sexta-feira, 16 de março de 2012

RETRATOS DO PRESENTE DE CAMPINA GRANDE

POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES




Longe de mim querer causar polêmica, mas como bom campinense não posso ser omisso e preciso tecer alguns comentários sobre a atual situação da nossa querida “Rainha da Borborema”. Agora nas férias fiquei na nossa cidade, matando a saudade e revendo amigos la no Calçadão da Cardoso Vieira (conforme foto). Nas minhas andanças pela cidade vi coisas boas e ruins. Relatarei aqui algumas boas notícias, outras muito indesejáveis. 

Comecemos pelo lado bom. Campina Grande usufrui do excepcional desempenho da economia brasileira, proporcionada pela grandes industriais da cidade e as excelentes universidades que possui.

Mesmo com os efeitos das centenas de novas construções pela cidade, bem como nas imediações do Açude Velho e do bairro do Catolé e Prata, conforme fotos abaixo:




Demonstram o desenvolvimento e a sensível melhoria da condição financeira dos habitantes da cidade. Casas de campo com piscinas, próximas da nossa cidade, com casas belíssimas em vários bairros, grandes e modernas lojas sendo construídas ou reformadas e muitos carros novos e luxuosos pelas ruas demonstram a força do desenvolvimento da cidade. 

Outro ponto positivo e que merece aplausos é a conscientização de empresários de investir em tecnologia e em espaços amplos e instalações bem estruturadas e e restauração  do Parque do Povo.

Quanto às possibilidades no setor de bares e restaurantes, discordo de alguns amigos que dizem não haver opções em Campina Grande. Entendo estar a cidade, razoavelmente, bem provida de opções para todos os gostos. Vejamos: pode-se comer uma saborosa pizza na Sappore ou ainda na Pizzarella na Treze de Maio. Se preferir uma deliciosa carne do Sol, há o Restaurante do Manoel da Carne de Sol ou o Tabua de Carne. E há outras opções no Restaurante do Bar do Cuscus. Se optar por uma comida caseira de excelente qualidade, é só ir ao Restaurante do Caju ou uma espetacular galinha de capoeira  com feijão verde ou uma boa buchada de bode no Restaurante o Mororó? E a enorme quantidade de boas lanchonetes que oferecem sanduíches de ótima qualidade? E os deliciosos  caldos de peixe de Ferreira? Ou os espetinhos do Bob Espetinho ou um Galeto na Brasa na Cabana do Gino? Tem possibilidades para todos os gostos, basta procurar.

Algumas coisas que não gostei do que vi:

Um grande  problema que eu acho é a falta de preocupação com a memória da história da cidade. Se temos que ficar contentes com as novas construções, também temos que nos preocupar em ver os nossos velhos prédios históricos desaparecendo rapidamente da paisagem, apagando a nossa história. O antigo Clube Flamengo de Zé Pinheiro,  o Ginásio Cesar Ribeiro, o Forrok estão em ruínas,  uma pena.

Outra aberração acontece no transito de nossa cidade com um numero muito grande de mototaxistas, (foto) que há muito tempo dificulta as necessidades da população. 


Não há mais espaço para tantos no centro de nossa cidade, tornando uma tarefa praticamente impossível caminhar nas ruas.

O asfaltamento de várias ruas, principalmente nos Bairros, também merece ser comentado, pois as mesmas apresentam muitos buracos (foto abaixo). 


Foto de Claudio Góis


descasos mais explícitos estão sofrendo os prédios históricos. O município já completou um século e meio  de existência e acumula razoável número de construções antigas.  Parte deste acervo, que compõe o patrimônio arquitetônico, são os prédios pertencentes ao estado, município ou famílias. Mas, o tempo passou e estes prédios, que antes tiveram uso e importância, hoje se encontram sem cuidados.

O Plano Diretor do município, “adormecido em berço esplêndido”, previa o tombamento de mais de 60 prédios, que representam a história arquitetônica de Campina Grande . Os casarios  e outros prédios com características coloniais faziam em parte desta seleção, que contam parte da nossa história. Cabe agora aos poderes cumprirem seus papeis. A Câmara Municipal devia apresentar Projeto de Lei determinando a preservação destas relíquias. A prefeitura deve acatar com rigor a aplicação das garantias legais.

