segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CONTE SUA HISTÓRIA - JANO

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES



"Quem vive de passado é museu", ditado popular, mais quem não tem passado não tem história e cada ser humano ainda que viva no anonimato tem uma história espetacular e às vezes não se da conta disso, temos o privilegio de sermos uma espécie pensante por isso temos que honrar nossa inteligência, quem possui uma história é pessoa que lutou e batalhou nessa vida, passou por bons e maus momentos e sempre acreditou em si. Por isso parabéns a todos, pois cada um tem a sua “História” e nada vai apagar ou deletar .

ESTAVA PREPARANDO UMA HOMENAGEM AO EX-GOLEIRO JANO QUANDO RECEBI UM EMAIL DO MESMO CONTANDO SUA HISTORIA E PREFERI QUE ELE MESMO CONTASSE SUA VIDA ESPORTIVA AQUI NO MUSEU. ABAIXO TRANSCREVO SEU EMAIL

Ola amigo Jobedis

Vou contar-lhe a minha breve passagem por Campina Grande, onde, com muito orgulho terminei o meu curso de Engenharia Civil, em dez/1970, na velha Poli. Sou natalense e prestei vestibular na Poli em 1966. Fui aprovado e, então conclui o meu curso em 1970.

Amigo, foi o melhor periodo de minha vida. Fiz grandes amizades nesse periodo e o instrumento que usei para tal, foi o esporte, jogando futebol de salão, ao qual devo tudo na vida, por uma razão muito simples, conheci o Alexandre e o Toinho, ambos da minha turma na Poli.

Em 1966, no mês de março, uma garoa gostosa e eu um início de noite, passando pela AABB, vindo da casa de uma namorada, ouvi um som vindo da quadra da AABB. Parei e entrei para observar o treino do time do Campinense. O Toinho me viu e no outro dia, na escola, me perguntou se eu jogava futebol de salão, sendo eu de Natal, onde havia  boas equipes, como o América. Eu falei que batia uma bolinha no gol, foi quando ele me convidou para treinar. O goleiro do Campinense era o Tom, que era o meu ídolo. O cara pegava muita bola.

 Eu nunca tinha jogado Futebol de Salão e acho que me sai bem, pois, fiquei fazendo parte do grupo, por longo tempo. Depois todos nós migramos para a AABB.

O mais interessante é que na minha turma tinha, alem do Alexandre e o Toinho, tinha o Betinho  (Mala-Veia) e juntamente com outros colegas da Poli, formamos uma boa equipe de Futebol de Salão e durante os cinco anos que passei em Campina Grande, participamos dos Jogos Universitários de João pessoa, que era realizado todo ano, e fomos campões várias vezes.

A Poli foi um local por onde passou vários craques do Futebol de Salão, na década de 60. Na minha posição, goleiro, tive o privilégio de substituir o Garrincha, excelente goleiro, exatamente quando, o mesmo, estava concluindo o seu curso, em 1966. E eu assumi o seu lugar, até concluir o meu curso.

Legal é que eu, Alexandre e o Toinho éramos da mesma escola e turma e, juntos, participamos de várias Olimpíadas Universitárias de âmbito Estadual e Nacional . Fomos campões do Norte e Nordeste, olimpíadas realizada em João Pessoa, quando na final batemos a seleção do Ceará, dos irmãos Frotas, por 3x2 e fomos campeões. Naquela ocasião a nossa única derrota foi para seleção de Pernambuco.
Nesta foto Jano está de Camisa Branca

Após a minha formatura, no final de 1971, o Alexandre que é meu compadre, me convidou para ir trabalhar na Chesf em Paulo Afonso, onde já se encontrava o Toinho. Fui e formamos uma boa equipe de Futebol de Salão naquela região e ai amigo é outra história que duraram 10 anos de quadra.

Assim, graças a minha amizade com o Alexandre e o Toinho, através  do Futebol de Salão,   consegui me aposentar pela Chesf, onde trabalhei 25 anos e graças aos amigos, aos quais sou eternamente grato.

Com relação a minha condição de atleta, goleiro, durante o periodo de 66 á 70, em Campina Grande, não creio que tenha sido iluminada, como foi a do Tom, mas o que importa foram as amizades que fiz.

Casei com uma Campinense, Ana Lúcia, uma garota linda que mora na Rua da Floresta, perto do Hotel Ouro Branco, que ainda hoje é minha companheira, que me deu quatro filhos maravilhosos.

