
Acho que serei um
eterno saudosista, pois volta e meia fico lembrando momentos do passado. Sim,
eu vivo o presente, talvez não como devesse, mas tenho os pés no chão e penso
sim no futuro. Mas falar da minha juventude e relembrar os momentos vividos com
meus amigos tem um gostinho de saudade e de certa forma alegra a alma. Acho que
já escrevi outras saudades, tão verdadeiras que não sai do pensamento. O
passado não reconhece seu lugar, está sempre presente.
E
nesses últimos dias tenho conversado com amigos de infância, pessoas que não
vejo há anos e outras que vejo sempre no Calçadão da Cardoso Vieira. Alguns há muitos e muitos anos. Não vou dizer quantos, pois isso
me faz parecer mais velho…
Então
foi inevitável uma volta ao passado e volta e meia eu me pegava rindo sozinho…
Nossa, tem coisas que eu nem lembrava mais… Momentos que estavam lá perdidos em
algum canto da memória que eu nem sonhava mais lembrar. É como se fosse a uma
descida ao porão e abrir aquelas caixas empoeiradas, com teias de aranha. E
quando conversamos com velhos amigos algumas palavras funcionam como se fossem
as chaves de um velho baú, assim como os cheiros. Quantas vezes a gente sente
um cheiro ou um gosto de algo e logo em seguida vem uma memória da infância?
Saudade do Colégio Estadual da Prata onde o Professor e Juiz Assis Martins me indicou
diretor de esporte com apenas 17 anos de idade de um colégio com mais de 3.000
alunos e com a responsabilidade de comprar em recife todo material esportivo do colégio, junto a meu amigo de infância Fernando Canguru, infelizmente o Dr: Assis Martins já é falecido, mas guardo com carinho tudo que ele me
ensinou. Aliás, estudar Gigantão foi uma ótima experiência, pois tive bons
professores e conheci pessoas que mantenho contato até hoje.
Revivo estas memórias pela simplicidade que elas representam. Depois de ter visitado tantos lugares bonitos, exuberantes e grandes, sempre me vem a memória o que eu considerava grande em Campina Grande. E vejo que apesar de hoje parecerem menores, eles ainda continuam exuberantes e bonitos. E nisso não se inclui somente os lugares, mas as pessoas. Foi aqui em nossa "Rainha da Borborema" onde aprendi a ser gente, tive os melhores professores que eram amigos. A minha verdadeira escola de ser gente foi lá com minha família e todas as pessoas que contribuíram pro meu aprendizado. Fiquei envelhescente, e os cabelos brancos já vem aparecendo. Comemorei de forma simples e também com os amigos que fiz aqui.
Revivo estas memórias pela simplicidade que elas representam. Depois de ter visitado tantos lugares bonitos, exuberantes e grandes, sempre me vem a memória o que eu considerava grande em Campina Grande. E vejo que apesar de hoje parecerem menores, eles ainda continuam exuberantes e bonitos. E nisso não se inclui somente os lugares, mas as pessoas. Foi aqui em nossa "Rainha da Borborema" onde aprendi a ser gente, tive os melhores professores que eram amigos. A minha verdadeira escola de ser gente foi lá com minha família e todas as pessoas que contribuíram pro meu aprendizado. Fiquei envelhescente, e os cabelos brancos já vem aparecendo. Comemorei de forma simples e também com os amigos que fiz aqui.
O
tempo passa e a vida segue seu rumo…
4 comentários:
Jobão, meu amigo de fé camarada...
O alicerce para esse seu comportamento é a energia que você possui...incentiva a si mesmo e é ágil para poder escrever tanta coisa maravilhosa de seu tempo, que também é nosso tempo.
Tudo que você relata aqui no museu, faz jus à sua personalidade forte e amiga.
Relembrar o passado é vivê-lo novamente, mas vamos viver nosso tempo, mesmo com algumas limitações, aceitando nossas mudanças físicas (importante), mas sabendo que o pensamento não envelhece, a fim de que você sempre esteja aqui nos proporcionando momentos memoráveis desta época linda, onde fomos crianças... sendo realmente crianças e vivenciamos todo processo de uma vida que temos hoje o que contarmos pata todos nossos familiares e amigos e que continuemos.
Não sou escritor, mas gostaria se ser para poder te prestar uma homenagem com mais exatidão, mas sou teu amigo e irmão e escrevo com a alma e o coração feliz...obrigado por ser seu amigo!!1
abraços, Jonas didi
E A GENTE SEGUE COM LINDAS LEMBRANÇAS JÓBEDIS MAGNO.
também faço isso, foi muito bom encontrar esse blog já que eu mato as saudades dos tempos em que as peladas lotavam os campos, nós jogadores corriamos pelo acerro do campo pisando os pés dos torcedores, gil, jogador e fundador do santos da liberdade e ex -jogador do campinense clube, abraço
De Fernando Cangurú. Franca/SP.
Nossa Jobédis, foi um espanto quando um amigo, ao ler sua matéria, me ligou querendo saber se tinha morrido. É que ele disse que tinha lido esta matéria no seu Blog. Logo corri para ler e vi o porque de sua incredulidade, pois se encontra em suas linhas: "junto a meu amigo de infância Fernando Cangurú, infelizmente ele já é falecido, mas guardo com carinho tudo que ele me ensinou". Ocorre que, dependendo como se interpreta, se leva a crer que morri (Virgem Maria). Porém, retornando a sua matéria, lembro-me que foi no ano de 1969 que fizemos àquela viagem ao Recife para a compra do material esportivo para os jogos Colegiais de 1969. Se a memória não me falha, fomos a Rua da Aurora e compramos todo o material, tudo com as respectivas notas fiscais para as devidas prestações de conta. Imaginem vocês, praticamente dois adolescentes com a responsabilidade de comprar material para uma Escola Estadual e prestar contas a um Juiz de Direito. Isso demonstra como fomos criados por nossos pais. Adiante, após os Jogos Estudantis, dos quais fomos campeões gerais, o saudoso Dr. Francisco de Assis Martins nos incumbiu de fazermos a festa do título no Ginásio César Ribeiro, ai sim, ele cometeu o erro de nos colocar tomando conta das bebidas - eram duas cervejas para nós dois e uma para eles - brincadeirinha, foi a maior festa de que participei: adolescência que não volta mais. Tenho certeza de que você se lembrará desta festa e, como historiador, poderá dissecá-la com mais detalhes. Abraços do amigo, mais vivo do que nunca, seu irmão do peito, Fernando Cangurú. Obs. Favor mudar aquele texto, kkkkkkkkkkk.
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