Silenciosamente, Cine Capitolio perdeu todo o seu forro e telhado . Esta mudança expõe insensibilidade dos gestores locais.  Bastava investir em profissionais capacitados e a restauração estava garantida.Descasos mais explícitos estão sofrendo os prédios históricos. 

O Plano Diretor do município, “adormecido em berço esplêndido”, previia o tombamento de mais de 60 prédios, que representam a história arquitetônica de Campina Grande.. Os casarios e outros prédios com características coloniais fazem parte desta seleção, que contam parte da nossa história. Cabe agora aos poderes cumprirem seus papeis. A Câmara Municipal deve apresentar Projeto de Lei determinando a preservação destas relíquias. A prefeitura deve acatar com rigor a aplicação das garantias legais.

O que se vê nas ruas, nos bares e nos clubes é o absurdo de carrinhos de son tocando musicas em som alto de axé e do brega, com suas letras obscenas e não muito inteligentes. E o pior, em altíssimo volume. Você é obrigado a ouvir a música que os caras gostam, na marra. Não há escapatória. Ninguém merece! Mas tudo bem, um dia a coisa muda, só nos resta esperar.

Por fim, gostaria de esclarecer que toda essa minha explanação é de uma opinião bastante particular,  ficando todos os descontentes totalmente livres e à vontade para tecer as suas críticas e discordâncias, espero que com respeito e educação. Espero seus comentários. Participem!

8 comentários:

Anônimo disse...

Jobedis.

Não estou mais morando em nossa querida Campína Grande, mas sempre que posso dou uma passada lá. Para mim, Campina sempre foi uma cidade muito interessante. Esses seus comentários são pertinentes e muito importante para os administradores da cidade.

Um grande abraço.

Hermano G. Pimentel

comentários disse...

Jobedis,
Campina já nasceu grande! Eu moro e faço parte do cotidiano dessa “Metrópole”, os problemas por você elencados existem só que nossos governantes são amadores e quando tentem resolver, alguns ate pioram com seus improvisados reparos. Nós é que temos de impedir que esse modelo continue. Temos uma eleição pela frente, e em escolhendo certo, com certeza vamos melhorar a nossa cidade.
Deixamos de ser província!
Um abraço
Vadinho

Wdilson disse...

Discoirdo de Vadinho que cita "deixamos de ser província". Ainda se vê, em pleno trasito caótico de Campina, CARROÇAS DE BURRO circulando como se fossem automóveis. Precisa mudar. Podemos mudar. Um abraço.

Marcos Soares disse...

Amigo Jobedis.
Estive em Campina Dezembro passado. Aproveitei para fazer novas fotos para não perder o hábito e atualizar meus arquivos.
Sinto orgulho de vê-la crescer dia-a-dia. Entretanto, o centro da cidade é uma lástima. O Calçadão perdeu sua finalidade, dando lugar a uma feira de troca, que pode ter objetos de origem duvidosa, sem nenhuma fiscalização aparentemente. O início da Rua João Pessoa, com os barraqueiros tomando todo o espaço das calçadas, é intransitável, proporcionando, inclusive um aspecto de mercado persa.
Resumindo, a cidade está asfixiada pela desorganização urbana, faltando, no meu entendimento, gestão administrativa e um choque de ordem, para colocar as coisas nos seus devidos lugar. Isso sem falar no trânsito, que é caótico.
Marcos Soares

Adauto(facebook) disse...

Grande Jobedis, Muito feliz, sua matéria, vc daria um ótimo representante do povo. Pois é, amigo, o que tem que se acabar, é com essa briga política, deixam de trabalhar corretamente pela cidade, para se ocupar com picuinhas. Adauto Barros

Levi Pereira de Almeida disse...