Hoje moro em Recife e trabalho atualmente em João Pessoa, para onde me desloco todo dia. Continuo ainda no batente.

Amigo é essa a minha, simples, história de vida, onde devo tudo a Campina Grande e aos amigos que lá fiz.

Hoje o meu esporte é o ciclismo.

Saudações

Jano Gomes



AVISO AOS AMIGOS
Tintas Lux Ltda, uma marca que nasceu na Paraíba e iniciou sua produção em março de 2008, na cidade de Campina Grande, e foi idealizada pelo Engenheiro Renato Castro do Lago (nosso querido amigo Keka que jogou em muitos times de nossa cidade no passado), hoje grande empresário que já atua no ramo de materiais para construção há mais de 30 anos. Hoje, a Tintas Lux é uma empresa consolidada no mercado e se destaca pela pesquisas e desenvolvimento de novos produtos, prezando sempre pela qualidade, desde a matéria prima até o produto acabado.
Tem como principal objetivo produzir uma tinta de Qualidade e com um Baixo Custo, de forma a propiciar ao consumidor uma excelente relação custo/beneficio, na aquisição dos seus produtos. A empresa conta com uma equipe com profissionais de alto nível para atender aos anseios dos consumidores.

Amigos vamos prestigiar este grande amigo e nossa cidade comprando na fabrica as variedades de cores e aplicações das Tintas Lux do nosso amigo Keka, veja no link a baixo:


Esta marca eu recomendo aos amigos espalhados no Brasil e no Mundo








6 comentários:

JOÃO MARIO disse...

Velho Jano ! Tive a oportunidade de conhecer Jano através do esporte, embora éramos contemporâneos na Universidade. Treinamos juntos na seleção PB e fizemos uma boa amizade. E através do Museu voltamos a nos comunicar.
Jano foi sim, um grande goleiro de futsal e um bom companheiro.Espero que ele venha um dia ele venha nos fazer uma visita e relembrar os bons tempo.

Antonio Carlos(Toinho de Nydia) disse...

Meu amigo vöce quase me mata aqui no Maranhão, que materia Jobedis, parabens, vöce me fez voltar aos bons tempos de Campina Grande, e ainda trazendo emoções fortes, boas, como rever os amigos e saudosas, em saber da ida de outros grandes amigos que vivemos tantos momentos bons, li e vou contiuar lendo RHCG porque viajo com tantas boas recordações volto a um passado cheio de alegria e saber que nossa terra tem passado presente e futuro brilhante.
Olha Jobedis quando escuto hoje locutores e comentaristas esportivo de Globo Bandeirantes etc, usando termos que foram criados por nós, como trairagem, migué, bola cheia, é que sinto o quanto tinhamos iniciativas para estimular a prática esportiva, porque agente jogava e brincava após os jogos de uma forma que que a rivalidade dentro de campo se transformava em boas e grandes amizades, vi a matéria do Everton, que materia, vi amigos como Som, Fernado Canguru, Amigo, Sabara, vöce e tantos outros que gostaria de relatar pois assim como seu adversário, pois eu jogava no Belenenses da Conceição, Caçadores e Sucata futebol de salão e no Palmeiras pelo campeonato amador, más tive o privilegio de estar ao seu lado quando defendiamos em categorias diferentes o Estadual da Prata o nosso saudoso gigantão. Por onde anda Roberto Guarabira, Oberon, Mosaniel(nenen),Fuba(Foclórico),Edvaldo Moraes(Peba)e tantos outros que terei o maior prazer em reencontra-los, estou aqui no Maranhão a vinte e quatro anos, claro que visito Campina Grande, más devido o tempo ser curto, não vejo todos os amigos, vou ao Choop do Alemão, Miura que li a materia sobre a aposentadoria de Valmir, Bar do Cuscus, Bar do Quincas no Alto Braco, saio tentando revelose tenho que me contentar com o que consigo, pois é meu amigo, vöce foi e é muito feliz em resgatar essa historia tão verdadeira e bonita, e sua atitude deixa honrados todos os Paraibanos espalhados pelo Brasil e pelo mundo, como sempre tive o orgulho de ser de Campina Grande, hoje mostro aos amigos que conquistei aqui no Maranhão o que vivi na minha tão querida cidade, mais uma vez um grande abraço, e estenda atodos os meus conteraneos, e quando for ai que seja em um futuro proximo, farei uma visita mais demorada ao Bairro São José, onde tenho muitos amigos e parentes.

Aluizio disse...

