domingo, 8 de janeiro de 2012

QUEM FOI CRAQUE - FERNANDO CANGURU

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES 


Foi com satisfação que pelo MSN bati rápido bate-papo com um dos mais talentosos jogadores de futebol do passado, da década de 70 de Campina Grande e recebi dele algumas fotos do seu passado como atleta para as paginas deste Museu do Esporte de nossa cidade. Seus arranques eram quase todos mortais para os goleiros, oportunista dentro do gramado, portanto fazendo jus ao apelido que recebeu de um cronista esportivo da cidade. 

Afinal, quem era esse jovem bom de bola. Voltemos um pouco ao passado. Nome de batismo: Antonio Fernando Aragão de Melo, mas todos o conhecem simplesmente por Fernando Canguru
Falar bem desse grande amigo é fácil, pois é um meu amigo/irmão e um cidadão inquestionável e grande desportista que brilhou no esporte amador de nossa cidade especialmente no futebol. 

Fernando Canguruiniciou sua carreira como atleta atuando na equipe do Everton do São José e jogando varias modalidades de esporte pela equipe do seu colégio Estadual da Prata, foi considerado um dos atletas destaque deste belo evento, sendo também umas estrelas do Everton na conquista do Bi campeonato suburbanas da cidade entre mais de 60 times participantes que fez história ficando invicto mais de 50 partidas.

Fernando Canguru foi promovido aos 15 anos ao time titular e juntamente com outros jogadores do time (Son e Nego Gilson) foram chamados para jogar no Juvenil da Sport Clube de Recife da capital - só não ficando por que não quiseram.Atuou também no Flamengo de Serra Branca com muito brilho e era ídolo lá.  

Quem viu Fernando atuando pelo Everton, se impressionava, principalmente, pela facilidade como pulava para cabecear. Realmente, ele parecia ter molas nos pés ou era feito de elástico. Fez muitos gols de cabeça, suas cabeçadas eram certeiras. Gostava de driblar de uma maneira toda pessoal, gingando o corpo para um lado e para o outro e, repentinamente, dando um toque longo na bola para impor a sua velocidade. Por isso, muitas vezes, foi vitima da violência dos adversários. Era um goleador excelente. Vivo e ágil, se movimentava por todo o campo e sabia como ninguém aproveitar as falhas dos adversários. Foi ídolo das torcidas de todos os clubes que defendeu. 

Recordo de uma jornada histórica, o Everton foi jogar na cidade de Alagoa grande contra uma seleção local. Estádio super lotado, gente por todos os lados, 42 minutos do segundo tempo, placar de 2 a 1, jogo sensacional, partida dramática, quando centrei uma bola alta e Fernando deu uma cabeçada sensacional e mandou a bola para o fundo das redes, para vibração da nossa pequena mais vibrante torcida do nosso time e silenciando a grandes torcida Local. Fernando marcava o 3° tento, vencendo por 3 a 1. 

Para homenagear os bravos jogadores do Everton esta Reminiscência Esportiva traz no final deste texto a foto do timão do Everton Bicampeão Suburbano da cidade de 1973.

Daí em diante só foi alegria, fez parte do profissional do Treze E.C. na sua estréia fez dois golaços contra a equipe do Campinense quebrando um tabu de alguns jogos que o Treze não ganhava do seu rival, mostrando sempre grande habilidade e as oportunidades foi surgindo e foi convocado para jogar no Ferroviário de Fortaleza, em seguida recebeu proposta do Gavião da Serra o Desportiva Borborema onde atuou em 1975 com destaque, no ano seguinte encerrou prematuramente sua carreira profissional para se dedicar aos estudos. Ficou jogando apenas no futebol amador de nossa cidade pela equipe do Everton. Mas para nossa sorte, naquela época Fernando Canguru voltou a jogar Everton.

Moço "simples", inteligente, tinha ótimo preparo físico, enfim era um tormento a ser marcado pelos zagueiros. Sua fase brilhante no nosso time me parece que aconteceu mesmo foi no Campeonato Suburbano de 1973. O futebol de pelada de Campina Grande vivia uma fase maravilhosa, todas as equipes estavam equilibradas, mas o Everton montou um time forte e nesse ano conquistou o título de Bi campeão amador da cidade e o Troféu do Tabelão da Liberdade. Era um timaço que dava gosto de ver em ação, um futebol vistoso que enchia os olhos do público nos estádios. Infelizmente ficou na saudade, mas o nosso Fernando Canguru e os demais amigos merecem as homenagens neste Museu Virtual pelas suas brilhantes jornadas em defesa do futebol amador do bairro do São José. 

