sábado, 7 de julho de 2012

CANTINHO DA SAUDADE - UILA GAGUINHO

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES


Quem viveu a década de 60 a 80 em Campina Grande, se lembra muito bem do famoso  pirão de cabeça de galo do Bar Corisco de Seu Iraci Bezerra que era preparado lá pelo cozinheiro Dragão. Ali próximo da Rodoviária Velha de Campina Grande. O Bar ficou famoso na região, pelo maravilhoso pirão que saciava a fome de todos nós, desportistas, biriteiros e jovens notívagos, pelas noites e madrugadas de nossa cidade.  

Quantas vezes chegamos ali, depois da farra, mortos de fome, e fomos salvos pelo Amigo Williams Gomes o famoso (Uila Gaguinho). É verdade que ficávamos alguns minutos  esperando que o pirão ficasse pronto enquanto Gaguinho, sorrindo como sempre, na sua “tranqüilidade exasperante”, dava alguns coques na cabeça de Fuba Vei nosso treinador biriteiro.

Pois é amigos algum ano atrás se foi nosso amigo e desportista Uila Gaguinho,  o maior torcedor do Everton de todos os tempos. Bom de papo, bom de copo, bom de farra, grande cantor (apesar de ser gago)  excelente motorista, contador de estórias e  muito amigo dos seus amigos.

Conheci Uila Gaguinho ainda na infância, pois era irmão de grandes amigos meus. Era  aquele sujeito alto, engraçado com uma camisa do Treze, na mesa ao lado no bar onde bebia umas cervejas. Ao mesmo tempo em que conversava com o dono da bodega o Gilvani. Contava estórias engraçadas, mexia  e ria mais do que todos os presentes de seus causos e comentários.

Tinha uma vontade grande de ser jogador mais era muito ruim e desistiu e na única vez que posou como jogador foi na década de 70 que pediu uma camisa emprestada e tirou uma foto histórica na seleção do bairro do São José no leito seco do Açude Novo em um jogo contra o Gremio de Nego Roberto conforme foto Abaixo:

                                                                              Jobedis e Edvaldo

O Uila  Gaguinho  por onde passou deixou amigos, alguns destes amigos não aceitavam a maneira natural e crítica dele falar da cidade. Patrões e filhos viraram amigos e o convidavam para suas festas e mesmo ex-patrões quando se tratava de fazer uma viagem longa o chamavam para levá-los, já que confiavam demais nas mãos do velho Uila Gaguinho ao volante de seus carros.

Uila era uma pessoa humilde, não levava desafora pra casa, era um homem valente e disposto, mas de fino trato, sempre disponível com um largo sorriso no rosto e pronto a atender a qualquer pessoa, Nós, integrantes da turma do bairro do São José, temos muito que agradecer, a todo o carinho e respeito a nós dedicados por ele, em todos aqueles anos de embalos juvenis. 

Que Deus o tenha.

2 comentários:

Anônimo disse...

Uila Gaguinho,
Sinto muita saudades de quem não me despedi direito, principalmente daqueles que fizeram parte dos melhores anos de minha vida..você foi atuante não só na minha..mas na de muita gente.
Jobão amigo...que bela homenagem a esse grande amigo, que também tem muitas histórias, mas...
Ausência física, da voz , das rizadas e das gréias, tudo isso e muito mais, ficará na lembrança.
Tenho certeza que todos seus amigos tem razão em sentir saudades.

Que Deus o tenha num bom lugar ao seu lado,

Do amigo, Jonas didi

Anônimo disse...

Williams Alves Gomes, Uila Gaguinho (in memoriam) para os íntimos. Começamos nossa amizade na Escola de D. Ana Lúcio Ramos, ali na Rua Felipe Camarão. No querido Bairro do São José. Passaram-se os anos, mas nossa amizade continuou até sua ida para o outro lado da vida. Companheiro leal, destemido, uma ocasião em uma partida do Everton, eu marquei um gol e soltei uma “graça” com o goleiro adversário, num caso atípico de futebol o “quipa” estava armado com uma faca. Partiu pra me pegar, eu correndo e ele atrás de mim só Uila Gaguinho teve coragem de segurar o descontrolado goleiro. Foi minha sorte. Uma pessoa que deixou muitas saudades. Fomos parceiros de muitas noitadas; Gresse, Paulistano, Ipiranga, AABB e no Flamengo de Zé Pinheiro. Um amigo que sabia se divertir e aos amigos.
Que Deus o tenha em um bom lugar.
Jóbedis valeu pela sensibilidade e justa homenagem.
Abraço
Vadinho

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