quarta-feira, 18 de julho de 2012

SAUDADES DO MEU BAIRRO DO PASSADO

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES


Temos saudade do passado, pois nele sempre somos mais jovens, sem tantas obrigações, preocupações, dores ou doenças. Claro que os momentos tristes e difíceis que passaram não nos causam saudade e são postos de lado em nossa memória, no setor do esquecimento. È muito bom relembrarmos os bons tempos de nossa infância e juventude, tempos que não voltam mais. Muita coisa fica gravada em nossa memória e como se estivéssemos assistindo a um filme, retornamos ao passado.

Muitas vezes me vem uma saudade grande da minha rua, dos meus amigos, dos vizinhos e da casa onde morei. Lembro também da minha turma de amigos e os meus olhos enchem de lágrimas.

Nasci no bairro do São José, passei boa parte da minha infância no referido bairro. Tenho boas lembranças da época de minha infância e sinto muitas saudades. Muitos irmãos (foto), muitas brincadeiras, alegria e sem preocupações. 

Feliz, porque os amigos eram a extensão das famílias, e a liberdade e a amplitude do espaço eram aproveitadas com inclusão e respeito mútuo. Plural, porque quase todos participavam da larga gama de brincadeiras, quando prevalecia sempre o interesse da maioria, independente do autor da indicação da brincadeira ou das regras que iam surgindo a esmo.

Estudei no Grupo Escolar Clementino Procópio, onde comecei o meu ensino primário. O Grupo sempre proporcionou um ensino de qualidade, na época. Lá cursei o primário e ainda tenho na lembrança os bons momentos que ali passei. Apenas pouca casa separava a entrada da minha casa do prédio do grupo. Logo pela manhã, antes das turmas de alunos entrarem nas salas de aula a bandeira brasileira era hasteada e o hino nacional cantado por todos, com as presenças dos professores do turno.

Fazia parte do material escolar: lápis com borracha, tabuada, caneta com pena para uso em tinteiro, cadernos, As professoras eram muito dedicadas, inteligentes, zelosas e com um amor muito grande para com seus alunos, podendo aqui mencionar: A saudade é muito grande daquele tempo.

Já na década de 60 estudei no Instituto São Judas Tadeu da professora Nevinha Furtado, onde conclui meu primário e tirei o meu primeiro diploma (conforme foto).

Tenho saudades de um campinho de futebol paralelo à linha do trem, chamado naquela época de “Campo da Perua”. Onde eu dei e recebi as primeiras “topadas”, dribles e pancadas. 

Tenho grandes lembranças do São José, onde nasci e morei ate na minha juventude. Lembranças da chegado dos parques de diversão no bairro, da roda gigante, carrossel e os carrinhos (Conforme foto):

Lembranças também do primeiro time de futebol que joguei e fui um dos fundadores o Everton e clube de futebol de salão no qual jogava que era chamado Furacão, cuja sede era na nossa casa e contava com eu e meus irmão Hermani e Glauco conforme foto abaixo):

A turma era coesa e unida. Apenas poucos jogadores participaram do elenco. Com tudo arranjado, fizemos um torneio com outros times fundados no bairro entre eles o Disparada de Sabará. Fizemos o regulamento do torneio que nortearia e regeria as regras às disputas.Assim aconteceram alguns torneios e campeonatos, cujas anotações completas se encontram em diversos cadernos preservados pelo pesquisador deste Museu. O time do Disparada Esporte Clube do São José, era, inicialmente, integrado por: Edmilson Garrafa, Zé Iacoino Tonheca, Bolinha, Sabará, Valdinho Carapuça e Naldo.

O Sabará, que funcionava também como o treinador. Mesmo com uma briga generalizada por alguns torcedores do Disparada com o resultado do jogo fomos campeões, numa final que ganhamos do Disparada por 5 x 1, com 4 gols de Paulinho Japonês e um meu (Jobedis), Tonheca marcou o único tento do Disparada.

Foi, sem dúvida e sem saudosismo despropositado, uma das melhores épocas da nossa infância-adolescência. Por isso inesquecível, e aqui devida e justamente memorada no museu.

Na década de 60 ainda aconteceu uma coisa muito boa para a garotada do bairro. Lindemberg Alves o “Pai Velho” (hoje morando em João Pessoa) nosso treinador de futebol de salão, comprou uma linda e reluzente bicicleta. Não precisa dizer que causou surpresa e admiração aos outros garotos que não tiveram a mesma sorte. Para felicidade geral o “Pai Velho” era muito legal e deixava que todos tentassem aprender a andar no seu veículo de duas rodas. Podemos dizer, sem exagero, que quase todos os amigos, daquela época, que hoje sabem andar de bicicleta, aprenderam nela (eu inclusive). Naquele tempo, quase não existiam automóveis e as ruas do bairro ficavam à nossa disposição.

Pois é amigos os saudosistas que têm lembranças do passado. Compartilhar é o mesmo que reviver. E no futebol, todos os que jogaram sentem muitas saudades, eu não me considerava um 'craque', mas não havia time que eu jogasse que não fosse titular e não ganhasse títulos. Minha confiança me faz revelar isso, espero que vocês amigos entendam bem o que quis te dizer. Se eventualmente nos encontrasse nesse tempo, vocês iriam concordar sem me achar o tal, certo?

Neste momento, só nos resta confiar naquele que nos dá força para seguir em nosso caminho, e a certeza de que um dia não diremos mais adeus ou um simples até logo aos que amamos. Não mais precisaremos sentir saudade dos momentos felizes, das épocas boas, pois todo o momento, toda a época, todo o instante será feliz e será bom, como tudo aquilo que Ele criou e viu. 

Enfim tenho grandes saudades desse tempo, dos vizinhos queridos, dos amigos também muito queridos. Ficaria aqui horas e horas me lembrando desses momentos, mas esse pouco que escrevi já me deu muita alegria. 
















4 comentários:

Marcos Antonio Braga disse...

Parabens. Tambem sou saudosista. Quero que saibas que nosso esporte e nossa cidade precisa de homens como você para resgatar a sua historia tão rica e . Prometo ajudar no que for preciso. Conte comigo.

Josenira Lopes disse...

Foi com emoção e alegria que li o texto. Ti emoção pelo deslizar da história tão pura, triste e real que fez-me lembrar da minha infância. Alegria foi por perceber que o grande Jobedis Magno do Colegio Estadual da Prata está cada vez melhor na fluência e delicadeza de suas crônicas.

Carmem Lucia Viana disse...

Jobao, se é que me permite chamá-lo assim, adorei sua história porque me fez relembrar da minha, pois também tenho um amigo para sempre que tem o nome de Paulo e o chamo de Paulão, mas mora longe de mim e não tem importância tal fato, pois nos comunicamos sempre com uma amizade eterna, obrigada por me fazer um retorno ao meu passado.

Anônimo disse...

Eita amigo/irmão Jobão,

Recordar é viver novamente, e dizer obrigado meu Deus..por mais um dia!

E que continuemos...beleza de recordação,

abs, Jonas didi

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