Com a visão de futuro Fernando foi morar em Franca/ São Paulo e se formou em Advocacia e prestou concurso da OAB e passou entre os primeiros e hoje atua com competência no meio forense desta cidade. Mesmo deixando a profissão de jogador profissional de futebol nunca deixou de lado o esporte e muitas vezes quando vinha de férias jogavas na equipe do Everton e nos rachas de fim de ano. Fernando Canguru sempre foi fiel a sua consciência não importando o cargo que exercesse, passou essa formação ao seu filho que ele terá  orgulho de vê-lo se formando em direito para depois o ajudar no seu escritório a qual ele atua, A vida continua , quando se fecha olhos e recorda o passado você faz uma linda viagem relembra histórias fantásticas , mas quando você abre os olhos já tem que pensar no hoje e o amanhã, pois o passado é irretornavel, e Canguru sabe disso se orgulha do que fez e sabe o que faz, pois coisas boas é a síntese da sua vida. Vem sempre visitar amigos e familiares.

Parabéns Fernando Canguru, aquele abraço, agora seu nome está escrito no livro de Memórias Esportivas de Campina Grande.

Algumas fotos do Fernando como jogador e desportista:










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videos e audios com Fernando
http://www.youtube.com/watch?v=bQcUQM0fmj4


Fontes Utilizadas:

-Craque do Passado de Luciano Santos da Rádio Caturité
-www.trezegalo110mb.com (fotos

10 comentários:

Fernando Canguru disse...

Jobedis.
Boa noite.
Ficou legal a matéria do Blog e desde já agradeço a gentileza das palavras que me elogiaram.
Quanto as fotos do Ferroviário eu te mandei junto com aquelas fotos que me pedisse, ou seja, as que foram ultimamente.
Desde já um abraço fraterno do amigo/irmão.
Fernando Cangurú.

Anônimo disse...

Parabens JOBãO, ESSE ERA O Canguru artilheiro e Cabeceador como poucos conhecemos.Ele sabe que ZICO contribuiu muito com essa BRILHANTE carreira futebolistica, pois no inicio eu o deixei diversas vezes na cara do GOL na Garagem de Seu Heleno jogando contra Bebeca e Antonia(IRMA DE BUEL).Quanto ao Cabeceio, ele aprimourou-se tambem nesse mesmo ESTADIO no Barra barra de cabeca contra Guimaraes e Buel. Valeu Canguru Amigo/Irmao por tantas alegrias que tivemos quando defendias os Queridos EVERTON e GALO. Na segunda-feira comemoravamos o dia todo no Bar de Luiz do Peixe.Grande Abraco e PARABENS. Vadico

Anônimo disse...

Além de ter sido um grande atleta, hoje é uma excelente pessoa e amigo. Parabéns Fernando Cangurú. Edilson Cesar

fernando cangurú disse...

Jobão, por um lapso voce fez constar, na matéria em que me homenageou, que meu filho é formado em Direito. Quero esclarecer que Gustavo (meu filho) estará se formando no ano de 2012 na Faculdade de Direito de Franca - a mesma em que me formei - e, se Deus quizer, fará parte de minha equipe. Desde já voce é convidado para a formatura. Abraços, do seu amigo/irmão, Fernando Cangurú.

Anônimo disse...

Amigo/irmão Fernando Cangurú, és uma pessoa íntegra, que ao meu modo de vê-lo vc não precisa mostrar o que fez e o que faz, vc se faz notar, pena que Jobão não deixa muito espaço para que a gente tb poste uma declaração mais ampla (gréia amigo), a sua postura de pessoa humana, seja como desportita e nos aspectos pessoais, nos faz perceber o valor que uma vida tem e saber que somos amigos de vc, pois nossas memórias servem para buscar o passado e ver tanta coisa boa que passamos juntos, obrigado pela dignidade, e me ensina a receita da bondade que tens nesse seu coração, sou muito feliz e tem orgulho de ter jogado ao seu lado e ter dado um lançamento (nem Gerson), para vc fazer um gol, a tristeza foi só porque vc disse que eu tinha dado um balão prá frente, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk esse sou eu Jonas didi, uma mistura de seriedade com gréia, e essa receita eu passo..riam!!! Fernandão foste craque na bola, e hoje és craque no gramado da vida, continue asssim, saudades, forte abraço, JONAS DIDI.

Anônimo disse...

