegador de pênaltis ou o atacante matador e artilheiro de vários campeonatos, o armador genial, muitos atletas escreveram seu nome na história dos clubes.

Conversei com várias pessoas, como jornalistas, historiadores e torcedores das antigas, e cada um deles apontou alguns destes grandes nomes, que circulam por diferentes épocas, desde os tempos de Liga campinense de futebol até aqueles que tiveram passagens brilhantes no nosso futebol.

Ouví relatos de antigos peladeiros e  torcedores sobre os grandes jogadores de futebol que Campina Grande já teve principalmente nas décadas de 50, 60 e 70. Havia jogadores realmente bons. Tive o prazer de presenciar grandes jogos, o campo sempre lotado, as torcidas vibrantes e o espetáculo no gramado, no campo que apesar de firme levantava poeira a cada lance mais disputado.

Alguns destes atletas que marcaram histórias no nosso município, na grande maioria logicamente que não presenciei, mas  tomei conhecimento devido ao bom futebol que o pessoal jogava e até hoje se comenta as jogadas individuais que jogavam. Tempos que a memória não apaga, mas infelizmente não voltam mais.

No gol, um nome que ganha mais destaque é Harry Carey. Citado pela maioria dos torcedores das antigas que acompanham o Treze há muito tempo, aparece como o mais marcante da história do futebol em nossa cidade. Ele atuou na década de 50 e fez parte da equipe considerada a maior do Treze de todos os tempo, tornando-se notável pela elasticidade e pelas grandes defesas, que despertaram o interesse de muitos times do Nordeste do e se tornou ídolo em todos que jogou.

Na zaga, a variação de nomes já é maior. Atletas como Uray, Zé Arrupiado, Preto, Fraga, Ticarlos e Paulo Ricardo, foram lembrados.

Nas laterais, consenso de um lado e indecisão pelo outro. Na esquerda, Massangana é citado como melhor da história de nossa cidade. Já meio de campo , vários nomes foram citados. Entre eles Ruivo, Bola Sete,  Rinaldo, Araponga, Soares, Assis Paraiba, Luiz Carlos foram lembrados pelas torcidas.


Entre os volantes, destacam-se jogadores que participaram de momentos importantes para o Treze foi o Germano e no Campinense o Salomão foram os mais os mais  lembrados pelo que fizeram na época.

Meus Ídolos e os grandes jogadores do meu tempo

Todo garoto tem como grande sonho se tornar um jogador de futebol, pois bem, eu também sonhei muito com isto.Tive a oportunidade de  de me tornar um jogador profissional, preferi os estudos, mas tive a felicidade de ver, ao vivo, grandes craques do Futebol  e grandes partidas de futebol.

Vou citar aqui alguns craques que vi jogar, que para mim, foram inesquecíveis.

Waldemar : começando pelo começo, o gol, o goleiro mais marcante que pisou no gramado na minha opinião foi sem dúvida o Waldemar, que veio do Nautico de Recife onde jogava. Suas belas defesas, cheias de pose faziam a torcida arrepiar. Era elegante, elástico, tinha uma técnica apurada. Não era alto, talvez 1,70m mais ou menos, mas compensava com talento e boa colocação.j com uma mancha de eter na camisa. Todo Domingo dava o seu show: fechava o gol.


Fraga: um zagueiraço. Era simplesmente completo. Nas bolas altas ou rasteiras, na classe ou na raça não tinha pra ninguém. Sua classe era tamanha que não cortava os lances de cabeça simplesmente a esmo, mas cabeceava efetuando passes precisos para os companheiros. Nos seus melhores dias parava o time adversário. Teve potencial , depois foi brilhar no Hexa campeonato pernambucano.


Germano: Muito ouvi falar desse jogador. E sempre achei que era exagero o que a imprensa falava do seu futebol . Dei a mão à palmatória quando o vi jogar, já veterano no Treze. Simplesmente caí o queixo. Como diz o antigos boleiros: sabia tudo de bola.Tinha uma intimidade incrível com a bola, do jeito que ela viesse, arredondava e colocava no chão. Era praticamente incapaz de dar uma entrada violenta nos adversarios. Jogava de volante  e tinha um toque de bola refinado. Recebia as bolas alta  com maestria. Parece mentira mas sua precisão era tanta que a bola parecia que colava nos seus pés.

