terça-feira, 4 de outubro de 2011

A História do futebol do bairro do São José

Por: Jobedis Magno de Brito Neves


Mas qual é a história do futebol do bairro do São José? Segundo antigos moradores trata-se de uma época onde o futebol ainda engatinhava e não influenciava na vida da sociedade do bairro, além de ser um período obscuro devido à escassez de informações. Os times daquela época não duravam muitos anos e não havia campos decentes para a prática do esporte no nosso bairro. Então, resolvi designar "a história do futebol do São José" o período anterior ao aparecimento do Everton E.C o principal ícone da história do futebol do Bairro.

Foi um desafio que aceitei. Quem quer que se atreva mergulhar na pesquisa de subsídios para resgatar a história do futebol do bairro do São José em Campina Grande defronta-se com a escassez de documentos, fotos e registros nas atas e nos jornais de época. Por causa dessas dificuldades e empecilho apela-se para o memorialismo, nem sempre confiável de antigos moradores e digno de fé.

Fazia muitos anos tentamos escrever a história do Everton Esporte Clube, que, é a própria história do futebol do bairro do São José. A verdade é que, considerados os óbices, foi possível chegar-se às origens do futebol no Bairro e fomos conversando com antigos moradores do bairro e juntados as peças, alguns retratos e formando o quadro com retoques, com informações fidedignas, checadas, comprovadas, abolido o famoso chutômetro.

O Bairro do São José - Nos primeiros anos do século passado, o São José era um bairro com o traçado claro: a Igreja da Guia na Praça do Trabalho delimitava o espaço nobre, moderno, limpo e urbano destinado às famílias de classes mais altas. A área periférica perto do Açude Novo abrigava as classes menos favorecidas e não atraía investimentos públicos na época. A cidade de Campina Grande, tomando como referência bairro do São José, estendia-se aos distantes bairros do Tambor, Zé Pinheiro, Monte Castelo, Liberdade, Catolé, Prata, Casa de Pedra, Auto Branco, Santo Antonio entre outros, enfim, um cinturão que envolvia o bairro, num raio pouco superior a cinco quilômetros, a espera das avenidas e da anunciada explosão imobiliária. O bairro e seus times moviam-se nas carrocerias dos caminhões ou em ônibus de linha e comemoravam suas conquistas com aguardente tomadas depois dos jogos que se disputava a cada final de semana. Em 1960, Campina Grande começou a crescer. Mas nada de preservar seus times e campos de pelada. Ou registrar para a história quantos eles era quais os seus times mais tradicionais, quantas foram as suas conquistas.

Quantos times?

Não se sabe ao certo. Contam os mais velhos - sempre eles, memória viva que se apaga sem reposição - que eram muitos. Os primeiros times do bairro foram: O Treze Ainda quando era amador depois se profissionalizou. Tinha o CEC Dolaporte, Fluminense, Náutico, Bangu, Palmeiras, Independência, Real Madrid. Depois surgiu o São José, em seguida o Juventus. Na Rua Felipe Camarão foi onde se formou a outra equipe (O Cacareco), a Portuguesa e finalmente o Everton. Nas Comunidades da São Joaquim e Embiras surgiram depois o Grêmio, Embirense e o  Cotonifício Campinense e outros times para racha aos sabados a tarde - O Curtibol do Procurt (curtume escola da UFCG). Os jogos foram rareando e o interesse foi diminuindo. Todos esses clubes tiveram vida curtíssima, com exceção do Everton e do Embirense, que sobreviveram por muito tempo.

Os Arquivos Ou Fotografias dos Times

Grande parte dos arquivos dos clubes se perdeu com o tempo. Fotos, troféus, certificados e muitas coisas que poderiam ajudar a contar suas histórias, só algumas estão preservados por alguns desportistas que viveram aqueles momentos. Mas basta olhar pelas paredes da sede social do clube do Everton Esporte Clube, em frente ao Parque do Povo, no mesmo bairro do São José para não ter nenhuma dúvida sobre a origem e a longevidade do clube: as fotos emolduradas rusticamente, exibindo senhores com ares de aristocratas, testemunham silenciosamente um passado vitorioso e o Everton Esporte Clube é um belo exemplo dessa história, uma verdadeira "maquina", ilustrada com fotos que parecem contar sozinhas, o que se passou do final do século passado até agora.

Porque acabaram?

Entre as equipes que até hoje conseguiram sobreviver apenas o Imbirense continua firme através dos tempos. Muitos clubes disputaram vários campeonatos e depois desapareceram. E é sempre dramático o fim de um clube qualquer. A história registra alguns casos de clubes extintos. Uns decidiram se dedicar ás atividades sociais. A maioria se viu obrigado a fechar as portas porque estava economicamente falido. Outros como Everton por falta de reposição de atletas do bairro. Quando um clube morre, morre um pouco da nossa historia. As crises internas, as divergências entre seus dirigente e jogadores, os problemas financeiros, foram fatores que levaram esses clubes e muitos outros acabarem seus times de futebol. Muitos clubes disputaram vários torneios e resistiu o quanto puderam. Na longa caminhada, a maioria foi ficando para trás, abandonando as disputas. Fechando suas portas. Muitos clubes que participaram de alguns campeonatos chegaram a impressionar pelas belas campanhas que conseguiram realizar. Agremiações que até chegaram ao título de campeão, ou mesmo, a de um vice-campeonato. Todos tiveram seus bons momentos em nosso futebol.