TEMOS QUE FAZER ALGUMA COISA
Senhoras e senhores, o que ontem eu pensei ser uma fatalidade um acaso hoje é pura realidade, se não bastasse o estado caótico que esta o transito das nossas cidades, passamos a conviver com outro grande problema que são os animais soltos pelas ruas e praças sem nem uma identificação, não quero aqui culpar os animais mis sim os seus proprietários que larga nas ruas CAVALOS, ÉGUAS, BURROS, e agora pasmem os senhores CACHORROS e ate Manadas de Porcos a soltas por ruas e avenidas da cidade de CAMPINA GRANDE PB.
No ultimo dia 13/3 eu fui vitimas de uma colisão com um CACHORRO médio porte que cruzou avenida em minha direção, não mim dando nem uma chance para eu defender nem tão pouco evitar a COLISÃO, não desejo o mesmo a ninguém estou aqui VIVO graças a DEUS mais bem machucado, com graves escoriações por todo corpo eu e MINHA FILHA QUE O LEVAVA PARA O COLEGIO coisa que faço a mais de 15 anos.
Diante do ocorrido achei que era coisa do acaso, ou uma fatalidade ou coisa parecida, só que pra minha surpresa quando chegou a CASA hospitalar para ser atendido chega outro cidadão com varias ferimento no corpo de um atropelamento por um CACHORRO em outro lugar de CG, e a historia se repete virou rotina a cada dia a cada estante CG, ontem o noticiário local nos mostrou mais uma COLISÃO CACHORRO e MOTO na cidade na Rua 15 de novembro no bairro da palmeira CG.
1º DIANTE do ocorrido comecei a perguntar por que o CENTRO DE ZOOONOZES (PMCG) não FAZ UM CADASTRO ÚNICO DE TODOS OS PROPRIETÁRIOS DE CAVALOS, ÉGUA, E BURRO DE TRAÇÃO (OS CHAMADOS CARROCHEIROS)? Que esta sendo uma ameaça constante nas ruas avenidas de nossa cidade, a partir da identificação do dono o ANIMAL receberia nas orelhas uma plaqueta com RG CPF do dono que exclusive já é usado por dono de fazenda de GADO
, 2º Sugestão E por ultimo os acidente causado por CACHORRO esta virando uma rotina na cidade, e a pergunta que deixo no AR porque que o centro de ZOONOZES de C. Grande não faz uma grande campanha convidando o proprietário de CÃES de pequeno e médio porte nos bairros e periferias da cidade para registrar seus CACHORROS e colocar uma identificação na orelha do citado ANIMAL?
Campina Grande 17 de Março de 2012
Atenciosamente Levi Pereira de Almeida

José Carlos Pereira (ZEZITO). disse...

Prezado Jobde,

Estudamos juntos no grupo escolar Cleomentino Procópio, com professora Leda. Jogamos muita bola juntos com chó, gatinho, Paulo xavier, nilson (irmão de zé gomes), epitácio, hermani e glauco (seus irmãos), chico e chicó, mazinho, os filhos de seu miranda (decio, anezio e gilberto), etc...Bons tempos, onde víamos sabará , raul, e o irmão de epitácio que eram verdadeiros craques, e o fuba com seu jeitão sempre alegre. Sai de campina em 1974, e moro na Bahia, mas foi muito bom abrir seu blog, e ver tantas pessoas que conviveram comigo na infância e juventude.

Um abraço e muitas felicidades, extensivo á familia...

Prezado Jobde,

Estudamos juntos no grupo escolar Cleomentino Procópio, com professora Leda. Jogamos muita bola juntos com chó, gatinho, Paulo xavier, nilson (irmão de zé gomes), epitácio, hermani e glauco (seus irmãos), chico e chicó, mazinho, os filhos de seu miranda (decio, anezio e gilberto), etc...Bons tempos, onde víamos sabará , raul, e o irmão de epitácio que eram verdadeiros craques, e o fuba com seu jeitão sempre alegre. Sai de campina em 1974, e moro na Bahia, mas foi muito bom abrir seu blog, e ver tantas pessoas que conviveram comigo na infância e juventude.

Um abraço e muitas felicidades, extensivo á familia...

José Carlos Pereira (ZEZITO).

Anônimo disse...

VALEU JOBÃO, VADO AGRA, REALMENTE UM BALUARTES DO ESPORTE DE CAMPINA GRANDE, MAIS VC NÃO FALOU A CARCTERISTICA DELE NA MARCAÇÃO, ELE ACOMPANHAVA O CARA PELO ACERO DO CAMPO (NOVO ACERO)KKKK, E ACUNHAVA O CALCANHAR TRAVANDO A BOLA NAS PERNAS DO ATACANTE, LEMBRAR? JOGUEI MUITO COM ELE NA TELPA COM O VELHO JANCA E O VELHO JUJU, DEVEM ESTA JOGANDO TODOS AGORA LA NO OUTRO PLANO, QUANDO FUI TREINAR NO GAVIÃO ELE ERA O TREINADOR, UM ABRAÇO A TODOS COM MUITA SAUDADE. ESPEDITO VILAR

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