Zé Preto: Outro que era grande zagueiro. Era muito bom, cuidava muito da forma física, não tinha vícios e corria sozinho durante a semana. Um futebol eficiente e simples. No inicio batia tiro de meta  muito não fazia carreira para cobrar. Já chegou em Treze veterano. Era um zagueiro muito eficiente, jogava simples e não era de inventar. Foi um grande beque centaral, sendo sua maior categoria de desarmar os adversário na bola e se defendia  à meia distancia.. Protegia a bola usando muito bem, Depois  nos dois times foi treinador de sucesso



Araponga  era um craque. Domínio perfeito, drible fácil e finalização precisa. Não era pipoqueiro, e nem fugia de jogadas mais violentas. Foi ídolo do Campinense e um dos maiores cobradores de falta de todos os tempos. Para os amantes do futebol jogado com classe, e órfãos da genialidade, Araponga foi um dos melhores jogadores que já jogaram no nosso futebol. Foi um dos jogadores mais completos que vi por aqui, quantas saudades daquelas tardes de domingos  ao ver tanta elegância ao bater na bola. Jogou no Santa uz e no Santos de Pelé.


Ruiter cunhou seu nome com jogadas fenomenais, fazendo a torcida do Campinense, e depois do Santa Cruz de Recife , gritar seu nome em coro, durante o pouco tempo que jogou por estas equipes. Pernambucano de Pesqueira, Ruiter começou no futebol jogando pelo Motorista, um time de sua cidade natal. Depois, foi comprado pelo Ypiranga de Salvador, o “Mais Querido” do futebol baiano. Marcando seus gols, foi comprado pelo Confiança no início de 1962. Estreou em um amistoso contra o Paulistano, marcando um dos gols da vitória proletária por 2 a 1. Sendo um centroavante de muita habilidade e velocidade, Ruiter se destacou pela boa finalização e cabeceio.



Chicletes - destacou-se como um dos mais brilhantes atletas que militou nas hostes esportivas da Paraíba, nos dois clubes de Campina Grande.

Chiclete iniciou sua carreira como atleta amador na modesta equipe da Portuguesa de Desportos do bairro de Cruz das Armas em João Pessoa. Logo “cedo” foi jogar no Auto Esporte Clube, onde mostrou sua habilidade de autentico craque. Daí foi rápida a sua contratação pelo Campinense Clube, onde sua carreira teve sua rápida ascensão chegando a defender esta gloriosa agremiação por vários anos, conquistando vários titulos para o time hexacampeão




Assis Paraiba : Um dos maiores craque da cidade de todos os tempo. Jogando no meio campo foi um jogador completo. Armava, combatia e finalizava com precisão. Não só deixava os companheiros na cara do gol em condições de marcar, como era também artilheiro e finalizador sem igual. Era incapaz de dar um chutão, uma bomba. Seus gols eram todos eles na base do toque sutil deslocando o goleiro com suavidade. Chegava a humilhar a defesa adversária. É inacreditável que alguém com tanto potencial não tenha sido um ídolo nacional.


Adelino o Leão do Galo: Adelino continua até hoje sendo um dos maiores goleadores do Treze. Chegou ao Treze em 1969, ainda júnior do Ypiranga, time de Mossoró. Adelino terminou sua carreira em 1980 jogando pelo Treze, marcando 152 gols com a camisa do Galo da Borborema. "Confesso que não sei dizer em quantos confrontos atuei pelo Treze. Como também o número de gols que marquei em toda a minha carreira. Nunca fui muito ligado a isso. Sei apenas de algumas coisas que alguns amigos chegam e me falam", comentou Adelino, referindo-se aos números acumulados em 11 anos como jogador profissional.Apesar de ter ficado a maior parte da carreira no Treze, Adelino também defendeu clubes como o Sampaio Correia (MA), Fortaleza (CE), Tiradentes (PI) e o extinto Gavião (PB).


Não poderia deixar de citar meus idolos do futebol  campinense, se não é a de todos os tempos, pelo menos é a dos meus tempos. Estou fazendo uma pequena homenagem a todos aqueles que foram meus ídolos e que marcaram positivamente a minha infância e adolecencia.


3 comentários:

Ricardo Pedrosa disse...

Caro Jobedis, confesso que devido a minha idade, 52, da sua lista só vislumbrei em campo Assis e Adelino. De fato, foram craques.
Daquela geração, a meu ver, também merece destaque Zé Pequeno e Josa - que o destino interrompeu prematuramente a sua gloriosa carreira.

Saulo Marconi disse...

É muita saudade que sinto, e principalmente quando de minha pequena participação na historia do verdadeiro futebol praticado na época. Campia sempre foi um celeiro de craques.

Jose Gomes de Oliveira disse...

Joguei com o Josa no Galinho, o infantil do Treze FC junto com Joao Edson e Assis Paraiba. Bons tempos e o nosso treinador era Biu Roupeiro.

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