Valia à pena ir aos estádios para assistir alguns times jogarem. Entretanto, a grande maioria, simplesmente passou. Houve times que apenas disputaram algumas partidas. Outros sobreviveram por muitos anos (No Caso do Everton em matéria que será publicada futuramente neste museu para ficar eternizado).

Finalmente alguns clubes duraram mais tempos pela boa expressão de sua torcida, pela renovação de seus jogadores, pela estabilidade de seus cofres, pela quantidade, a importância de seus títulos e pelos horizontes largos de suas aspirações. Os clubes pequenos fecharam porque vivia do amor e abnegação de alguns poucos dirigentes, pelo sacrifício dos que tinhas de lutar contra seu futebol deficitário, pela modéstia de suas glórias e pelo pouco que ainda podiam aspirar. Alguns não deixaram memória, apenas saudade.


















Na foto Vemos Danda, Nego Roberto, Netinho, Pedro Pascoal, e? e Banana.Agachados: Guel, ? , Zé Soares, Sabará e Jairo carteiro


Na foto Vemos: Albertinho Limonta, Amauri,Naldo, Matinho, Furlanetto, e Fernando Canguru, Agachados: Mago Anselmo,Firmino, Chico Cateta, Jobedis e Beto.




O que difere o Everton desses outros times - Vamos fazer uma síntese do que realmente difere o Everton desses outros times. Um clube se faz grande pela expressão de sua torcida, pela renovação de seus jogadores, pela estabilidade de seus cofres, pela quantidade e importância de seus títulos e pelos horizontes largos de suas aspirações. O clube é pequeno quando vive do amor e abnegação de alguns poucos dirigentes, pelo sacrifício dos que têm de lutar contra seu futebol deficitário, pela modéstia de suas glórias e pelo pouco que ainda pode aspirar.  E com eles, a secreta esperança de um dia, não importa quanto tempo leve, tornar-se também um grande. Valia a pena ir aos estádios para assistir alguns times jogarem. Entretanto, a grande maioria, simplesmente passou. Pouco ou nada fizeram. Apenas disputaram algumas partidas e torneios. Nenhum  a não ser o Everton deixou memória, apenas saudade.




Conheça nas proxima paginas  "A Fascinante e belíssima história do  Everton Esporte Clube,  o Mais Querido Clube do São José"





7 comentários:

Eneida Donato de araujo disse...

Que maravilha Jobedis!!!!! vc é um gênio amigo............nota mil.
Abração.

Antonio Carlos Siqueira disse...

Jobedis
Em primeiro lugar gostaria de parabenizá-lo por este excelente trabalho, estas imagens são realmente fantásticas.... e esta iniciativa é sem dúvida merecedora de infinitos elogios.. Em segundo lugar, gostaria de me apresentar, sou um ex jogador de futebol de pelada ai de Campina Grande do passado, e hoje sou assessor legislativo na Secretaria de Obras de um cidade do interior de Rondonia. E também fiquei e incumbido de abastecer o site sobr o esporte em geral na nossa pequena cidade com as informações de nossa terra e outras cidades, mas como apaixonado por campina Grande pela nossa história reservei um pequeno espaço para divulgação de fotos antigas de nossos antepassados e se i que vc tem várias fotos que poderiam contribuir com este meu trabalho que estou apenas iniciando mas que para mim é muito gratificante...
Se fosse possível gostaria que vc me autorizasse a publicar em nosso site algumas destas imagens que para nós são de grande valia.
Antonio Carlos Siqueira

Anônimo disse...

Jobedis,

Parabens pelo excelente trabalho, moro em J. Pessoa mas, nascido em campina grande. Bem... observei uma foto, em lágrimas, que esta acima do time do CEC, não sei se é o Bangu, Santa Cruz ou Nautico onde aparece a foto do meu pai Erasmo Ribeiro (Preta), Militar do exército já falecido, só que o nome acima esta Willian. Ele é o quinto, em pë da Esquerda para direita, apenas correção. Tenho algumas fotos dos times que ele jogava naquela época. Terei um imenso prazer de envia-las para vc, para ilustrar mais ainda seu trabalho maravilhoso.

Jobedis Magno disse...

amigo(a) terei prazer de colocar suas fotos sim
mande para o meu email jobedismagno@hotmail.com e coloquei o nome certo na foto obs
jobedis

Anônimo disse...

Na verdade no time do Nautico, o atleta de nome Willian é na verdade o Preta (Erasmo), famoso pelos seus passes e da sua fomosa "Matada" como chamava. Saudades do amigo.

Juarez Marques

hildeman disse...

Caro Jobedis, conforme vc me falou quando de nosso encontro no Campeste, existe algumas fotos que estou presente em times de nosso querido bairro do São José,gostaria caro amigo que, enviem através do meu E-Mail (hildeman.moraes@hotmail.com)agradeço-lhe antecipadamente, abraços.

Anônimo disse...

o atleta willian, do time do nautico, é na verdade o preta (erasmo).

A correção anterior está indevida.

Parabens pelo o museo.

Egas Ribeiro

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