Amigos, após esta homenagem, não poderia deixar de registrar a passagem deste grande amigo aqui em Fortaleza, onde jogou pelo time do Ferroviário em 1975. Já residia aqui, mas antes eu fiquei sabendo que ele, Som e meu irmão Batista estavam jogando no Treze junto a tantos outros craques, olha amigos, não tive a oportunidade e prazer de vê-los jogarem juntos no meu time do coração o Galo, vejam o destino, o amigo Fernando foi contrato pelo então Ferrim, devo levar em consideração este aspecto, nesta época meus amigos o futebol cearense era recheado de muitos craques da bola, no Ceará...Zé Eduardo, Artur, Ednar etc., e no Fortaleza tinha um chamado "Quadrado de Ouro" com: Zé Carlos, Chinesinho, Lucinho e Amilton Melo, e por não lembrar o zagueiro Pedro Basílio, considerado até hoje, como um dos maiores jogadores daqui, e vc amigo, como deu trabalho a esse cara...então t=vc amigo, tinha que jogar muito (o fez), para vir aqui jogar, lembro bem que o Ferrim foi derrotado pelo Fortaleza num belo jogo e mesmo perdendo Fernando foi considerado o melhor em campo.
Tudo isso que aqui declaro, não é só porque sou amigo e irmão desta pessoa que tenho o maior carinho, a verdade e explicações a gente dar aos amigos...aos inimigos nem ver!!!
É amigos e eu alí na arquibancada junto ao meu tio, cheio de alegria e orgulho, falei...Tio esse Fernando aí eu joguei com ele...aí ele perguntou, oxente, e kadê você? respondí...TÔ AQUI MEU TIO AO SEU LADO!!! KKKKKKKKKKKKKKKKK,

Amigos...como é bom ter amigos, melhor ainda, conservá-los, valeu Fernandão, forte abraço,JONAS DIDI

Anônimo disse...

Amigos, uma retificação...o ano em que Fernando Cangurú jogou aqui em Fortaleza pelo Ferrim, foi em 1976.
Amigão agora aproveito para pedir, fala vc mesmo do gramado do Estádio do Castelão naquela época.
Abraços Jonas didi

Anônimo disse...

FERNANDO CANGURU;

FELIZ IDEIA DE JOBEDES EM HOMENAGEA-LO,NESTE MUSEU,QUE VEIO NUM MOMENTO CERTO ,PRECISO EM BOA HORA, AS REALIDADES DE HOJE SAO;GUERRA, FOME, DOENÇA,velhice LAP TOP,TABLETES,ANDROIDE,SMART FONE MOBILIDADE URBANA CORRUPÇAO DIFERENTEMENTE,FERNANDAO DOS ANOS 60,70,80 EPOCA DE OURO.ONDE NOS TODOS MUITO JOVENS EMPOLGADOS COM TALENTO, INGENUIDADE,ROMANTISMO (QUE DIGA AS SERESTAS CITADAS POR TE)INTUIÇAO,LIZEU,SOBREVIVEMOS AS INTEPERIES E TRANSFORMAÇOES DA VIDA. EU TIVE O PRA ZER DE PARTICIPAR ATIVAMENTE COM O AMIGO DE FE DESTES SAUDOSOS E AGRADAVEIS MOMENTOS DE FESTAS , ESTUDOS E JOGOS DESCRITOS POR TE NA FASE ADOLESCENTE E ADULTA.
FALAR DO AMI GO E FACIL;ATLETA DE BASQUETE ,HANDE BOL FUTEBOL DE ALTO NIVEL (ME TIRE UMA DUVIDA. SE JA FOI EXPULSO JO GAN DO PRPFISSONAL. BOM PAI SOLIDARIO. PARTICIPATIVO, HUMANO, ADVOGADO BRILHANTE EM FRANCA , MESTRE CUCA . ESTE REALMENTE E O NOTAEL AMIGO. UM FORTE ABRA Ç O DO GLAUCO ,

L

Anônimo disse...

Olá Fernando!!!!!
Quanta alegria senti ao encontrá-lo no "ESPETÃO"
neste recente encontro da turma dos anos 60.Sempre fui uma torcedora nata para todos os times do nosso colégio.Obrigado pela garra que sempre tiveste ao entrar em quadra,defender e vencer sempre.... o nosso colégio será lembrado porque tinha uma "CONSTELAÇÃO" ímpar de atletas.
Abração,
Eneida.

Anônimo disse...

Esse é Fera!! Craque do Treze dos anos 70 e 80, Fernando Canguru foi um dos melhores artilheiros do Treze. Boa estatura, cabeceador nato, presença de área, inteligente até dizer chega, oportunista, e de muito reflexo. Só consegui jogar com Fernandão no Everton, onde fizemos um bom ataque. Formamos na época um dos melhores times amadores da região. Fernandão , se jogasse bola hoje, estaria provavelmente na Europa ganhando muita grana pois bola prá isso tinha de sobra.Grande companheiro, competente, de família, homem seguidor de Deus. Valeu! Fernandão, você deixou um legado precioso para os seus amigos de Campina Grande, principalmente do Bairro do São José, do time do Everton. Voce é um exemplo de homem e de Pai de Familia. Tenho orgulho de ser seu amigo. Valeu! Felicidades para vc e sua bela família.

Dão Barreto

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