Amigo Jobédis
Renovo os agradecimentos pela atenção que me tem dado, pelas mensagens, bem como pelas referencias elogiosas à minha pessoa e pela veiculação de minha trajetória no salonismo campinense.
Tentei adicionar alguns comentários para colocar no seu “blog”, mas não tive capacidade. Porém, utilizo este outro meio para esclarecer e expor o seguinte:
Sou natural de Recife, onde vivi durante a infância e adolescência, tendo chegando a esta aprazível cidade aos 25 anos. Conseqüentemente não tive como os outros, convívio com os demais componentes deste “museu” nas etapas acima citadas O convívio mais intenso foi no salonismo bancário e, com rápida passagem, com os amigos do Estudante e feliz período que militei no Treze. Entretanto, desejo ressalvar meus agradecimentos a todos que conheci, aos amigos que adquiri e conservo, pela atenção que distinguiram e, até mesmo, aos leais adversários (nas quadras e campos), que se estendem aos colegas de trabalho (42 anos como bancário 12 como funcionário).
Rendo homenagem à Campina Grande, cidade onde fui bem recebido e conheci minha esposa, que me deu três filhos e uma alegria recente: Camila (7 anos), minha neta.
Tive, há alguns anos, oportunidade de retornar para Recife, mas recusei, já que estava apaixonado pela Rainha da Borborema. Não renego a cidade onde nasci, cresci e nasceram meus pais e onde reside maior parte de minha família. Mas é aqui onde estou me sentindo melhor, principalmente pelo fato de estar perto de meus filhos, noras e neta.
Como homenagem póstuma quero enaltecer duas pessoas que fizeram de minha vida, tanto no trabalho como nas quadras, campos e, enfim, no aspecto pessoal: Elias e Silvestre que foram meus colegas no banco, sob minha supervisão e que fizeram parte da equipe que se destacou tricampeã no campeonato bancário de futebol de salão da cidade.
Elias, apesar de chamarem de “trojão”, era uma pessoa educada, de fino trato, simpática e atenciosa. Lembro, com saudades, desse amigo, que “viajou” prematuramente. Essas virtudes que, também, se aplicam a Silvestre, que onde chegava me apresentava como “professor”, já que o iniciei, instrui e orientei na carreira bancária.
Quero destacar o gesto de Silvestre, quando numa palestra proferida no auditório da FIEP, perante platéia completamente cheia, abordando o tema Moral e Ética, me surpreendeu ao me convocar ao palco, oportunidade em que me citou como ilustração e exemplo do tema abordado e, com orgulho, projetou o slide da folha de sua carteira profissional, de seu primeiro contrato profissional, ressaltando minha assinatura. Nesta ocasião agradeci a Silvestre, pela honrada homenagem que muito me sensibilizou.
Finalizando, renovo meus agradecimentos e congratulações pelo belo trabalho jornalístico de que está fazendo pela memória do esporte amador da cidade. A propósito, estou sentindo falta da menção de Orlando Guedes, vigoroso zagueiro do Campinense e Estudantes, que era meu grande amigo. Você se lembra dele?
Um abraço.
Aluizio

João Mario disse...

Amigo Aluizio, bem lembrado o nome de Orlando Guedes. Foi atleta e técnico do Estudantes e fizemos uma grande amizade. Há dias, inclusive antes do III Encontro perguntei a Marcola por Orlando, mas ele falou que as noticias são raras e ao que parece ele não é de sair de casa.Falei por telefone com Miro, convidando o mesmo para o encontro mas não compareceu.
São dois grandes nomes do FUTSAL da nossa cidade e merecem sim, ser lembrados !

Anônimo disse...

Ao Velho Jano,
Primeiro agradeço as referências elogiosas a meu respeito, por você proferidas.
Segundo, enalteço as suas grandes qualidades como gente, que continua demonstrando pelo modo como se refere aos nossos amigos Toinho e Alexandre.
E por fim, parabenizá-lo pelos seus grandes feitos como goleiro da Poli e da Seleção Universitária da Paraíba.
Um grande abraço, Jano. E que continue por muito tempo a sua exitosa vida profissional !
Tom.

Anônimo disse...

Ao Amigo Tom

Que bom ter sido seu amigo e ter conhecido um dos melhores goleiros de futsal, da nossa época.

Obrigado pelas palavras carinhosas de amizade.

Espero encontra-lo no IV Encontro e a todos os amigos da nossa época.

Saudades.

Jano

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